O INSTITUTO HORACIO DIDIMO convida os escritores da prosa e da poesia, adultos e crianças, para participarem da seletiva para as novas coletâneas que organizará com temática infantil.
CONFIRA O EDITAL NO SITE DO INSTITUTO HORÁCIO DIDIMO:
Entre 4 e 6 de outubro, 11 pontos da capital paulista serão ocupados por mais de 150 atividades gratuitas, entre conversas com autores, oficinas, espetáculos de rua, duelo de cordel, sarau, teatro, dança e música, em um fim de semana dedicado ao livro e à leitura.
Pela primeira vez na cidade, será realizado o Festival Mário de Andrade - A Virada do Livro, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC). A meta é ser um grande encontro inspirado na cultura do livro. Estarão reunidos autores, editores, leitores, bibliotecários, livreiros, coletivos e públicos de todas as idades e de todo o Brasil.
O eixo central do evento será o Corredor do Livro, trajeto entre a Biblioteca Mário de Andrade e a Praça das Artes, passando pela Rua Coronel Xavier de Toledo e pelo Theatro Municipal, compreendendo um quilômetro e meio ao ar livre, com tendas que abrigarão as principais editoras, livrarias, bancas e coletivos do país.
O festival se espalhará ainda pelos centros culturais Tendal da Lapa e Cidade Tiradentes, Centro de Culturas Negras e Centro Cultural da Juventude.
Participam do trajeto editoras como Companhia das Letras, Record, Todavia, Planeta, Editora 34, Ubu, Zahar, Saraiva, Banca Tatuí, Malê, Libre, Editora da Unesp, Imprensa Oficial, Edições Sesc SP, Senac, Giostri, Leia Mulheres, Flima (Festa Literária Internacional da Mantiqueira), Quilombhoje, Poetas do Tietê, Coletivos Ponte Cultural, Nômade, Perifatividade e Fantasistas, Livraria do Comendador e Território Geek, entre outros.
A Virada do Livro terá ainda espaço para iniciativas editoriais voltadas para a diversidade LGBTQIA+, a questão racial e o feminismo.
O evento de abertura será no dia 4, às 19h, na Praça das Artes, com a apresentação do espetáculo Yebo, no estilo gumboot (dança de botas de borracha). Esse estilo foi criado pelos trabalhadores das minas de ouro e carvão da África do Sul, no século 19, e a coreografia aborda a exploração dos minérios e dos povos que os extraíram, além da espera das mulheres por seus maridos mineiros.
Em seguida, o autor moçambicano Mia Couto participará de uma conversa com a jornalista, escritora e atriz Bianca Ramoneda, na qual serão abordadas questões como a relação do homem com seus pares e o planeta. O ator Silvio Restiffe lerá trechos da obra de Couto.
No sábado (5), no Theatro Municipal, a atriz Fernanda Montenegro, indicada ao Oscar pelo filme Central do Brasil, lançará o seu livro de memórias “Prólogo, Ato, Epílogo” (06), relembrando sua trajetória em conversa com a jornalista Marta Góes, colaboradora do livro.
Na Praça das Artes, a neta de Nelson Mandela, Zamaswazi Dlamini-Mandela e Sam Venther, organizadora das cartas da prisão, encerrarão o festival no domingo (6) com um tributo a Mandela, ganhador do Nobel da Paz. A conversa será mediada pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz e o ator Felipe Soares fará leituras das cartas de Mandala.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que esse tipo de política pública tem como foco a resolução de problemas da cidade. como o desemprego, porque muitas ações culturais são vistas como estratégicas na geração de emprego e renda na cidade de São Paulo, sendo esse um dos motivos que justificam o investimento.
"Quando falamos em ampliação da leitura, difusão dos livros, estamos falando da formação da consciência, da cultura crítica, do conhecimento do mundo e, portanto, da formação dos paulistanos. Fomentar o livro é fomentar uma sociedade mais crítica e mais consciente do seu papel”, afirmou .
O Galpão das Artes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) promove até o próximo dia 22 de novembro a exposição “Reciclar tá na moda”. A mostra reúne bonecas Barbie, vestidas de forma elegante a partir do reaproveitamento de materiais descartados. O produtor cultural Erick Ferraz transformou em arte a criação de moda fashion para as bonecas que encontrava no lixo, ou que lhe eram doadas.
