31 de maio de 2019

Tempo de Justiça

Em tempos tão difíceis, talvez seja chegado o tempo de acreditar num tempo de justiça.
“Tempo de Justiça” é o nome dado a um exitoso projeto pactuado e coordenado por diversas instituições do Ceará, a saber: Vice-Governadoria do Estado, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícia Civil e Perícia Forense, tendo como objetivo “aumentar a eficiência da investigação, do processo e do julgamento dos crimes de homicídio ocorridos em Fortaleza, com o cumprimento dos prazos legais e o respeito aos direitos fundamentais”.
Mediante essa ação integrada e essa união de esforços entre diversas instituições, o resultado tem sido bastante positivo, alcançando-se a meta de fazer com que os homicídios ocorridos em Fortaleza, de competência das varas do júri, com a autoria esclarecida, tenham o encerramento processual num prazo inferior a 400 dias, isto é, compreendendo-se aqui o período entre o cometimento do crime e o primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri.
Para o sucesso do “Tempo de Justiça” foram necessárias a adoção de novas plataformas de trabalho entre as instituições, utilização de softwares de bases de dados, reuniões, alterações da rotina de trabalho, troca de informações, análise de desempenhos individuais e coletivos...
Em “Tempo de Justiça” ganham todos os que fazem o sistema judicial e, principalmente, ganha a sociedade, que dificilmente verá os crimes de homicídio fadados à impunidade e à prescrição, em face da demora na efetiva prestação jurisdicional.
Casos conhecidos e emblemáticos pela triste repercussão, foram a Chacina do Padre Andrade e a morte da travesti Dandara, cujos réus foram processados e julgados em um prazo recorde de menos de um ano. Somente em “Tempo de Justiça” isso foi possível.

E como tudo o que é bom merece ser prestigiado e divulgado, em 2018, “Tempo de Justiça” concorreu com mais de 680 projetos dos diversos estados da Federação ao prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público, alcançando o primeiro lugar na categoria “Redução da Criminalidade”. Esse mesmo prêmio, em 2017, teve como vitorioso o trabalho desenvolvido pela “Operação Lava Jato”.
“Tempo de Justiça” representa uma mudança de paradigma e nos devolve a esperança de que é possível se fazer justiça com agilidade, funcionalidade, celeridade, profissionalismo, sem prejuízo de qualquer direito fundamental.
“Tempo de Justiça” ensina que a cooperação entre as instituições é o melhor caminho.
Eis chegado um novo tempo.
Grecianny Carvalho Cordeiro
Promotora de Justiça

Espírito Santo: Dom Pascal

Padre Geovane Saraiva*
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O Papa Francisco é criticado, até mesmo insultado, por alguns católicos, por causa do seu encantamento pelo Evangelho de Jesus, com seu enorme coração, num esforço de ser coerente e fiel ao projeto do Pai. Vemos, de verdade, a realização da profecia proclamada por Jesus de Nazaré. Essa profecia divide, sendo consequente e escandalosa. A reação se torna evidente, quando pobres, estrangeiros e os últimos da sociedade entram na mesma lógica: a de uma Igreja em saída, inclusiva e com sensível clamor dos empobrecidos, dos migrantes e dos refugiados. Que nossa oração chegue aos céus, unida à oração do Santo Padre: “Rezemos por aqueles que vivem em estado grave de enfermidade. Protejamos sempre a vida, dom de Deus, desde o início até a morte natural. Não cedamos à cultura do descarte”.

padre Geovane
Somos convencidos de que a criatura humana é para ser plenamente livre, a partir do mistério da redenção, tendo a compreensão de que, dentre os dons pascais, o maior é o do Espírito Santo. Jesus de Nazaré O anunciou, na força da obediência ao Pai, introduzindo-nos na verdade e no amor, enquanto preparava os discípulos para sua partida. Vemos intimamente ligadas as verdades do anúncio do Senhor Jesus, afirmando com clareza: Era preciso que Jesus morresse, ressuscitasse e subisse ao céu. No vigor da missão, a do seu Espírito a nós cristãos, acolhamos, pois, o interesse salvífico do Pai, a nos dizer: “É melhor para vocês que eu vá, pois, se eu não for, o Paráclito não virá” (Jo 16, 7).

Ó Jesus, permita-nos recordar o Santo Espírito em tudo por vós anunciado! Diante dos nossos olhos precisamos sempre colocar que, por ocasião do seu feliz retorno no final dos tempos, sejamos, evidentemente, reconciliados e pacificados no amor. Da nossa parte, devemos estar apropriados do Espírito da verdade, que é a mais absoluta clareza da paz que nos é dada já neste mundo e eternizada no mundo futuro. A paz de Deus, segundo Santo Agostinho, nos é oferecida, agora, com o claro fim de nela permanecermos, ficando para nós um único objetivo: vencer o mal e o inimigo com todos os seus frutos. Pela paz que vem de Deus como dom e graça, que reine o amor mútuo, com o céu já aqui na terra. Que possamos ser um mundo solidário, de justiça e paz, longe das contrariedades, angústias e frustrações.

