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Sala de aula: grande palco

Carlos Delano Rebouças*
Existe uma pseudoimpressão de que em sala de aula há um abismo entre quem busca e detém o conhecimento, o qual separa o professor de seus alunos, fazendo com que entre eles exista uma lacuna cujo espaço não cabe o compartilhamento de conhecimentos e saberes, apenas a defesa de que se restringem apenas ao professor e a ninguém mais.

A sala de aula, na realidade, é um grande palco, não de ilusões, mas de sonhos muitos distantes de serem vistos como utopia. Nele, não existem figurantes, antagonistas, bandidos ou vilões. Vê-se apenas grandes protagonistas que se tornam os emblemáticos mocinhos de uma bela história que narra o sucesso de quem acredita no poder do conhecimento.

Obviamente que tão relevantes atores precisam da regência de um grande maestro, não que seja o único detentor do conhecimento, mas sim por assumir, apenas oficialmente, o comando de um grupo multidisciplinar que para o qual repassa seus conhecimentos, bem como abre espaço para que outros mais sejam compartilhados, a fim de que o processo de desenvolvimento de mudanças aconteça com excelência. É a transformação do homem por meio da partilha de conhecimentos.

Contudo, para que tudo isso aconteça em alto nível, faz-se necessário que se desenhe um ambiente propício para isso, que esse palco seja armado de forma que todos os participantes se vejam como peças importantes nesse processo de aprendizagem. Assim, deve-se trabalhar a motivação; o autoconhecimento, sobretudo da sua realidade e de suas potencialidades; bem como do nosso senso de cooperação, pois com ele demonstramos o nosso lado menos egoísta de acreditar que os conhecimentos são apenas nossos e de mais ninguém.

E esse desenho quem o faz? O professor? Não! Somo todos nós – professores e alunos – que nos posicionamos no centro desse acolhedor picadeiro onde não existe palhaço, mas sim a alegria de construir e compartilhar conhecimentos, a qual nos leva a rir da falsa crença de que nada vale e a nada leva, apenas engana a quem que jamais se sentiu enganado por acreditar no poder da educação.

*Professor de Língua Portuguesa e redação, conteudista, palestrante e facilitador de cursos e treinamentos, especialista em educação inclusiva e revisor de textos.

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