Na exposição, Ferraz apresenta também outros objetos feitos com materiais descartados, que recolhe em produções teatrais e shows a que tem acesso no dia a dia. Tampas de amaciante e de desodorante, caixas de leite e embalagens de limpeza e miçangas viram chocalhos; sobras de tecidos dos figurinos e cenários tornam-se delicados marcadores de livro, enquanto as garrafas PET são aparadas e unidas, em seguida, com zíper, e transformam-se em porta-níqueis ou porta-trecos.
A exposição está aberta ao público gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no Galpão das Artes, localizado na Avenida Padre Leonel Franca s/n, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, ao lado do Planetário da Cidade. Visitas mediadas de grupos de pessoas ou turmas de escola devem ser agendadas pelo e-mail galpaodasartes@gmail.com.
A Reunião Mensal Ordinária da AMLEF deste dia, 28/09/2019 teve como uma de suas pautas principais a eleição, por aclamação, da Nova Diretoria da AMLEF para o Biênio 2019-2021.
Na sequência foi realizada a leitura dos Relatórios da Comissão para análise dos Curriculum Vitae dos candidatos a Novos Acadêmicos (Sócios Efetivos) da AMLEF.
O momento foi encerrado pela leitura e declamação da prosa e poesia dos demais acadêmicos. Veja as fotos no perfil oficial no Instagram: https://www.instagram.com/acad.amlef/
Inspirados em São Francisco de Assis, missionário do encontro, do diálogo e da paz, que os homens e as mulheres de boa vontade jamais relativizem a revelação divina, vendo o papel do Espírito Santo a iluminar os seres humanos, apontando a verdade na sua plenitude, no sentido mais completo que o Evangelho quer nos ensinar, derramando em nossos corações seu Espírito, o de progredir no caminho da caridade. À luz da Palavra de Deus, que nossa fé seja a resposta generosa de um Deus que quer se manifestar e se revelar; ao mesmo tempo, quer nos oferecer as condições de ler e perceber, nos sinais dolorosos do mundo, as angústias e os sofrimentos pelos quais passa a humanidade.
Que o Pobrezinho de Assis, doce irmão de todas as criaturas, na sua comovedora ternura, nos certifique do valor absoluto, que leva a penetrar em profundidade no mistério da morte e ressurreição de Jesus, visível nas criaturas de Deus, como templos verdadeiros, pela promessa divina, a respeito do nosso destino aos que em Deus depositam sua confiança. É o Espírito Santo que dá ao ser humano, longe do espírito do mundo, a compreensão dos mistérios divinos, fazendo conhecer os segredos de Deus consolador, e mais preparada fica a pessoa a acolher seus dons, ensinando-lhe todas as coisas (cf. Jo 14, 26).
O Espírito de Deus, a partir da Laudato Si’, está no contexto do nosso mundo em crise, no fechamento de uma grande parcela da humanidade. Como seria maravilhoso explodir o coração das pessoas, traduzidas e inspiradas em São Francisco de Assis, num único desejo: a restauração do mundo! Que, sensibilizados, possamos dizer incessantemente: “Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado, porque estais conosco todos os dias! Sustentai-nos, por favor, na nossa luta por justiça, amor e paz”.
Quão preciosa, como patrimônio e dom para a humanidade, é a vida de Francisco de Assis, que, com sua “loucura divina”, arquitetava uma nova forma de convivência humana! Ele perseguiu, de modo obstinado, a paz que vem de Deus como dom e graça, numa nova forma de convívio social, tendo por base a fraternidade. Que Deus nos dê a graça de ficarmos perto de seu ideal, proposta divina de justiça e paz, longe de contrariedades, angústias e ilusões humanas! Assim seja!
*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza
Coletânea traz diálogos simples e potentes e imensa carga dramática de personagens sensíveis e deslocados perante a vida.
O escritor J.D. Salinger dá especial atenção a personagens jovens diante da sociedade de consumo. (San Diego Historical Society)
Por Tadeu Sarmento*
Ao contrário do que à primeira vista possa parecer, não é pela aura de escritor recluso e obsessivo, nem por ter sido vinculado, a contragosto, aos célebres crimes cometidos por alguns de seus leitores, que J.D. Salinger vendeu milhões de exemplares de seus livros, garantindo sua inscrição no cânone literário ocidental. As causas de seu sucesso se resumem a três características, bem mais pertinentes e duradouras.
A primeira delas é a profunda habilidade que o autor norte-americano tem para criar diálogos supostamente corriqueiros, dos quais seus personagens emergem para ganhar força de vida, até a sua quase materialização em carne e osso. A segunda, é um lastro de inadaptação e sensibilidade que estes mesmos personagens carregam, como se fossem crianças que se recusaram a crescer para integrarem a sociedade de consumo e que, por conta disso, seguem esbarrando na louça por não perceberem o próprio tamanho.