Ao se encerrar o mês de maio de 2019, valemo-nos da Santa Mãe de Deus, no que disse nosso querido padroeiro, Santo Afonso Maria de Ligório, a seu respeito: “Ó Maria, crestes na palavra do Anjo e, permanecendo virgem, seríeis a Mãe do Senhor, e assim presenteaste o mundo com a salvação. Desse modo, vossa fé abriu-nos o Paraíso”. “Ó ditosa e bem-aventurada sois vós, ó Maria, porque crestes que se cumpriria em vós o que da parte do Senhor vos fora dito” (Lc 1, 45). Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

"Sem Palavras": Filme mostra a aprender tudo de novo, aprender a ser um novo homem

SINOPSE E DETALHES
Sem Palavras
Para o respeitado empresário Alain (Fabrice Luchini), tempo é dinheiro, e os negócios são o mais importante em sua vida. Um dia, ele sofre um grave AVC, ficando com sequelas que afetam a fala e a memória. Agora, com a ajuda da família e de uma terapeuta, ele começa a enxergar, aos poucos, que existe vida além do que ele conhecia e maneiras melhores de aproveitar o tempo.
Título do Filme: Sem Palavras
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento: 2019
Duração: 1h 40Min.
Assista ao trailer abaixo:


Comenda Patativa do Assaré: cerimônia de entrega será nesta terça, 4/6, no TJA

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) realiza na próxima terça-feira, 4/6, às 18h30, no Theatro José de Alencar (TJA), a cerimônia de entrega da Comenda Patativa do Assaré, condecoração é dada a personalidades, artistas, poetas, cantadores, pesquisadores(as) que se destacaram por suas relevantes contribuições à Cultura Popular Tradicional. Recebem a comenda a folclorista Elzenir Colares, o repentista e poeta Pedro Bandeira, e o também poeta popular Geraldo Gonçalves (In Memoriam).
O nome dos agraciados foi divulgado na última quinta-feira, 23/5, com aprovação pelo Conselho Estadual de Política Cultural do Ceará (CEPC). Para a seleção dos agraciados, a Secult abriu ao público uma consulta, feita online. Os indicados foram avaliados por uma Comissão de Seleção composta por sete membros: três integrantes do Conselho Estadual de Política Cultural do Ceará (CEPC); dois integrantes da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará; um representante da Universidade Regional do Cariri (URCA); e um representante da Fundação Memorial Patativa do Assaré.
Conheça os agraciados com a Comenda
Elzenir Colares – Coordenou o Grupo de Tradições Cearenses por 45 anos. A professora/pesquisadora/artista, concebeu montagens baseadas no folclore cearense. Os espetáculos exploram a música, dança, costumes e causos da cultura popular colhidos em todo o Ceará. Algumas montagens de sucesso foram: “No Ceará é Assim”, “Eita Ceará Pai D’égua” e “Festa de Padroeiro”. Em 1995, recebeu a maior comenda do município de Fortaleza, a Medalha Boticário Ferreira. Elzenir Colares formou uma geração de estudiosos do folclore de sua terra e atualmente mais de uma dezena de grupos de vivência da cultura popular existentes em Fortaleza tiveram o seu ideal como ponto de partida. Em 12 de outubro de 2019, o Grupo de Tradições Cearenses irá completar 53 anos.
Pedro Bandeira – Pedro Bandeira Pereira de Caldas nasceu a 1º de maio de 1938, no Sítio Riacho da Boa Vista, no município paraibano de São José de Piranhas, sendo filho de Tobias Pereira de Caldas e da poetisa Maria Bandeira de França. É neto materno do famoso cantador nordestino, Manoel Galdino Bandeira, de quem herdou o talento repentista. Recebeu o título de Tesouro Vivo da Cultura do Ceará, concedido pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, em 2018. Aos 6 anos de idade já fazia versos, e aos 17 tornou-se cantador profissional, formou-se em Letras, Teologia e Direito. É poeta, repentista, cantador, cordelista, escritor, radialista e apresentador de televisão, conhecido como o “Príncipe dos Poetas Populares do Nordeste”.
Geraldo Gonçalves (In Memoriam) – Assim como seu primo Patativa, Geraldo Gonçalves nasceu em Assaré, na Região do Cariri, em setembro de 1945. Faleceu com 72 anos, dos quais grande parte foram dedicados à elaboração de trabalhos na literatura popular, literatura de cordel, declamações poéticas, sonetos, trovas e composições de músicas. Fundador da Academia de Letras e Literatura Popular Patativa do Assaré, e parceiro de pelejas de Patativa. Foi reconhecido por sua vasta contribuição à cultura popular tradicional cearense como Mestre dos Saberes e Fazeres da Cultura Popular, pela Secult de Assaré e Tesouro Vivo da Cultura do Ceará, título concedido pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, em 2018.
O que é a Comenda Patativa do Assaré
A Comenda foi instituída pela Lei Estadual nº16.511 de 12.03.2018, que visa promover o reconhecimento de pesquisadores, artistas, poetas e cantores populares e tradicionais que, assim como fez o grande poeta popular Patativa do Assaré, por meio de sua obra ou atuação, levam adiante os saberes e os fazeres da cultura popular tradicional.
A proposta de concessão da Comenda Patativa do Assaré é uma iniciativa da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). Personalidades, artistas, poetas, cantadores, pesquisadores(as) que tenham prestado relevantes serviços e contribuição em prol da cultura popular tradicional podem ser indicados à Comenda, devendo preencher os seguintes requisitos: distinguir-se por sua atuação no âmbito da cultura popular tradicional; ser autor de trabalho de notório mérito no âmbito da cultura popular tradicional. Os indicados poderão estar ativos, aposentados ou ainda “in memoriam”.
Patativa do Assaré
Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu no dia 05 de março de 1909, na Serra de Santana, no município de Assaré. Foi cantador, repentista, compositor e um dos maiores poetas populares do Brasil. Através de sua poesia, foi intérprete e porta-voz das tradições e valores do sertão e do povo excluído de seu tempo. Escreveu sobre amor, sobre o cotidiano e os dramas do sertanejo, sobre as dificuldades enfrentadas com a seca e sobre o desafio que as novas tecnologias representa às formas tradicionais de sociabilidade do sertão.Com a medida certa entre a emoção e a razão, nunca silenciou diante de censuras, nem mesmo durante o regime ditatorial. Colocou também sua poesia a serviço de lutas sociais, denunciando as desigualdades, a situação dos meninos de rua, reclamando por Reforma Agrária, reivindicando as eleições diretas e a renovação da política. Ganhou popularidade nacional e reconhecimento internacional como um dos maiores nomes da poesia brasileira por meio de diversas premiações, títulos e homenagens.
Secult.Ce

