30 de setembro de 2017

BRASIL , O PESO É O MESMO AS MEDIDAS É QUE SÃO DIFERENTES

            Com bastante frequência, tenho sido surpreendida com motoristas trafegando com seus veículos pela contramão. Para encurtar o caminho. Para evitar dar uma volta imensa no quarteirão. Motivos não faltam. O mais impressionante é a naturalidade com que fazem isso. Sem titubear, com uma velocidade considerável e sem demonstrar qualquer constrangimento pelo fato de estarem errados.
            Ainda na contramão da história, o cidadão que paga seus impostos em dia (IPTU, IPVA, IR, etc), multas de trânsito, dentre tantos outros encargos que são pagos ao ente estatal, são preteridos por aqueles que não pagam em dia. Todos os anos, os governos, no afã de arrecadar, concedem benefícios maravilhosos àqueles que se mostram inadimplentes, numa verdadeira inversão de valores, deixando claro que vale a pena não pagar nada em dia.
            E enquanto as contas públicas estão deficitárias, apresentando rombos altíssimos, a justificar uma “necessária” reforma da previdência, o governo federal gasta rios de dinheiro com emendas parlamentares, com liberação de verbas, tudo para comprar os votos necessários para sua manutenção no poder.
            Em um momento crítico em que a sociedade brasileira necessita passar sua história a limpo, desvendando e desmascarando os corruptos e corruptores que provocam imensa sangria nos cofres públicos, os Tribunais Superiores concedem liberdade a investigados de conhecida e inequívoca perniciosidade, absolvem réus com provada e comprovada culpa, negam prisões a quem deveriam prender.    
            Quando a sociedade brasileira clama por um sistema eleitoral mais transparente e menos corporativista, o Legislativo Federal aprova uma “reforma” capaz de garantir aos candidatos e partidos políticos um navegar tranquilo nos mares da impunidade, além de aprovar um fundo de valor estratosférico, obrigando o povo a pagar a conta para que, logo mais, continue sendo extorquido e vilipendiado.
            Ainda na contramão, diante de inúmeras provas de ilícitos praticados, de atos de corrupção, os réus inflam o peito e se declaram inocentes, vítimas de armadilhas destinadas a destruí-los, sendo o acusador o grande mentiroso, movido por propósitos pessoais.
            Andar na contramão parece ser a sina do Brasil.
            E para o brasileiro que não anda na contramão, tudo o que lhe importa é a consciência tranquila de agir corretamente.


DEMÉTER – A mãe que nunca desiste

Deméter era a deusa da agricultura, da fertilidade, da colheita.
            De sua união com Zeus, nasceu a filha Perséfone.
            Perséfone crescia feliz entre as ninfas e, certo dia, no momento em que se abaixava para colher um narciso, fora vista por Hades, o poderoso e temível deus do submundo, que por ela se apaixonou perdidamente.
            Hades não hesitou e raptou Perséfone, levando-a consigo em direção ao Submundo, em sua quadriga de ouro puxada por corcéis imortais.
            Apavorada, Perséfone gritou desesperada, sendo ouvida pela mãe.
            Mas Deméter não tinha a menor ideia do que acontecera à filha, exceto que sumira sem deixar vestígios. Com o coração pesado pela angústia, Deméter saiu pelo mundo em busca de Perséfone, com um archote na mão. Tomada pela dor, ela não se alimentou e nada bebeu por nove dias. Infiltrada no meio dos mortais, na esperança de achar a filha, sequer fora reconhecida como deusa, diante de sua aparência desleixada.
            O Sol, que a tudo via, se compadeceu diante do sofrimento de Deméter e contou-lhe a verdade.
            Deméter foi tomada pela fúria e decidiu que não cumpriria com suas funções divinais enquanto Perséfone não lhe fosse devolvida. Assim, a terra ficou estéril, os campos murcharam, as colheitas se perderam. A fome tomou conta do planeta. A ordem do mundo foi perturbada e Zeus, preocupado, resolveu intervir.
            Zeus determinou que Hermes, o deus mensageiro, descesse ao Submundo e convencesse Hades a enviar Perséfone de volta à luz.
            Hades consentiu com o pedido do irmão, garantindo que, se Perséfone retornasse, reinaria ao seu lado no mundo dos mortos. Perséfone ficou radiante ao saber que reencontraria a amada mãe. Aproveitando-se disso, sutilmente, Hades fez com que Perséfone comesse uma semente de romã.
            O encontro entre Deméter e Perséfone foi pleno de felicidade. E ao saber que a filha comera uma semente de romã, seu semblante se entristeceu, pois, dessa forma, Perséfone jamais poderia se desligar totalmente do Submundo.
            Por fim, Deméter, Zeus e Hades entraram num acordo. Deméter voltaria ao Olimpo e garantiria a sobrevivência da humanidade. Enquanto isso, Perséfone dividiria seu tempo entre o mundo sombrio e o mundo dos vivos.
            Durante dois terços do ano, Perséfone ficaria com a mãe. Nesse tempo, Deméter prepararia a terra e faria com que florescesse, num gesto de boas vindas à filha. Seria a primavera.
            Durante um terço do ano, em que Perséfone ficaria no Submundo, separada da mãe, o solo ficaria estéril. Seria o inverno.
            Deméter é a mãe que nunca desiste, a exemplo de tantas mães espalhadas pela vastidão do mundo.
            A mãe, aquela que enfrenta a tudo, que resiste a tudo por amor aos filhos, quer tenham escolhido voluntariamente ou não o lado sombrio ou luminoso da vida.