A terceira e, não menos importante, característica, é a acentuada carga dramática que Salinger mantém rodando em segundo plano no texto, enquanto o desfile de fatos aparentemente banais se desenrola até o seu final, para onde o autor conduz seus leitores sem erguer a voz uma única vez, nem lançar mão de palavras grandiosas ou de muletas das frases de efeito.
Tais competências estão presentes em todas as Nove histórias que compõem a aclamada coletânea de contos do autor, relançada pela Editora Todavia com nova tradução de Caetano W. Galindo. Senão, vejamos. Em Um dia perfeito para peixes-bananas, a maestria de Salinger para compor diálogos não se limita apenas a nos distrair com subterfúgios, mas a desenhar, por fora, a narrativa da experiência de um trauma, conduzida em tom morno, sem horizonte de clímax à vista, até seu impactante final.
Com O tio Novelo em Connecticut a habilidade de tecer uma boa conversação prossegue, ao sugerir, na tensão do reencontro entre duas amigas da época da faculdade, um desenlace trágico, permutado de última hora pelo privilégio de desenterrar superficialmente um passado, cujo ensinamento é a noção vaga do preço que as pessoas estão dispostas a pagar para chegar onde querem.
Com Logo antes da guerra com os esquimós, a suposta mesquinhez da cobrança de uma corrida de táxi logo se transforma em um pequeno drama emocional sobre o ressentimento entre amigas que ocupam classes sociais distintas. Já O gargalhada, inscreve-se na tentativa do autor em dividir o mundo entre iluminados e corrompidos, identificando os jovens com os primeiros e reforçando a inadaptação como uma marca dessa identificação. Lá no bote mantém essa dicotomia, agora relacionada ao sonho persistente que toda criança já teve de fugir de casa um dia.
A ideia da fuga ligada à dificuldade de se adaptar, aliás, está presente em Salinger tanto em seu romance seminal (O apanhador no campo de centeio) quanto no conto seguinte, Para Esmé – com amor e sordidez, considerado a obra-prima do volume. Neste último, a fuga seria a tentativa que um soldado emprega para superar os traumas da guerra em sua vida: ler e escrever cartas para a garotinha que dá nome ao título, e que pede ao narrador que lhe escreva “uma história bem sórdida e comovente”.
A maturidade de Esmé é o símbolo ideal da importância dos personagens jovens na obra de Salinger, embora estes não se encontrem na narrativa seguinte, Linda a boca, e verde meus olhos, não por acaso, o único conto a destoar dos demais, ao tratar de um ciumento paranoico, com referências clichês à Madame Bovary, de Flaubert. Contudo, permanece no conto o esmero do escritor em compor diálogos tão naturais, que a impressão que fica é a de que estamos ouvindo as personagens falarem na mesa ao lado do restaurante.
O livro volta a ganhar força com O período azul de Daumier-Smith, no qual o deslocamento de um jovem pintor recém-chegado da França para viver nos Estados Unidos, expressa, na verdade, uma discussão sobre o lugar do artista em uma sociedade consumista, fechando com chave de ouro no conto Teddy, cujo tema orbita em torno daquilo que, tanto críticos quanto detratores, consideram a distinção principal dos livros de Salinger: sua aproximação com as filosofias orientais.
Última consideração: é ponto pacífico supor que, na essência, o sucesso de Salinger se deva a uma capacidade fora do comum de dar voz a todos que decidiram, depois de um longo processo de reflexão, apartar-se de um mundo onde o comodismo resulte de um embuste ideológico, criado para manter girando as rodas do consumo. O fato de essa voz ter ecoado nos jovens de várias gerações de forma tão profunda, a ponto de fazerem dela um credo confessional, é indício disto. Que a “salingermania” (para utilizar a expressão de seu principal biógrafo, Kenneth Slawenski) tenha criado laços de identificação capazes de fazer um jovem acreditar ser o Holden Caulfield dos tempos atuais, decidindo matar seu ídolo musical por crer que ele havia se vendido ao establishment, também o é.
NOVE HISTÓRIAS
De J.D. Salinger.
Todavia
208 páginas
R$ 54,90
*Tadeu Sarmento é escritor, autor de E se deus for um de nós? (Confraria do Vento), Associação Robert Walser para sósias anônimos (Cepe), entre outros.
Um convite nosso ao estudo. Despertar conhecimentos pela reflexão. