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Prêmio Templeton 2019 vai para físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser

Gleiser é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio criado em 1972 e considerado o 'Oscar da espiritualidade'.
'A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural', diz Gleiser.
'A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural', diz Gleiser. (Dartmouth College/Eli Burakia/Divulgação)

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, recebeu nesta quarta-feira (29), nos Estados Unidos, com o Prêmio Templeton 2019, considerado o 'Oscar da espiritualidade'. A distinção é dada a personalidades que contribuíram para afirmar a dimensão espiritual da vida e havia sido anunciada em março.
É a primeira vez que um latino-americano é homenageado no evento, que foi criado em 1972. Como recompensa o físico receberá o equivalente a R$ 5,5 milhões.
Marcelo Gleiser, especialista em Cosmologia, nasceu no Rio de Janeiro há 60 anos e mora desde 1986 nos Estados Unidos. Ele não acredita em Deus, mas se considera agnóstico. "O ateísmo é inconsistente com o método científico", afirmou em entrevista. "O ateísmo é uma crença na não-crença. Então, você nega categoricamente algo contra o qual você não tem provas. Mantenho a mente aberta, porque entendo que o conhecimento humano é limitado", completa o cientista.
Marcelo contribui de maneira significativa com a espiritualidade. Em análises de números, gráficos e tabelas, em busca de pistas que ajudem a desvendar a formação do universo, Gleiser procura responder um questionamento: Afinal, quem somos?
"A ciência é o caminho para entendermos o mistério da existência humana", disse Marcelo Gleiser durante a cerimônia de entrega do prêmio em Nova York. "É mais ou menos o que o paleontólogo faz: a partir de ossos de dinossauro, reconstrói o passado. Buscamos pistas no universo para reconstruir a história desde o Big Bang até hoje", explicou.
Para ele, ciência e espiritualidade caminham juntas. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação."
"Mantenho a mente aberta para surpresas. Depende do que você chama de Deus. Tem gente que diz que é a natureza. Então, se Deus é a natureza, eu sou uma pessoa religiosa", afirmou.

Redação DomTotal / AFP / G1

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