Grecianny Carvalho Cordeiro Promotora de Justiça-CE


Cantora Célia morre em São Paulo

Nascida em 8 de setembro de 1947, a cantora foi revelada no programa de TV Um instante, maestro! (Foto Divulgação)
Morreu na noite desta sexta-feira, 29, em São Paulo, a cantora Célia, 70 anos. Ela estava internada há cerca de um mês no Hospital Sancta Maggiore para o tratamento de um câncer. A informação foi publicada em sua página oficial no Facebook: "É com imensa tristeza que informamos o falecimento da cantora Célia", diz o post.
De acordo com informações da sua assessoria de imprensa, o velório será neste sábado, 30, de 9 às 15 horas no Cemitério do Araçá, e depois o corpo seguirá para a cremação no Cemitério da Vila Alpina. Nascida em 8 de setembro de 1947, a cantora foi revelada no programa de TV Um instante, maestro!, comandado pelo controvertido apresentador Flávio Cavalcanti (1923 – 1986).
No embalo da projeção nacional pela TV, Célia iniciou carreira fonográfica na primeira metade dos anos 1970, década em que lançou quatro álbuns pela extinta gravadora Continental, todos batizados com o nome da cantora. Célia, atualmente mais conhecida em São Paulo do que no resto do Brasil, gravou discos eventuais, mas amargou injusto ostracismo até retomar a carreira fonográfica com regularidade, na última década, sob a batuta do produtor Thiago Marques Luiz.
Em 2011, teve outro instante grandioso ao sobressair no elenco do tributo A voz da mulher na obra de Taiguara por jogar luz sobre Mudou (1972), outra bela e desconhecida canção, esta da lavra guerrilheira do compositor uruguaio-brasileiro Taiguara Chalar da Silva (1945 – 1996). Célia deu aula de interpretação ao dar voz a Mudou.
Em 2015, no último álbum da carreira, Aquilo que a gente diz, a cantora pescou pérola rara do compositor capixaba Sérgio Sampaio (1947 – 1974), Eu sou aquele que disse (1973), traduzindo na voz a ansiedade, a angústia e a inquietação dessa música que fervilhou no caldeirão existencial de Sampaio.
Redação O POVO Online

Confira quais são os temas que podem ser abordados na redação do Enem

A prova vale 1000 pontos e a preparação é fundamental para o sucesso no exame.
Estudantes observam prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Estudantes observam prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a preparação para a redação é fundamental. Isso porque essa prova vale 1000 pontos, enquanto nas outras áreas de conhecimento, o valor varia por conta da Teoria de Resposta ao Ítem (TRI), método que dá pesos diferentes para as questões de acordo com o número de erros e acertos.
 
A exemplo dos últimos anos, a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano deve continuar tratando de temas sociais. “A gente especula que a prova continue tratando de algum tema de grande abrangência e polêmica social, como tem sido nos últimos anos”, avalia o professor de sociologia e filosofia de uma escola particular do Rio de Janeiro Leandro Vieira, que também dá aula de atualidades para alunos que se preparam para a prova.
 
Entre as apostas do professor estão a questão ambiental e a mobilidade urbana, com foco no transporte público nas grandes cidades. “Esse tem sido um grande tema, desde os grandes eventos como a Copa e as Olimpíadas, e costuma ser cobrado na redação do Enem”, diz. Ele também lembra do assunto liberdade de expressão. “Nos últimos anos tem havido um grande debate sobre o que pode ou não ser dito, os limites para a liberdade de expressão”, diz.
 
