REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Há algum tempo, a Reforma da Previdência é o assunto da vez.
O fato é que a temática é indigesta, mal explicada e por isso mesmo provoca tantas dúvidas e temores.
Aqui não pretendo discutir sobre a necessidade ou não desta pretendida Reforma, de seus aspectos legais e constitucionais, mas tecer algumas considerações que gravitam em seu entorno.
Primeiramente, a falta de transparência é um ponto crucial e assustador. Por que manter dados em sigilo se o assunto interessa a todos os brasileiros? O que há de tão terrível e grave que não pode ser mostrado? Tanto mistério é indicativo de algo está errado.
Outra coisa que levanta certa suspeita é o interesse dos investidores nacionais e internacionais de que esta Reforma passe, sob pena de não investirem no país, uma espécie de quase chantagem, e a cada notícia, a bolsa de valores e o dólar sobem ou descem em seus índices.
Afora isso, a imprensa, notadamente alguns meios de comunicação, fazem uma campanha ferrenha a favor da Reforma da Previdência, colocando-a como imprenscindível para que o Brasil saia do atoleiro em que se encontra com seus mais de dez milhões de desempregados.
No meio dessa discussão, em nenhum momento, o governo federal pensou em cobrar extrajudicialmente ou judicialmente os grandes devedores da Previdência Social: os maiores bancos do país e os clubes de futebol. Muito estranho. Porque isso traria dinheiro para um caixa dito tão combalido.
E um governo que não quer fazer a velha política do toma lá dá cá, acabou por a ela se abraçar, desesperadamente, pois vê esta Reformada Previdência como crucial à sua sobrevivência.
Muitas conclusões disso tudo podemos tirar:
Uma delas, é a de que muita gente vai ganhar com a Reforma da Previdência, notadamente os grandes bancos, pois os trabalhadores e servidores públicos serão obrigados a eles recorrerem para fazerem um plano de previdência privada, sob pena de morrerem de fome quando aposentados ou na velhice.

Está Reforma da Previdência servirá tão somente para penalizar ainda mais os trabalhadores e os funcionários públicos, em quem sempre recaem a conta para os mandos e desmandos de governos incompetentes de administrar a coisa pública com responsabilidade.
Antes desta Reforma, talvez fosse de bom tom cobrar a dívida dos grandes devedores da Previdência e fechar o gargalo da corrupção. 
Seria um grande começo para recuperar a credibilidade do país.

Preferível trilhar o caminho mais fácil: tirar de quem pouco tem.
Grecianny Carvalho Cordeiro
Promotora de Justiça

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