Escritores se reúnem na Biblioteca Estadual para discutirem o momento da literatura no Estado

Por Alexandra Silva

Foto: Divulgação
Escritores, livreiros e produtores culturais da área da literatura estiveram em um encontro, na ultima terça-feira (28), no auditório da Biblioteca-Parque Estadual com representantes da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio, (SECEC-RJ) para discutirem as novas perspectivas e ações da literatura no atual cenário do mercado editorial e os próximos eventos literários no âmbito do Estado. No encontro participaram o assessor da Secretária de Cultura e Economia Criativa, Rodrigo Gimenez, o Superintendente de Leitura e Conhecimento; Pedro Gerolimich; a Superintendente da Lei de Incentivo, Conceição Diniz; entre outros convidados.
"É fundamental que a cadeia produtiva participe do debate para pensar em alternativas e saídas para a crise do mercado editorial. Precisamos fortalecer os espaços públicos de democratização à leitura e pensar em soluções dentro da economia criativa, para que os escritores e toda a população consigam ter acesso a conteúdos e atividades de qualidade", ressaltou Pedro Gerolimich.
Durante o evento foi discutido o papel da literatura como fomento cultural; o papel dos escritores: como fazedores e promotores cultuais; suas demandas e, sobretudo, a inclusão desses atores culturais nos de espaços como a Festa Literária Internacional de Paraty - Flip e Bienal do Livro para a divulgação e venda de livros dentro desses grandes eventos.
Ao longo do encontro alguns escritores contaram suas experiências no mercado editorial e as dificuldades em atrair o interesse de patrocinadores, principalmente em nichos específicos de interesse, como contou a escritora Pituka Nirobe. Segundo Pituka, que escreve livros com temática africana e indígena. Os agentes de marketing de empresas e até mesmo editoras, alegam que os temas abordados nos seus livros, não geram interesse do público.
Em outro momento, a publicitária e escritora Mariana Balbino, que vende livro pela internet, demandou que a SECEC-RJ crie mecanismos para a inclusão de escritores iniciantes e independentes em eventos de literatura, para divulgação e venda de seus livros.
"Hoje em dia, as pessoas não compram livros de pessoas que não são famosas, tipo: youtubers ou digitais influencers. Podemos nos organizar para vender nossas obras e o governo poderia nos ajudar, cedendo espaços dentro das feiras para que a gente participe, porque para participar desses eventos é muito caro pagar por espaços de exposição e venda", contou Mariana.
Por mais políticas públicas
Durante o encontro foi constatado que o mercado patrocinador investe prioritariamente em autores consagrados que geram retorno para as empresas e que os escritores e produtores culturais têm dificuldade em acessar os setores de marketing de grandes empresas e os produtores culturais relataram a necessidade de meios que facilitem o acesso aos recursos.
"Nosso grande desafio é fazer com que o livro, que infelizmente ainda é um instrumento das classes mais altas, faça parte do cotidiano das pessoas. A ideia é que seja um hábito, como escovar os dentes. Que a pessoa tenha o costume de ler, de carregar um livro dentro da mochila", falou Pedro Gerolimich.   
Dentro desta perspectiva de incentivos e implementação de políticas públicas, através da Superintendência da Lei de Incentivo, a SECEC divulgou que está em aberto uma linha de captação através da lei 8.266/18 de incentivo a cultura, que visa à captação de recursos junto às empresas contribuintes do ICMS, cadastradas no estado. Essa medida visa facilitar e simplificar a arrecadação por produtores que podem trabalhar nas políticas de acesso a leitura, na gestão e implementação de bibliotecas, na publicação e venda de livros, entre outros.
Futuro
A expectativa é que outros encontros sejam realizados para o fortalecimento das diversas vertentes que envolvem a literatura e o mercado do livro. Com o avanço dos planos estaduais e municipais de leitura, como incentivos fiscais, a esperança é que os agentes envolvidos possam ampliar a realização das feiras literárias em todo estado; que as novas cenas literárias, especialmente, a literatura de periferia, os saraus e slans possam ter espaços nas grandes festas da literatura.
EuRIO

6ª edição do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura anuncia seus vencedores

Por: Viver/Diário - Diario de Pernambuco

Representantes do Governo do Estado, Cepe e Fundarpe. Foto: Fernando Figueirôa / Divulgação
Representantes do Governo do Estado, Cepe e Fundarpe. Foto: Fernando Figueirôa / Divulgação
A 6ª edição do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura teve seus vencedores anunciados nesta quarta-feira (29), durante cerimônia no Espaço Pasárgada, no bairro da Boa Vista. O Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura, da Fundarpe e da Cepe Editora, premiou cinco escritores, representantes da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata.