A professora do laboratório de redação de um colégio particular de São Paulo Maria Aparecida Custódio elaborou uma lista com cerca de 30 temas possíveis para a prova deste ano. Entre os destaques estão os caminhos para combater a homofobia no Brasil, a gravidez na adolescência, os hábitos alimentares relacionados à obesidade infantil, o bullying e a violência nas escolas. Entre os temas ambientais, a professora destaca como possíveis assuntos a serem abordados na prova as crises hídrica e energética, o marco da biodiversidade, a produção de lixo e o consumo sustentável. “São assuntos da atualidade, que mobilizam a opinião pública e que são de interesse de todos nós”, diz.
 
Maria Aparecida lembra que os temas do Enem são predominantemente nacionais e sempre temas sociais, ambientais e relativos a direitos humanos. “São assuntos que de alguma maneira representam um problema que exige uma possível intervenção”, diz. Segundo a professora, o Enem sempre propõe temas que envolvem tanto a participação do Estado como da sociedade.
 
A coordenadora de redação de uma escola de Brasília Carolina Darolt também aposta que a redação do Enem deve continuar abordando a temática social e comportamental, como nos últimos cinco anos. Ela também cita a questão ambiental, com foco na escassez da água e na Floresta Amazônica. Mobilidade urbana e bullying também são possíveis temas, segundo a professora.
No entanto, para Carolina, o aluno não deve perder tempo tentando adivinhar um possível tema da redação. “Estar preparado para receber qualquer tema é mais importante que acertar o tema. Ele deve pensar em referências textuais que poderiam permear muitos temas”, diz.

Agência Brasil

29 de setembro de 2017

A gramática do povo de Deus

Padre Geovane Saraiva*
Pe. Geovane Saraiva
O mês de setembro chega ao seu final, mas o ensinamento da Bíblia, gramática, ou enciclopédia do povo de Deus, não para, porque, de modo correto, orienta homens e mulheres, nas diversidades de dons, talentos, carismas e funções. É a salvação que nos é oferecida, e não é um merecimento das pessoas, mas entendida como dom e graça de Deus. Experimentamo-la a partir da Palavra de Deus, que é eterna, além de ser viva e eficaz. A Bíblia deixa claro aos cristãos, que querem guardar a Palavra de Deus na mente e no coração, que Deus quer uma única coisa: a dignidade de filhos de Deus.

O grande especialista da Palavra de Deus, São Jerônimo, comemorado aos 30 de setembro, que viveu entre os anos de 342 e 420, numa época bem distante da nossa, quer mostrar a força da Palavra de Deus. Toda a sua vida foi doada ao estudo da Sagrada Escritura, sendo São Jerônimo considerado o maior e melhor exegeta de todos os tempos. A Igreja Católica o reconheceu como homem eleito por Deus para explicar e fazer compreender, do melhor modo, a Palavra de Deus. Daí tê-lo por doutor e especialista do Livro Sagrado, de um modo imbatível e inigualável.

São Jerônimo estudou hebraico e aperfeiçoou seus conhecimentos do grego, para poder compreender melhor a Palavra de Deus nas línguas originais. Em Roma recebeu a missão do Papa Dâmaso para escrever a Bíblia em latim, graças ao conhecimento que tinha do grego e do hebraico. O Papa queria uma tradução mais fiel, em tudo, aos textos originais, traduzida e apresentada em latim, que pudesse servir de texto uniforme na liturgia da Igreja, evitando, de uma vez por todas, desencontros, embaraços e confusões. Que os seguidores de Jesus de Nazaré sejam provocados pela Palavra de Deus, na indispensável tarefa de instaurar o Reino de Deus, que é dom e graça de Deus.

São Jerônimo, servo bom e fiel, iniciou seu trabalho em Roma e continuou por toda a sua vida. É importante salientar que ele passou seus últimos 35 anos de vida em oração e penitência, fazendo de tudo, mas de tudo mesmo, pela difusão da Escritura Sagrada. Guardemos o ensinamento tão bíblico, quanto inclusivo do Papa Francisco, no Ângelus de 24/09/2017: "O Senhor usa misericórdia, perdoa amplamente, é cheio de generosidade e bondade que derrama sobre cada um de nós, abre a todos os territórios ilimitados de seu amor e de sua graça, que somente podem dar ao coração humano". Amém!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Livros infantis ajudam no aprofundamento do idioma francês

