Pular para o conteúdo principal

Leiturinha diz que errou e vai aceitar livros com bruxas, fadas, duendes e outros seres mágicos

A questão foi levantada pela coluna Babel no dia 23 de fevereiro; Leiturinha, que disse que não aceitaria a inscrição de obras com seres mágicos como temática central, volta atrás e divulga novo edital

Maria Fernanda Rodrigues
Uma decisão do clube de assinatura Leiturinha, o maior do País dedicado a livros infantis, causou estranheza e foi comentada na coluna Babel do dia 23 de fevereiro: ela não aceitaria a inscrição, por parte de editoras, de obras que apresentassem “seres mágicos, como bruxas, fadas e duendes, como temática central na história”.
A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari, foi considerado o melhor livro sem texto, pela FNLIJ, em 1982
Nesta quarta-feira, 6, o Leiturinha informou à coluna que cometeu um erro, que inclusive já distribuiu livros do gênero para seus assinantes e que estava publicando uma.

Leia o comunicado do Leiuturinha

“A Leiturinha, clube do livro infantil da PlayKids, vem se retratar, prestar esclarecimentos e se colocar à disposição em função do edital publicado em 04/02/2019.
Ao abordar a questão da exclusão de alguns temas em edital de projeto, a Leiturinha cometeu um erro. A curadoria não exclui bruxas, fadas e duendes, especialmente porque sabe-se da importância do imaginário e destes seres mágicos na literatura infantil. Inclusive, o clube já enviou livros como “Os Convidados de Senhora Olga”, “Os Moomins”, “Para Que Serve Um Livro?” e vários outros.
A intenção da Leiturinha é respeitar a diversidade de crenças, valores e culturas dentro de seleções surpresa enviada para milhares de famílias. Refletindo sobre a questão, foi publicada uma nova versão do edital, com a reformulação deste tópico.
Com todo respeito e compromisso que a Leiturinha tem com a liberdade de criação e expressão, o clube se coloca à escuta sensível para evolução do nosso trabalho na missão de enriquecer momentos em família e se coloca à disposição para esclarecimento de dúvidas.
Cultura/Estadão

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Corpo do Jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil* O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na próxima terça-feira (9), no Memorial do Carmo, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do imortal. Cony morreu ontem (6), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. Segundo a ABL, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, suas cinzas devem ser lançadas em um local que remete a sua infância. Também a pedido do jornalista, seu corpo não foi velado na sede da academia. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família".  Saiba MaisTemer lamenta morte do jornalista Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926.…

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

Projeto do escritor e professor cearense Gonzaga Mota doa livros para escolas públicas da Capital e do interior

Por Diego Barbosa,  Com a ação, Gonzaga Mota já circulou por 20 instituições, ora aumentando acervos, ora criando novas mini-bibliotecas Com facilidade, a porta em que está cravada a placa "Livros de escritores cearenses" escancara-se em nova visão. Do outro lado do anteparo, o olhar mira num aconchegante espaço, onde repousam, organizadas e coloridas, obras de toda ordem. São títulos tradicionais e contemporâneos, exemplares de poesias, contos, crônicas, romances. Em comum a todos eles, o DNA nosso: possuem assinatura de cearenses. E querem ganhar mais mundos, outras trilhas. Mantido pelo escritor e professor Gonzaga Mota, o gabinete da descrição acima é recanto de possibilidades. Desde o começo deste ano, o profissional mantém um projeto de doação de livros para escolas públicas de Fortaleza e do interior, almejando estender o raio de alcance da leitura, especialmente entre crianças e jovens. A vontade de fazer com que os volumes saltem da…