O vencedor do primeiro lugar da Zona da Mata foi Walther Moreira Santos, com O Último dia da Senhora Stone. O segundo lugar ficou com Wander Shirukaya, e a obra Na escuridão todos somos iguais. Na RMR houve dois ganhadores para o primeiro lugar: João Paulo Parísio, com Quimera; e Luís Serguilha, com Harmátia. O segundo lugar foi para Jussara Salazar, e a obra O dia que fui Santa Joana dos Matadouros. O Grande Prêmio, escolhido dentre os premiados, ficou com Walther Moreira Santos e a obra O Último dia da Senhora Stone.


Estavam presentes na cerimônia gestores da Secretaria da Cultura, Fundarpe e Cepe. Ricardo Leitão, presidente da Cepe, ressaltou a importância da premiação para sinalizar o compromisso de Pernambuco com a cultura.



Nesta edição, o prêmio contou com 162 obras inscritas, vindas da Região Metropolitana, Agreste, Zona da Mata e Sertão. Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe sinaliza o compromisso do prêmio em destacar novos escritores vindos de várias regiões de forma democrática, e também frisou a qualidade com que a Cepe publica as obras premiadas.



Os títulos vencedores passaram por um criterioso processo de classificação. A comissão julgadora foi composta pelos valorosos profissionais: Débora Ferraz, Ésio Rafael e Evandro Norões. O julgamento foi realizado em duas etapas. Na segunda, os escolhidos concorriam entre 17 finalistas. 


Diário de Pernambuco

Prêmio Templeton 2019 vai para físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser

Gleiser é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio criado em 1972 e considerado o 'Oscar da espiritualidade'.
'A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural', diz Gleiser.
'A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural', diz Gleiser. (Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação)

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, recebeu nesta quarta-feira (29), nos Estados Unidos, com o Prêmio Templeton 2019, considerado o 'Oscar da espiritualidade'. A distinção é dada a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida e havia sido anunciada em março.
É a primeira vez que um latino-americano é homenageado no evento, que foi criado em 1972. Como recompensa o físico receberá o equivalente a R$ 5,5 milhões.
Marcelo Gleiser, especialista em Cosmologia, nasceu no Rio de Janeiro há 60 anos e mora desde 1986 nos Estados Unidos. Ele não acredita em Deus, mas se considera agnóstico. "O ateísmo é inconsistente com o método científico", afirmou em entrevista. "O ateísmo é uma crença na não-crença. Então, você nega categoricamente algo contra o qual você não tem provas. Mantenho a mente aberta, porque entendo que o conhecimento humano é limitado", completa o cientista.
Marcelo contribui de maneira significativa com a espiritualidade. Em análises de números, gráficos e tabelas, em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, Gleiser procura responder um questionamento: Afinal, quem somos?
"A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana", disse Marcelo Gleiser durante a cerimônia de entrega do prêmio em Nova York. "É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje", explicou.
Para ele, ciência e espiritualidade caminham juntas. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação."
"Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa", afirmou.

Redação DomTotal / AFP / G1

UFMG propõe tombamento de Bento Rodrigues

O documento reúne fotos, depoimentos de moradores, dados, análises e impressões.
A discussão sobre a criação de um memorial nas comunidades que foram destruídas em Mariana ocorre desde 2016.
A discussão sobre a criação de um memorial nas comunidades que foram destruídas em Mariana ocorre desde 2016. (Tânia Rêgo / Agência Brasil)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou nesta quinta (30) ter recebido um dossiê elaborado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) propondo o tombamento da região do distrito de Bento Rodrigues, que foi devastado na tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015. No episódio, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco causou impactos em toda a bacia do Rio Doce e deixou 19 mortos.
O documento é fruto de uma pesquisa realizada ao longo de três anos em Bento Rodrigues. Com mais de 400 páginas, ele reúne fotos, depoimentos de moradores, dados, análises e impressões dos pesquisadores que trabalharam na iniciativa. De posse do documento, o MPMG afirma que poderá embasar um eventual pedido de tombamento do distrito e de sua transformação em “um sítio de memória sensível”.
A nível municipal, a discussão sobre a criação de um memorial nas comunidades que foram destruídas em Mariana ocorre desde 2016, quando o Conselho do Patrimônio de Mariana (Compat) iniciou um processo de tombamento. Alguns bens imóveis inclusive já foram tombados de forma individual como a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Bento Rodrigues, e a Igreja de Santo Antônio, em Paracatu.
Um dos debates gira em torno da necessidade de preservação da história do rompimento da barragem. Há iniciativas semelhantes no mundo como o Memorial do Holocausto erguido em Berlim, na Alemanha, que busca lançar um alerta para que tragédia similar não se repita. A decisão, porém, deve levar em conta os interesses dos atingidos, uma vez que há um acordo para que eles mantenham a posse de seus terrenos devastados, mesmo recebendo uma nova casa nas comunidades que estão sendo reconstruídas pela Fundação Renova, entidade que foi criada para reparar os danos da tragédia usando recursos financeiros da Samarco e de suas acionistas Vale e BHP Billiton.
No final do ano passado, um integrante da comissão dos atingidos chegou a manifestar alguns receios com o tombamento . "Se futuramente acharmos coisas que nós perdemos, fica mais complicado para tirar. Vai precisar de autorização", disse José do Nascimento de Jesus, conhecido como Zezinho do Bento.
Na ocasião, a presidente do Compat, Ana Cristina de Souza Maia, considerou natural esse tipo de preocupação, que deve ser dissipada ao longo do processo. "É importante destacar que todo o limite, alcance e restrição do tombamento deve ser definido pelo conselho a partir da oitiva dos atingidos."