livros-francês-infantis
Ça va? Após ter feito um curso intensivo de 6 meses em apenas 1 mês de francês, oferecidos pela Aliança Francesa de Fortaleza, continuei o curso. Com um vocabulário mais extenso e conjugando verbos já no tempo passado, acreditei que já poderia me arriscar nos filmes.
Errado. Não dá pra entender tudo, claro. Mas dá para compreender o básico que já possuo. Mas para fixar mesmo o idioma, quis procurar livros. Até mesmo no português, os livros são importantes para fixar como as palavras são escritas e em que contexto podemos utilizá-las. Por que com francês seria diferente?
Fui até a biblioteca onde estudo para pegar algum exemplar. Foi quando vi aqueles livros com figurinhas e super coloridos para pessoas do meu nível. Sem preconceitos, os livros infantis são muito bons para adquirir conhecimento.
Além de mostrar como utilizar aquelas expressões que conhecemos e tivemos contato durante a aula, podemos ver as ilustrações, que auxiliam no entendimento do significado daquilo que ainda não sabemos.
Eu peguei esses dois que estão na foto. Seria bom também reescrever e buscar no dicionário as palavras que você na entender. Há alguns livros disponíveis gratuitamente na internet. Basta digitar “livro infantil em frances pdf”. Bonne chance!

Tribuna do Ceará

Poemas e crônicas

Gonzaga Mota*
No último dia 21 do corrente mês, tivemos a satisfação de lançar no Ideal Clube, por sugestão de seu presidente Amarílio Cavalcante, dois livros: "Poemas no Tempo" e "Textos Escolhidos". No primeiro citado, apresentamos de forma amorosa e inquietante, 50 poemas ressaltando sentimentos como amor, dor, alegria, angústia, solidariedade, dentre outros. O excelente prefácio foi redigido pela competente e amiga escritora Mônica Silveira que muito me sensibilizou. Por sua vez, "Textos Escolhidos", atendendo solicitação de amigos e leitores, reúne 115 crônicas publicadas no Jornal Diário do Nordeste. São textos sobre educação, cultura, economia, politica, filosofia, causos, fatos do cotidiano, etc. Gostaríamos, por outro lado, de agradecer aos eminentes intelectuais Sânzio de Azevedo, pelo airoso prefácio e Cid Carvalho pelo generoso perfil do autor. Nossa intenção principal ao redigir e publicar livros é a de estimular a leitura. Como disseram Carlos Drummond de Andrade, "A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede" e Mario Quintana, "Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem". Ademais, sem dúvida, é na educação e na cultura que se encontra o único caminho para o desenvolvimento democrático, pleno e justo de um povo. Utilizar recursos financeiros nos dois setores mencionados não significa despesa de custeio, mas investimento. É uma ação estratégica de largo alcance social. Sempre salientamos ser importante que a educação e a cultura sejam programas de Estado democrático e não de Governo. Um dia conseguiremos.


*Professor aposentado da UFC

Dois Filhos de Francisco vira musical

por Ubiratan Brasil - Agência Estado
Ângelo Antônio no filme "2 Filhos de Francisco": pai de Zezé de Camargo e Luciano será o personagem central da adaptação para o teatro
Corta!", gritou o diretor Breno Silveira, um gesto automático para quem trabalha no cinema desde 1995. O riso do elenco, no entanto, traz Silveira de volta à realidade: ele está em um teatro, preparando-se para estrear como encenador justamente com uma história que conhece muito bem. "2 Filhos de Francisco - O Musical", que estreia no Teatro Cetip (SP), no dia 5 de outubro, é baseado no filme que Silveira dirigiu em 2005 e que se tornou um dos maiores sucessos do cinema nacional, atraindo cerca de 5,3 milhões de espectadores.
"É uma história que está no meu coração e, por isso, fiquei curioso em saber quem dirigiria a montagem teatral", contou em meio a um ensaio. Sim, o anúncio de que Breno seria o responsável pelo musical não foi imediato e, quando o diretor já confessava ter alguma esperança, veio o telefonema da Time For Fun, empresa responsável pela produção.
Mesmo sem nenhuma experiência de palco, ele aceitou justamente por ser um projeto que trata com carinho.
"2 Filhos de Francisco" acompanha a trajetória pessoal e artística de uma das mais famosas duplas de música sertaneja do Brasil, os irmãos Zezé Di Camargo e Luciano. Uma história de sofrimentos, mas coroada de sucesso e que tem em Francisco, o pai dos músicos, uma figura central - é graças à sua persistência e crença no talento de seus garotos que eles conseguiram deixar o anonimato.
"Se no filme o foco estava na formação da dupla, no musical Francisco assume um protagonismo, pois a história se passa em sua cabeça", conta Silveira. "Também Helena, a mãe dos garotos, ganha mais destaque porque sempre cantou e cuidou da afinação dos filhos". Para garantir a manutenção da emoção, o elenco foi cuidadosamente formado. A dupla de músicos é formada por Beto Sargentelli (Zezé Di Camargo) e Bruno Fraga (Luciano), que atuam muito próximos de dois artistas com grande experiência: Rodrigo Fregnan vive Francisco enquanto Laila Garin é Helena.
Transformação
Sargentelli e Fraga fizeram muita pesquisa - inclusive com os próprios cantores que inspiram seus personagens -, o que garantiu uma impressionante fidelidade aos originais. "Fiz um trabalho de preparação vocal, mas não apenas a que canta, mas também a forma como Zezé fala, tentando soar como ele sem parecer caricato, excessivo", conta Beto. "Estudei seu jeito de falar, o sotaque, além de ter assistido a muitos vídeos para descobrir seus trejeitos nos shows, a forma como anda no palco, como canta, as expressões".
Já Fraga se apegou à brasilidade que marca Zezé Di Camargo e Luciano. "Esse é um musical em que as canções não contam necessariamente a história, portanto, era importante descobrir o que os fizeram tão famosos", observa.
A transformação dos dois impressionou Breno Silveira. "Aos poucos, eles foram se aproximando dos dois cantores, até nos detalhes". Por outro lado, Laila e Fregnan não buscaram ser fieis à semelhança. "Muito pelo contrário", reforça a atriz, que se tornou nacionalmente conhecida ao apresentar uma interpretação muito particular de Elis Regina. "Helena é um motivo para se mostrar o interior goiano que ajudou a criar a forma sertaneja de Zezé e Luciano".
E, se também evita ser uma cópia de Francisco, Fregnan tem outra peculiaridade: não canta. "Como a história é uma espécie de sonho do Francisco, queria um ator que não cantasse", explica o diretor. Com honrada carreira no teatro (de Nelson Rodrigues a Gogol), Fregnan abraçou o desafio. "A tarefa foi descobrir um jeito de falar de emoção sem medo, vergonha de revelar um sentimento desbragado".

