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FESTIVAL DE INIQUIDADES

Acompanhando os noticiários, a sensação que se tem é de que vivemos um constante e diuturno festival de iniquidades. Nunca se falou tanta bobagem e nunca se ouviu tanta idiotice.

É certo que o politicamente correto criou um número sem fim de hipócritas, os quais resolveram se manifestar acerca de um determinado assunto ou se portar diante de uma determinada ocasião da forma mais conveniente e mais aprazível, embora não representasse seu real pensamento ou sentimento. 

É também certo que o politicamente incorreto vem criando um número infindável de inconsequentes, os quais resolvem dar suas opiniões acerca de tudo e de todos como se fossem os verdadeiros donos a verdade, passando por cima das pessoas como um trator, não se importando o quanto ou quem machucam, ferem e angustiam.

Vamos aos fatos.

Num país como o Brasil, que conheceu a exploração colonial, a desumana escravização dos negros, o extermínio e a aculturação dos indígenas; que adotou o republicanismo após muita resistência, que vivenciou uma ditadura por décadas até chegar a um processo de democratização que, ainda hoje, encontra sérias ameaças ao seu real fortalecimento, eis que chega o Chefe do Poder Executivo e ordena a celebração do golpe de 1964 por parte dos militares.

A louca paixão pelo militarismo e pelo armamentismo do presidente da República fazem-no esquecer que este não enverga mais a farda do Exército brasileiro e que a imagem oficial que o representa, pregada em todas as paredes dos órgãos públicos federais, se constitui de uma faixa presidencial colocada em um cidadão civil, trajando um paletó civil. 

Vivemos em um país livre, onde deve ser celebrada, enaltecida, cantada e decantada a democracia e não a ditadura, que até mesmo os militares não fazem questão de lembrar.

Se o senhor presidente da República é fã, apaixonado e devoto da ditadura de 1964, que brinde e faça a festa em sua casa, enquanto cidadão, mas enquanto Chefe do Executivo e presidente de todos os brasileiros, que se porte como tal, com o bom senso que o cargo exige.

Aqui poderá o leitor se perguntar: mas os outros presidentes celebraram o comunismo, a guerrilha... Se o fizeram, estavam igualmente errados e não se portaram como deveriam, o que não exime o sucessor da responsabilidade de fazer a coisa correta. A não ser que se pretenda nivelar pelos antecessores que combateu.

 O festival de iniquidades não para por aqui, mas não cabe neste artigo.

 - Grecianny Cordeiro

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