Agência Brasil

30 de maio de 2019

Bispo: Servidor dos Servidores

Padre Geovane Saraiva*
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Voltando-me para Santo Agostinho, numa reflexão sobre os bispos, pensei em Maria, na condição de Rainha dos Apóstolos, em união com aquele que gerou, hauriu da misteriosa força do seu múnus apostólico, na sua íntima e encantadora realidade salvífica, naquele amor, que podemos imaginar como sendo o mais inflamado, sublime e restaurador.

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 Daí a participação do doutor da graça e dos bispos, no sacerdócio de Cristo! Só lhe acrescenta responsabilidade e pena, ao afiançar: “O que tenho em comum convosco enche-me de entusiasmo; o que tenho diferente de vós atormenta-me, enche-me de tremor”. Que os bispos saibam sempre mais se voltarem para o Livro Sagrado, enxergando aí Nossa Senhora, e a partir dela a redenção, Jesus de Nazaré imolado, na sorte de associar-se aos seus sofrimentos.

 A grandeza de Maria, na minha inconsistente imaginação, pode muito ajudar os bispos nos nossos difíceis tempos, ela que, ao nos presentear com o Messias-Redentor, também participa de sua suprema imolação entre tormentos, pela sua transcendente, inaudita e sublime entrega. O bispo, com efeito, é o Servidor dos Servidores. Antes de tudo, ele é o servo dos padres e dos religiosos. Sua tarefa de amor na Igreja deverá primar pela atenção dada aos que ocupam os postos imediatos e diretos de serviço aos fiéis. No supracitado apostolado da Mãe do Redentor, na mais segura confiança de que é o Espírito da Verdade que o acompanha, passo a passo, descobre-se a grandeza do trabalho específico, implacável quanto indulgente, dos sacerdotes com o bispo, unidos ao Papa.

 Missão do bispo na saudação do Anjo Gabriel: “Não temas, Maria (...). O Espírito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1, 30-35). O bispo em particular tem que se considerar qual pálida imagem da Virgem. É pai, como ela foi mãe, por obra do Consolador, o Paráclito. Terá também que exercer seu governo com entranhas de bondade e clemência, semelhantes às da doce mãe da nova humanidade (cf. Dom José M. Delgado).

Que seja real e constante a presença da Mãe de Deus no pastoreio de nossos bispos. Que a Santíssima Virgem Maria nos proteja e nos revele aquela paz tão sonhada por Deus, a qual o Brasil tanto necessita! Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

Ator Lázaro Ramos lança livro infantil

Na história, o protagonista ajuda os pequenos a identificar e nomear o que estão sentindo
Na história, o protagonista ajuda os pequenos a identificar e nomear o que estão sentindo
Diário da Região

Em livro, contista cearense Marco Severo aborda as diferentes faces do amor


“Se eu te amasse, estas são as coisas que te diria” é o novo livro de Marco Severo, com lançamento marcado para esta quinta-feira (30)