Diário do Nordeste

Museu de Arte Moderna de Nova York inicia no domingo uma exposição de roupas e acessórios icônicos que exploram a relação entre a moda e a sociedade

Um homem olha para a moda exibida durante uma pré-visualização para os "Itens: a moda moderna?" (FOTO: AFP / ANGELA WEISS)
O Museu de Arte Moderna de Nova York inicia no domingo uma exposição de roupas e acessórios icônicos que exploram a relação entre a moda e a sociedade.
A exibição terá 111 objetos de alta expressão, como os jeans Levi's 501, o sari indiano, o vestido preto dos anos 20, o colar de pérolas e até tatuagens, todos parte da herança cultural do Ocidente e de outros lugares, tanto deste século como do anterior.
Nesta primeira exposição de moda no MoMA desde 1944, há roupas e acessórios que parecem eternos, como o chapéu Panamá.
A mostra também inclui objetos de uso religioso, como o quipá judeu e o véu muçulmano, e uniformes esportivos de diversas modalidades.
Sob o título de "A moda é moderna?" a exposição irá de 1º de outubro a 28 de janeiro.
AFP

'Em cada canto um você': Kristoff Silva apresenta músicas autorais em BH

Violonista, cantor, compositor, professor e autor de trilhas para teatro e dança, Kristoff Silva oferece um show intimista no formato voz e violão.
Artista também apresenta repertório com parcerias com Makely Ka, Bernardo Maranhão, Luiz Tatit e Mauro Aguiar.
Artista também apresenta repertório com parcerias com Makely Ka, Bernardo Maranhão, Luiz Tatit e Mauro Aguiar. (Divulgação)

Imagine um músico cantando em meio a uma sala de espelhos onde algumas canções refletem ou são refletidas por outras canções. Inspirado no poema “Espelho” de Ana Martins Marques, o compositor Kristoff Silva adentra a Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística e oferece um show intimista no formato voz e violão, com repertório de sua autoria, parcerias com Makely Ka, Bernardo Maranhão, Luiz Tatit e Mauro Aguiar, além de canções de outros autores que, de alguma maneira, dialogam com as de sua lavra.
Kristoff Silva
Violonista, cantor, compositor, professor e autor de trilhas para teatro e dança. Reconhecido no meio musical por sua singularidade como autor. Nascido nos Estados Unidos e criado em Belo Horizonte, apresentou-se em teatros importantes do país — como a Sala São Paulo, o Palácio das Artes, o Auditório Ibirapuera e o Sesc Vila Mariana . Também já se apresentou ao lado de artistas como Caetano Veloso, Elza Soares, Elomar, Zé Celso Martinez Corrêa, Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Zé Miguel Wisnik e Luiz Tatit, entre outros. Suas composições foram gravadas por cantoras notáveis, entre as quais Ná Ozzetti, Juliana Perdigão, Paula Santoro, Elisa Paraíso  e Alda Rezende. Lançou três CDs: A Outra Cidade (2003), em parceria com Makely Ka e Pablo Castro, Em Pé no Porto (2007) e Deriva (2013). Escreveu partituras dos cancioneiros de Zé Miguel Wisnik e de Elomar. Atualmente é professor na Fundação de Educação Artística.

