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Paul traz para o Alianz Parque o seu 'pêndulo do tempo'

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O repertório de 40 canções do show em São Paulo, distribuídas em quase três horas de
 apresentação, vai incluir apenas três músicas do disco novo.
Conforme fez na Argentina, ele volta com All My Loving, de 1963, e emenda com Letting Go, de 1975, do disco Venus and Mars.
Conforme fez na Argentina, ele volta com All My Loving, de 1963, 
e emenda com Letting Go, de 1975, do disco Venus and Mars.

Conforme fez na Argentina, ele volta com All My Loving, de 1963, e emenda com Letting Go, de 1975, do disco Venus and Mars. (Patrick Kovarik/AFP)
Se tudo for mantido como no roteiro de Buenos Aires, onde fez show no último domingo, Paul McCartney vai trazer mais dois grandes bailes a São Paulo, nos shows que farão nesta terça (26) e quarta (27), no Allianz Parque. Serão 40 canções distribuídas em quase três horas de apresentação, dispostas sobre três eixos: Beatles (cerca de 70% do repertório), Wings, a banda que formou assim que “o sonho acabou” (20%) e músicas de sua carreira solo, incluindo duas do disco novo (10%). A abertura com A Hard Day’s Night, do terceiro álbum dos Beatles, de 1964, é seguida por Junior’s Farm, que Paul lançou quando estava nos Wings com Linda o amor de sua vida, dez anos depois, em 1974. Ele faz isso, vai e vem, o tempo todo.

Ainda conforme fez na Argentina, ele volta com All My Loving, de 1963, e emenda com Letting Go, de 1975, do disco Venus and Mars. O pêndulo do tempo de Paul McCartney continua funcionando. A próxima será a bem nova Who Cares, que ele lançou no álbum mais recente, Egypt Station, do ano passado, e a seguinte, Got Get Into My Life, de Revolver, 1966.

Paul está usando ainda uma das melhores do disco novo, Come on to Me, e colocando em seguida um de seus torpedos setentistas, Let Me Roll It, que fez com os Wings em 1974 no disco Band On The Run. Uma pena Paul não ter incluído das novas a balada Happy With You. Ele fecha a participação do repertório de Egypt Station com Fuh You. No Brasil, talvez, se é que conseguiu tempo para ensaiar com a banda, como contou em entrevistas, vai tocar Back in Brazil, uma homenagem de melodia mais fofa do que inspirada sobre uma base rítmica vizinha mais próxima do reggaeton do que do samba.

A sequência mais matadora da noite começa na música de número 27. Fica assim, se nenhuma alteração aparecer no roteiro: Something, Ob-la-Di, Ob-la-Da, Band on The Run, Back in the USSR Let It Be, Live and Let Die e Hey Jude. É ela que, como nas últimas três turnês, termina com o primeiro set, mais de 2h20 depois de iniciar o show. Mas então vem o bis, e tudo é muito parecido com o que Paul já mostrou algumas vezes. A força do que ele e sua banda conseguem com essa sequência final, no entanto, é difícil de se mexer. Nada parece poder ser mais perfeito em seu movimento crescente até o que chegue o final apoteótico.

Birthday, Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Helter Skelter, Golden Slumbers, Carry The Weight e, sob uma comoção coletiva potencializada por 45 mil pessoas, The End.

Paul McCartney, 76 anos, faz pela tarde uma passagem de som sem pressa. É quando recebe convidados e fãs que pagam caro para estarem lá. Capitalizar a passagem de som foi uma das grandes sacadas de Paul, já que aquele é um momento que ele curte e gosta de fazer sem pressa. Quando vai para o palco, começa geralmente no horário marcado (e observem bem quem vai ao show, o horário marcado para suas apresentações é 20h30, e não 21h). 

Paul não vai beber água uma única vez. Quase três horas de show e ele não se hidrata nunca. Uma vez, explicou em entrevistas que não bebe água porque aprendeu a cantar assim, horas e horas sem sair do palco quando os Beatles faziam shows em Hamburgo nos primórdios da história. Horas que pareciam passar em segundos.


Agência Estado

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