Marco Severo passeia pelas nuances do amor injetando um olhar plural sobre o sentimentoFoto: Isanelle Nascimento
A pena de Marco Severo é afoita em revirar destroços, fraturas internas. Na ótica do contista, as tintas da realidade estão longe de mirar o belo. É na penumbra do mundo e das relações interpessoais que ele demarca o lugar de uma escrita dada a retratar o cotidiano à la Rubem Fonseca, com inclinação para o áspero e a solidão.
Por isso, este seu novo "Se eu te amasse, estas são as coisas que eu te diria" pode provocar olhares curiosos no público que o acompanha há algum tempo. Amor? Amar? "É um livro muito diferente dos outros que já publiquei. Eles têm uma pegada crua, algo mais impactante; esse vai por outro caminho, com uma linguagem musical, em tom de poesia", afirma.
Ainda assim, é o mesmo Severo de sempre, aquele observado em títulos como "Todo naufrágio é também um lugar de chegada" (2016) e "Cada forma de ausência é o retrato de uma solidão" (2017), por exemplo, ambos publicados pela Editora Moinhos - a casa, vale ressaltar, também assumiu as rédeas do novo projeto. Isso porque, mesmo retratando o sentimento universal celebrado por tantos, Marco injeta na audiência algo que desestabiliza, rompendo o lugar-comum das abordagens sobre o amor.
"O José Saramago tem uma frase que eu repito sempre: 'Vivo desassossegado, escrevo para desassossegar'. A minha literatura não é aquela em que você vai ler numa rede pra relaxar e achar tudo bonito. Então, perpasso nesse livro por muitas das possibilidades da multiplicidade de camadas que o amor enlaça", explica.
O lançamento da obra está agendado para esta quinta-feira (30), das 19h às 22h, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB - Fortaleza). Na ocasião, além de autografar os exemplares, o autor otimizará um diálogo sobre o tema, descortinando aspectos importantes relacionados aos textos integrantes da publicação.
Exaltação
Consideráveis fatores estimularam Marco Severo a adentrar num terreno antes inexplorado em suas criações. O principal relaciona-se ao mal-estar sentido pelo literato quando do acirramento político que marca o Brasil.
"Em 2016, em meio a um processo terrível a nível nacional, comecei a ter crise de pânico. Tinha palpitação, taquicardia, falta de ar, achava todo dia que ia morrer. Nisso, fui percebendo que algumas pessoas próximas a mim foram adoecendo e morrendo mesmo. Pensei, 'não quero isso pra mim, não'".
Na sequência, lembrou da provocação de uma pessoa que afirmou não conseguir ler os livros sob a assinatura do autor após chegar de um dia de trabalho porque era algo que "desassossegava demais". "Ela sugeriu que eu escrevesse algo mais leve, sobre o amor. Guardei aquilo comigo e depois comecei a elaborar a ideia. Decidi que ia escrever um livro com esse tema, mas do meu jeito".
Desta feita, os 14 contos do exemplar atraem à leitura exatamente devido a esse lapidar pessoal que Severo constrói em cada linha. São produções que ajudam a concretizar o pensamento de que nem tudo acaba em final feliz. Ainda que todas sejam histórias de amor, fato é que nenhuma delas tem uma conclusão esperada para obras do gênero, embora exaltem, de forma contundente, o sentimento.
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Entre os planos de Marco Severo, está a escrita de mais dois livros sobre o amor
Foto: Isanelle Nascimento
Como no belíssimo "O rio que corre para dentro do mar", narrativa envolvendo mãe e filho num enlace profundo com o oceano; ou no emotivo e memorialístico "Nunca longe demais de ti", descrição minuciosa do amor de um casal; e ainda em "Pássaro que sobrevoa a dor", pondo em relevo as descobertas amorosas e profundidades que atravessam esse processo.
"Tem ainda histórias de amor entre irmãos; entre duas pessoas do mesmo sexo que não puderam ficar juntas; de pai pra filho, que, na verdade, é bem mais próximo do desamor; tem o amor quase no final da vida, entre pessoas que se entendem e veem que não terão tanto tempo juntos", enumera o autor.
"Todas essas ideias são enlaçadas pela busca da questão da amorosidade. Em cada uma delas, tento buscar lá dentro alguma coisa que incomode e faça a gente sair um pouco desse lugar-comum de enxergar apenas o amor romântico, até porque eu não trago só ele. É uma questão maior".
Projetos
A expectativa de Marco é que a obra tenha uma boa vida, o que deve abrir passagem para outros projetos.
No momento, está escrevendo um livro de crônicas e outro de minicontos. Também tem finalizado um de realismo mágico. E, para 2022, planeja lançar outra obra sobre histórias de amor, como parte de um trio de publicações sobre o tema.
"Pode ser que o terceiro seja voltado para a linguagem do primeiro; o segundo não, porque já está bem adiantado, e é uma homenagem ao Nelson Rodrigues", adianta. Que venham e nos surpreendam.
Serviço
Lançamento do novo livro de Marco Severo
Nesta quinta-feira (30), das 19h às 22h, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB - Fortaleza) (Avenida Barão de Studart, 2917, Dionísio Torres). Aberto ao público. Contato: (85) 3044-9150.

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Se eu te amasse, estas são as coisas que eu te diria 
Marco Severo 
Editora Moinhos 
2019, 132 páginas 
R$ 40 

Oswald Barroso lança o segundo volume de suas memórias ficcionais em noite musical nesta sexta, 31, na Livraria Lamarca

Oswald Barroso
Oswald Barroso (Foto: Edimar Soares, em 13/9/2013)
Mundinho Flor desgarrou-se da infância e adentrou a juventude. Com ela, novas descobertas, mas também incertezas provenientes de uma época difícil, acinzentada por demais. Após Menino Amarelo: As Desventuras de Um Rei Desencaminhado, lançado em setembro de 2018, Oswald Barroso lança nesta sexta-feira, 31, às 19 horas, na Livraria Lamarca (Benfica), Risco Vermelho, o segundo volume de suas memórias ficcionais. Narrado em terceira pessoa, a partir de um personagem fictício - seu alterego, no caso - o escritor cearense, dramaturgo, folclorista e pesquisador de cultura popular dá início a esta saga tendo como ambiente, além de Fortaleza, mais dois locais: Rio de Janeiro e Recife.
"Comecei pelo Rio de Janeiro, para onde fui tratar das fraturas e feridas decorrentes do atropelamento que pôs fim aos meus projetos de atleta. Aproveitei para acompanhar toda uma vida cultural intensa e agitada, em trajes de hippie. Depois voltei para estudar em Fortaleza, participando intensamente do movimento estudantil, de dentro e com todos os seus riscos. Vindo o AI-5, fui obrigado a cair na clandestinidade. Primeiro, morando e conhecendo de perto a vida do povo da periferia de Fortaleza. Depois, no Recife, habitando os bairros populares. Até que, finalmente, apanharam-me e só a loucura me salvou da morte, nos subterrâneos da tortura", descreve o autor.
Risco Vermelho, assim como o primeiro volume e outros três que ainda virão (Sonho Azul, já em fase de finalização; Mato Verde e Luz no Cinza), carrega nas cores a intensidade que a narrativa pede ao longo das páginas. "Escolhi o vermelho para o período entre 1964 e 1974 para caracterizar a época da ditadura, os 'anos de chumbo', porque nela corri o risco de ter ideias vermelhas numa época em que isto era perigoso e até proibido. Felizmente escapei para contar a história. Em todo caso, foi uma época de muitas esperanças em que, finalmente, conseguimos nosso intento: por fim ao regime autoritário, como diziam".
Para ilustrar a obra, Oswald mais uma vez contou com a presença do amigo e parceiro Descartes Gadelha. "Descartes foi e é uma referência constante na minha vida, por sua arte e por seus temas. Completa identificação. O descobri na casa Raimundo Cela, ainda adolescente. Depois o acompanhei, inclusive, desdobrando sua pintura em um estilo próprio, quando fui pintor profissional. Sua influência é visível no meu trabalho. Por último, morei no mesmo quarteirão da sua casa na rua Princesa Isabel (Centro). Conto muito desta amizade nos meus livros. Daí nossa parceria e seu empenho em tão bem ilustrar meus escritos, em livros nos quais ele é praticamente coautor. Talvez uma identificação mútua", reconhece.
Oswald esmiuça o processo de escrita que resultou na feitura de suas memórias ficcionais. "É muita história para um livro só. Com As Desventuras de Um Rei Desencaminhado, criei um personagem fictício para me permitir um certo distanciamento e, mesmo, para evitar ficar repetindo os verbos na primeira pessoa. Além disso, algumas vezes, uso para personagens ou locais, nomes fictícios, procurando evitar mal-estares e constrangimentos, embora faça questão de dizer que tudo o que está contado aconteceu, narrado, claro, sob meu ponto de vista. Nos livros, a maior parte da narrativa refere-se à vida popular, dos outros, dos lugares e pessoas pelas quais passei. E foram muitos", revela. "Comecei em Menino Amarelo, descobrindo o mundo e seu desconserto. Depois quis mudá-lo em Risco Vermelho. Como não consegui, resolvi jogar o seu jogo, embarcando no trem Sonho Azul, correndo mundo em busca de aventuras".
Para a noite de lançamento, Oswald Barroso contará com diversas participações, inclusive musicais. "Risco Vermelho será lançado na Lamarca durante um dos saraus das sextas-feiras. Muitos parceiros e amigos meus vão cantar suas músicas e parcerias nossas, como Eugênio Leandro, João Batista, Johnson Soarez, João Victor Barroso (filho de Oswald), Edmar Gonçalves e Juliano Smith. As apresentações do livro serão feitas pelo poeta Roberto Pontes e pelo professor João Alfredo Telles Melo, apresentador e autor das 'orelhas' do livro, respectivamente", adiantou. Após o lançamento, a obra ficará à venda em livrarias do Benfica (Lamarca, Arte&Ciência e Letra L).
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Lançamento do livro Risco Vermelho, de Oswald Barroso