Serviço:
“Em cada canto um você” com Kristoff Silva (voz e violão)
Canções autorais, parcerias com Makely Ka, Bernardo Maranhão, Luiz Tatit, Mauro Aguiar, e canções de outros autores.
Data: 30/09, sábado
Horário: 20h
Local: Sala Sergio Magnani: Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários
Entrada: R$20 (inteira) R$10 (meia)
Abertura da bilheteria: uma hora antes do evento
Tel: (31) 3226 6866


Fundação de Educação Artística - FEA

Quando uma pessoa pobre vier até você, pergunte o nome dela

Entrevista com o Grande Hospitaleiro da Ordem Soberana de Malta

“Tente e doe a si mesmo. Se você conseguir encontrar um equilíbrio entre dar e receber, você levará sua vida a um nível muito mais alto”, diz Dominique Prince de La Rochefoucauld-Montbel.
Konrad Sawicki: Quem é o Grão Hospitalário da Ordem de Malta?
Dominique de La Rochefoucauld-Montbel: Historicamente, a Ordem dos Cavaleiros do Hospital de São João de Jerusalém desde o início empregou uma pessoa encarregada de um hospital, hospício ou hospedagem de peregrinos. Seu trabalho era cuidar de peregrinos e pessoas doentes e oferecer-lhes hospitalidade.
Esta mesma função está perfeitamente alinhada com o chamado principal da Ordem de Malta, isto é, fornecer hospitalidade e acompanhar os necessitados.
Isso não mudou até agora. Cada estrutura local da Ordem em todo o mundo tem seu hospitalário, que é responsável por atividades sociais e médicas. A posição do Grão Hospitalário da Ordem, membro do governo da Ordem, traduz-se em termos contemporâneos como um Ministro da Saúde.
O que a Ordem de Malta faz hoje?
Nossas atividades não podem ser resumidas em algumas frases. No entanto, devemos indicar que a Ordem está atualmente envolvida em cerca de 2.000 projetos em pelo menos 120 países em todo o mundo. Há cerca de 100 mil voluntários trabalhando para nós e mais de 25 mil funcionários permanentes. Estes são apenas números, mas eles demonstram a escala de nossas operações.
Estamos falando aqui de atividades como, por exemplo, administração de hospitais, bem como casas para idosos e pessoas com deficiência. Podemos, além disso, apontar o nosso trabalho social em favor de desabrigados e refugiados e atividades educacionais, envolvendo administração de escolas. Na África, por exemplo, a Ordem participa de campanhas abrangentes de combate à AIDS, tuberculose, malária e lepra.
Estamos presentes na Polônia, também [o Grão Hospitaleiro concedeu esta entrevista à edição polonesa da Aleteia, N. do T.]. Nós temos nossas casas e projetos, fornecendo, por exemplo, serviços de assistência e de resgate médico. Durante o chamado Maidan, na vizinha Ucrânia, transferimos muitas vítimas para tratamento na Polônia.
Eu me lembro do projeto; foi amplamente coberto pelos meios de comunicação poloneses. Isso me faz lembrar de outro exemplo da presença significativa da Ordem na Polônia: durante a Segunda Guerra Mundial, houve um hospital maltês na capital da Polônia, que desempenhou um papel especialmente significativo durante a revolta de Varsóvia de 1944.
Correto, isso é verdade. Há algum tempo visitei a região italiana de Trento, onde tivemos um hospital com duzentos leitos durante a Segunda Guerra Mundial. É assim que servimos.
Quando visitei pela última vez a Polônia, tive o prazer de participar de uma solene celebração de oferecimento de um ambulatório para um grupo de resgate. Esta é a missão da nossa Ordem.
Como se pode tornar um Cavaleiro da Ordem de Malta hoje?
Eu responderei que isto é serviço, serviço e, mais uma vez, serviço. Se você realmente deseja servir, você tem a chance de se tornar um membro desta organização única. Nós administramos hospitais na África e participamos de reuniões da ONU. Eu mesmo falei na ONU sobre a questão da migração.
Em outras palavras, quando você serve como, por exemplo, um voluntário da nossa Ordem, passo a passo você estará se tornando um membro da família. Quando você entra nesta família, você quer participar mais e mais. Tudo, então, começa com o serviço, com o trabalho voluntário. Mais tarde, um dia, embora este não seja o caminho a que cada pessoa é chamada, você percebe que gostaria de se comprometer ainda mais com essa vocação. Também no nível pessoal, familiar e profissional. Sua fé é de primeira importância aqui: você vive sua fé e a desenvolve no serviço em favor do outro ser humano.
Vemos Cristo nos doentes e no sofrimento. Nós o vemos nos refugiados. O Evangelho diz: “Eu estava com fome, e você me deu de comer; Eu estava com sede, e você me deu de beber”… Esta é a essência de um membro da Ordem de Malta.
Se você anseia por essa forma de vida, você pode entrar na nossa formação e se tornar um membro da Ordem. Este caminho significa que você está envolvido em atividades pelo bem da Igreja e presta assistência aos doentes e aos indigentes. Tudo isso deve ser feito com muita oração diária.
E do ponto de vista espiritual?
