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Paraty e Ilha Grande vão se tornar patrimônio da humanidade

As cidades provém de grande variedade de ambientes e fisionomias vegetais.
Área externa da tenda dos autores na 14ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty.
Área externa da tenda dos autores na 14ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O conjunto formado pela cidade histórica de Paraty e a Bacia da Ilha Grande, em Angra dos Reis, no sul fluminense, caminha para se tornar o mais novo patrimônio mundial da humanidade no Brasil. Um parecer técnico favorável ao título foi emitido esta semana pelos órgãos consultores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que concede o título, informou o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).
Um patrimônio da humanidade é um bem considerado de valor universal, independentemente da sua localização no planeta. O título é concedido pela Unesco, após criteriosa seleção, com base em análise técnica. O bem é, então, classificado como histórico, cultural ou misto. Atualmente, o país tem 21 locais que detém o título.
Conhecida por suas estreitas ruas de pedra, pelo casario antigo do século 19 e pela beleza de suas águas verdes, Paraty concorre como patrimônio misto, por conjugar os dois.
A inscrição foi feita pelo governo brasileiro, em 2018 – só é possível apresentar um bem como candidato por ano – e engloba uma área de 204 mil hectares, com 187 ilhas, áreas de preservação ambiental cortando seis municípios, além de várias comunidades tradicionais. Convivem ali quilombolas, indígenas e caiçaras em reservas como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu e o Parque Estadual da Ilha Grande, sendo que este último está localizado na Bacia da Ilha Grande, em Angra dos Reis.
É na cidade que os amantes da leitura se reúnem todos os anos na tradicional Festa Literária de Paraty, a Flip, um dos eventos culturais mais importantes do país, e se juntam em celebrações religiosas populares, como a Festa do Divino Espírito Santo de Paraty.
Diversidade
Trata-se de uma região com enorme variedade de ambientes e fisionomias vegetais, constataram os técnicos da Unesco, em notificação ao Iphan. A União Internacional para a Conservação da Natureza destacou a grande variedade de plantas endêmicas da Mata Atlântica, com 57% de aves endêmicas do bioma. Já o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) concluiu que a área inclui as comunidades e seus modos de vida, cosmologia, línguas e arte.
O anúncio oficial do título de patrimônio mundial deve ser feito entre 30 de junho e 10 de julho, na reunião anual do Comitê do Patrimônio Mundial, da Unesco, que se reúne, em Baku, no Azerbaijão, informou o diretor de Fomento e Cooperação do Iphan, Marcelo Brito.
“Na medida em que os órgãos consultivos da convenção, tanto o órgão da área cultural, quanto da área natural, dão pareceres favoráveis, recomendam a inscrição [na lista de patrimônio], a gente considera essas sinalizações positivas e entende que a tendência é o Comitê do Patrimônio Mundial acatar”, disse Brito. “Estamos muito felizes”.
Segunda candidatura
Esta é a segunda vez que o Brasil apresenta a candidatura de Paraty a patrimônio da humanidade. Em 2009, ao chegar na última etapa da avaliação, a candidatura foi rejeitada. A orientação dada foi reconfigurar a inscrição, com mais elementos, o que levou dez anos.
“Trouxemos especialistas para analisar o caminho, articulamos a dimensão cultural com a natural, que foi um grande desafio, e destacamos a presença das comunidades tradicionais”, explicou o diretor. “Este será o primeiro sítio da América Latina que tem uma cultura viva em um ambiente exuberante. Os demais são sítios arqueológicos em uma paisagem excepcional”.
Com a confirmação do título, Paraty e Ilha Grande, serão listados ao lado de Machu Picchu, no Peru, e o Monte Perdido, no maciço dos Pirineus, entre Espanha e França.
De acordo com Brito, além de favorecer o turismo, levando recursos, e a preservação ambiental, o título criará um compromisso internacional de proteção do patrimônio.
Os prefeitos de Paraty, Carlos José Gama Miranda, o Casé, e o de Angra dos Reis, Fernando Jordão, também comemoram, nas redes sociais. “Isso quer dizer mais turistas”, disse Jordão.

Agência Brasil

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