Quando: sexta, 31, às 19 horas
Onde: Livraria Lamarca (Av. da Universidade, 2475)
Participações musicais  de João Batista, João Victor Barroso, Johnson Soarez, Ronaldo Lopes, Eugênio Leandro, Juliano Smith e Edmar Gonçalves
Outras informações: @livrarialamarca (IG)
TERESA MONTEIRO
O Povo

Livraria vai realizar festival de cultura LGBTQ em Fortaleza

Atriz Layla Sah, do curta Janaína Overdrive, estará no Festival O Grito
A Livraria Cultura realiza a primeira edição do Festival O Grito de Cultura LGBTQ+, no próximo dia 15. Gratuito, o evento terá bate-papos, palestras, shows e exibição de curtas temáticos.
O escritor Vitor Martins, autor dos livros “15 Dias” e “Um Milhão de Finais Felizes”, está confirmado. A romancista maranhense Cris Soares, dos livros “Do Fim o Começo” e “Tudo Sobre Nós”, também está confirmada. Eles participam do painel Jovem Literatura LGBTQ+.
A atriz Layla Sah participará de um painel sobre cinema e diversidade. Ela trabalhou em diversas produções  locais, incluindo o cuta-metragem Janaína Overdrive, de Mozart Freire, que será exibido no festival.
O Grito também terá painel especial sobre Drag Race e arte drag no Brasil, com presença de Rayanna Rayovack. Palestra sobre personagens LGBT nas diversas mídias nerd com o linguista, professor e pesquisador FH Lima.
A programação completa será divulgada nesta sexta-feira, 31.
Blog O Povo

Unicamp batiza prédio da Faculdade de Educação com o nome de Paulo Freire

Freire foi professor durante dez anos no prédio que agora recebe o seu nome.
Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral já criticava o educador e seu método de alfabetização
Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral já criticava o educador e seu método de alfabetização (TV Senado)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) batizou o prédio principal da Faculdade de Educação, uma das mais conceituadas da área no País, com o nome do educador e filósofo Paulo Freire (1921-1997), que nos últimos anos vem sendo criticado por grupos conservadores e apareceu até mesmo no programa de governo de Jair Bolsonaro, que diz querer "expurgar Freire das escolas brasileiras".
A homenagem foi uma iniciativa dos estudantes do mestrado profissional da faculdade. Eles propuseram batizar o prédio, onde Freire foi professor por dez anos (de 1981 a 1991) no Departamento de Ciências Sociais na Educação.
Nima Spigolon, coordenadora do mestrado profissional, explicou que a nomeação seguiu todo o processo institucional, com a coleta de 800 assinaturas de docentes, estudantes e funcionários. A proposta depois foi encaminhada para aprovação na instância máxima da unidade, a congregação da faculdade.
Críticas
Em 2012, foi concedido a Freire o título de patrono da educação brasileira. Grupos conservadores tentaram anular no congresso o título, mas a iniciativa foi derrubada em 2017.
Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral já criticava o educador e seu método de alfabetização. O presidente chegou até mesmo a anunciar que deseja mudar o patrono da educação brasileira.
Apesar dos ataques de Bolsonaro e conservadores, o método e filosofia de Freire exercem forte influência em algumas das melhores escolas do País. Além disso, ele é o intelectual brasileiro mais reconhecido em todo o mundo.
O principal livro de Freire, "Pedagogia do Oprimido", está entre as cem obras mais citadas em língua inglesa, segundo o Google Scholar, ferramenta de literatura acadêmica. É o único brasileiro nessa lista. Na área de educação, aparece como o segundo com o maior volume de citações científicas (72,4 mil).