Isso se assemelha um pouco a viajar de trem: às vezes você viaja na primeira classe, outras vezes na segunda ou na terceira classe, o que corresponde ao um nível de conforto decrescente. No entanto, para os Cavaleiros de Malta, a ordem é invertida, quanto mais perto você chegar da primeira classe, menos conforto você terá e mais serviço precisará oferecer.
A adesão à Ordem de Malta significa que você faz parte de uma organização católica. Isso significa que você deve viver uma vida de fé católica o melhor que puder. Por exemplo, a primeira etapa da formação leva 18 meses e envolve um voto especial de obediência. Então, você é encarregado de tarefas espirituais adicionais, como orações do Breviário etc.
Ainda assim, o serviço aos outros será sempre o fator mais importante. Isso não envolve assistência simples aos necessitados. Quando você vê o Cristo sofredor nessas pessoas, sua atividade atinge um nível diferente e se torna uma questão espiritual. Desta forma, você aceita outro ser humano de forma integral.
Se não estou errado, esta é uma vocação para os leigos e suas famílias.
É verdade, mas, na Ordem de Malta, também temos religiosos, aqueles que fizeram votos de obediência, pobreza e castidade. Este foi um caminho do nosso ministério desde o início no século 11. Agora um quarto voto foi adicionado, que nenhuma outra Ordem compartilha conosco: um voto de serviço em favor dos doentes e dos pobres.
Isso, aliás, demonstra o que se espera de um membro da Ordem. Seguir o caminho da vocação significa que você precisa ser um testemunho através do serviço. Não existe outro voto religioso assim. Você se compromete em servir os doentes e os pobres até a morte.
Posso ver que os membros da Ordem usam crachás especiais nas lapelas de seus casacos.
Verdade. O tipo de emblema que você usa depende da classe em que você embarca, para usar o exemplo da viagem de trem. Quanto maior a classe, menos há no distintivo. Por exemplo, quando você muda para a segunda classe, você perde uma pequena coroa em seu distintivo. Isso também fala muito sobre a nossa vocação: aqui invertemos a hierarquia das posses terrestres.
A Ordem de Malta sempre esteve tão perto da Igreja institucional?
Durante 900 anos, fomos uma instituição da Igreja, reconhecida pela Santa Sé em 1113. Nos séculos seguintes, a Ordem passou a ser reconhecida como um estado independente ou um quase Estado. Hoje podemos dizer que somos uma instituição reconhecida pelo direito internacional e, como tal, temos alguns atributos de um Estado. Poucas pessoas sabem que a Ordem de Malta é reconhecida e mantém relações oficiais com 106 Estados em todo o mundo. Temos nossos próprios embaixadores e representantes em organizações internacionais como a ONU, a OMS, a Cruz Vermelha, a FAO etc.
Ao mesmo tempo, continuamos sendo uma instituição religiosa dentro da Igreja. É por isso que o chefe da Ordem é seu superior religioso e soberano. Seu status é semelhante ao de um abade ou mestre da Ordem. Isto é semelhante ao Vaticano e ao Papa, que é o chefe de um Estado e um superior religioso.
Falando sobre o superior da Ordem de Malta, devemos mencionar os problemas que vocês enfrentaram recentemente. O ex-Grão Mestre da Ordem teve de renunciar.
Isso é verdade. Em todos os 900 anos do histórico da Ordem, este é apenas o terceiro caso. Estávamos lidando com uma grande crise. Naquele momento, tive a chance de falar duas vezes com o Papa Francisco.
Atualmente, somos liderados por um superior temporário, eleito por um período de um ano, e durante este tempo estamos redobrando nossos esforços para reconstruir a confiança e reformar a Ordem.
Hoje, centenas de cavaleiros estão envolvidos no processo de uma reforma profunda, comparável um pouco à reforma conciliar. Ao mesmo tempo, estamos nos preparando para eleger um novo Grão Mestre.
Qual seria a mensagem do Grão Hospitalário da Ordem de Malta aos leitores da Aleteia, especialmente para os jovens?
Isso não é fácil. Talvez eu indique que se esforçar e exigir de si é algo muito importante na vida de qualquer pessoa. Isso pode ser difícil, porém, o esforço se frutifica e se transforma em mais qualidade de vida. Sua alegria de vida é imensamente maior.
Portanto, eu gostaria de incentivar os jovens a evitar de serem egoístas, e a que procurem entender os outros. É importante poder ouvir outras pessoas e observar os necessitados. Você não precisa distribuir dinheiro na rua todos os dias, mas pelo menos não vire o rosto. Se uma pessoa pobre vier até você, não desvie a atenção, mas cumprimente-a e pergunte-lhe qual é o nome dela. Se você quiser que os outros prestem atenção em você, você mesmo precisa prestar atenção naquilo que os outros precisam.
Outra coisa: não fique só pedindo e não espere receber tudo. Doe a si mesmo. Se você conseguir encontrar um equilíbrio entre dar e receber, você conduzirá sua vida a um nível muito mais alto.
*Grão Hospitalário da Soberana Ordem de Malta, Sua Eminência Dominique Prince de La Rochefoucauld-Montbel.
Esta entrevista foi realizada no Hotel Bellotto, em Varsóvia.
O texto foi publicado na edição polonesa da Aleteia neste link.

