Brasil na guerra

Por Paulo Eduardo Mendes - Jornalista

Criança ainda, nos idos de 1945, despertamos ao som do rádio divulgando a “Queda de Berlim” e o consequente fim da Segunda Guerra Mundial. Desfeita uma das maiores nódoas da humanidade. De resto, foram descritas as selvagerias grotescas do período da luta fratricida que tanto nos envergonhou como seres civilizados. 
Na imprensa diária, a inquietação dos jornalistas surgia em textos analíticos das curiosidades que ensejaram levar o Brasil para as fronteiras desse desequilíbrio mundial. Blanchard Girão escreveu “A Invasão dos Cabelos Dourados” contando do “uso aos abusos no tempo das Coca-Colas”. Livro texto de uma época que teve o seu lado pitoresco nos bastidores até mesmo das grandes tragédias do mundo. A edição mais recente data de 2008 e foi publicada pela editora ABC. 
Blanchard Girão produziu a “reportagem histórica”, após os tempos terríveis da guerra. Repercutiu em mistura bem dosada dos valores nossos de cada dia, sobrevivendo a hecatombe dos párias sociais que ousam deflagrar guerras. A visão jornalística de um escritor minudente não deixa sumir o lastro dessa história que pôs o Brasil na Guerra. 
Felizmente, o bom humor à brasileira deu seiva para livros do porte de “A Invasão dos Cabelos Dourados”. Foram traçadas as linhas “românticas” dessa crise mundial. Memórias vivas. Eternas. Tudo encadernado numa soberba edição de livro com fôlego suficiente para “frequentar” as edições eletrônicas que aí estão tentando ocupar os espaços dos impressos... 


O sol nasce para todos. O saudoso jornalista, escritor e advogado Blanchard Girão soube usar muito bem a tribuna em defesa da sociedade que escapou da guerra. É tempo de recordar e viver a tônica da verdadeira paz dos anseios universais. Trata-se de um livro de ontem despertando para a verdadeira política da democracia que tanto perseguimos na área do bom senso.

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