Agência Estado

À beira mar

As redes sociais são novas fronteiras, beira mar. Estamos aprendendo ainda os seus limites

FATHER
Meu impulso ao chegar no litoral é sempre arrancar o calçado e caminhar ao longo de toda praia, até o seu final, normalmente de pedras, muitas pedras. Andar ali, bem no limite, no encontro da água com a areia. Onde o mar encontra o continente.
É, para mim, uma explosão de sentidos e sentimentos. Primeiro visual: o mar azul contracenando com a areia branca, os rochedos e, do outro lado, a serra verde de mata nativa. Depois, o sentido tátil: o vento envolvendo todo o corpo e a água alcançando os pés, ora mais, ora menos. E tem sabor, quando uma leve gota da maresia chega até a boca… Doce sal do mar! Por fim, o bem estar leva a um profundo aspirar…respirar. E aí, o cheiro do mar nos envolve. Uma sensação incrível de liberdade, paz!
Uma paz sobre conflitos, sobre limites, onde há avanços e recuos. O movimento incessante das águas, por dias, meses e anos: marés altas e baixas. Praias que diminuem, para depois crescerem. Será que existe um vencedor nesta disputa por espaço? Dizem que o mar está subindo. E ele não desiste mesmo!
Essa imagem magnífica, que também traz tensões, pode ser associada aos relacionamentos humanos. Aprendi faz tempo e com o tempo: é “uma tentativa em comum”. Movimento, eterno ir e vir, ajustando nossos limites: até onde ir sem ferir, até onde ceder, sem deixar de ser. Nada fácil: naturezas, personalidades, e experiências diversas. Encontrando-se e revelando-se.
É tanta força de ambos os lados que, não raro, pode gerar admiração, afeto, paixão, amor. Tudo começa, se ampara no respeito. Ter a sensibilidade para reconhecer o “incontrolável” do outro, “como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar”. Se não, é o caos! Vem a tempestade e arrasta tudo, faz novo curso, destrói e mata o belo sentimento que um dia existiu.
Também para uma boa convivência é indispensável respeitar as diferenças. Seja na vida real ou por meio de um aparelhinho que se carrega no bolso. Como disse o Papa Francisco, “a mística do respeito contra a cultura do insulto”. As redes sociais são novas fronteiras, beira mar. Estamos aprendendo ainda os seus limites. Mas já podemos avistar e saber que sem humildade, bondade e respeito, restarão só extremos: deserto ou mar revolto.
Por Osvaldo Luiz Silva: jornalista, autor dos livros “Ternura de Deus” e “A vida é caminhar”, pela Editora Canção Nova, editor da Revista Canção Nova e Presidente da Academia Cachoeirense de Letras e Artes (ACLA), em Cachoeira Paulista (SP).

Aleteia

Podcast: Projeto Dom Helder, Arte e Missão. Paróquia Santo Afonso, Fortaleza CE

Projeto Dom Helder, Arte e Missão. Paróquia Santo Afonso, Fortaleza CE. Um mundo melhor é possível, dizia o Santo bispo.
Podcast: Projeto Dom Helder, Arte e Missão. Paróquia Santo Afonso, Fortaleza CE

29 de maio de 2019

Inédita: Foto mostra Raquel de Queiroz passeando em uma canoa no sítio Pici


Raquel de Queiroz passeando em uma canoa no sítio Pici. (Atual Henrique Jorge). Década de 30.

Fonte: Instituto Moreira Salles.

Projeto sorteia livros entre quem fizer doações de exemplares para serem compartilhados

Ação marca o 3º aniversário do Projeto Livros Livres, da UFC. O anúncio do ganhador ocorrerá no Auditório da Biblioteca Central do Campus do Pici

Comemorando três anos de atividades, o Projeto Livros Livres sorteia uma cesta com três livros do Clube Literário TAG na próxima sexta-feira (31), às 12h. O vencedor também ganhará um quebra-cabeça literário surpresa, uma vela aromática e um case para tablet ou kindle. Para participar, basta doar livros para o projeto na Biblioteca Central do Campus do Pici (BCCP) até a data do sorteio.
Cada título doado equivale a um número na lista de doadores. Serão aceitos todos os gêneros literários, exceto livros didáticos e acadêmicos. O anúncio do ganhador ocorrerá no auditório da biblioteca. Ao longo de toda a semana, também devem ocorrer palestras, apresentações culturais e oficinas. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. 
A ação marca o 3º aniversário do projeto, que já está presente em 15 pontos na UFC e em um ponto externo, na Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará. A organização estima que já foram compartilhados mais de 10 mil livros de variados gêneros de literatura brasileira e estrangeira.
Mais informações sobre o sorteio e a programação do evento podem ser obtidas nas páginas da Biblioteca Central do Campus do Pici no Instagram e no Facebook.

Serviço:
Sorteio de Três Livros do Clube Literário TAG
Organização: Projeto Livros Livres
Requisito: Doar livros para a BCCP até 31 de maio (exceto livros didáticos e acadêmicos)
Anúncio do vencedor: 31 de maio, às 12h no Auditório da BCCP – Campus do Pici, Biblioteca, Av. Mister Hull, s/n – Pici, Fortaleza
Mais informações: Páginas da BCCP no Instagram e no Facebook.

Tribuna do Ceará