Notícias falsas e jornalismo de paz: tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Cidade do Vaticano  - “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). Notícias falsas e jornalismo de paz, será o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado em 2018.
O tema escolhido pelo Santo Padre e divulgado esta sexta-feira, 29, faz referência às “notícias falsas” ou “fake news”, ou seja, as informações infundadas que contribuem para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões.
Trata-se de uma distorção muitas vezes instrumental dos fatos, com possíveis repercussões sobre comportamentos individuais ou coletivos.
No contexto em que as empresas de referência das redes sociais e o mundo das instituições e da política iniciaram a combater este fenômeno, também a Igreja quer oferecer uma contribuição, propondo uma reflexão sobre as causas, as lógicas e as consequências da desinformação na mídia e auxiliando na promoção de um jornalismo profissional, que busca sempre a verdade, e por isto um jornalismo de paz, que promova a compreensão entre as pessoas.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais – único dia mundial estabelecido pelo Concílio Vaticano II ("Inter Mirifica", 1963) – é celebrado em muitos países, por recomendação dos bispos, no Domingo sucessivo à Solenidade de Pentecostes (em 2018, será em 13 de maio).
O texto da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente no dia em que a Igreja recorda a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro).

Cientistas dizem que mutação do zika permitiu ao vírus causar microcefalia fetal

Da Agência EFE
Uma mutação genética, provavelmente ocorrida em 2013, deu ao vírus da zika a capacidade de causar microcefalia fetal severa, segundo pesquisa publicada nesta quinta-feira (28) na revistaScience pela Associação Americana para o Avanço da Ciência. Os resultados do estudo esclarecem como o vírus evoluiu de uma doença relativamente inócua para um patógeno de preocupação global. A informação é da EFE.
Desde 2016, as epidemias de vírus da zika no continente americano foram declaradas uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e os cientistas não puderam determinar como o vírus, que causava infecções leves, passou a desencadear síndromes neurológicas severas.
Mutação crítica
Ao comparar as cepas contemporâneas do vírus da zika das epidemias sul-americanas de 2015 e 2016 com um vírus cambojano ancestral que circulava em 2010, o pesquisador Ling Yuan e sua equipe da Academia das Ciências de Pequim detectaram uma mutação crítica que conferiu ao mesmo a capacidade de causar microcefalia por infecção fetal em ratos.
"Essa mutação...  fez com que o vírus fosse mais letal para as células precursoras de neurônios humanos em cultivo em comparação com a forma ancestral", detalha a publicação.
Como o vírus da zika acumulou numerosas mudanças ao longo de seu genoma entre 2010 e 2016, os pesquisadores construíram e testaram sete vírus mutantes diferentes. De todas as variantes, a S139N foi a que causou uma microcefalia e uma letalidade embrionária muito mais graves em ratos que as demais.
A análise evolutiva revelou que a mutação S139N provavelmente surgiu por volta de 2013, coincidindo com os relatórios iniciais de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré, associadas à zika.
A zika, assim como dengue, a chicungunha e a febre amarela urbana são transmitidas pelo Aedes aegypti, um mosquito cuja população se multiplica com a chegada do verão, que lhe oferece condições propícias para a reprodução: temperaturas elevadas e focos de água limpa e parada devido às chuvas.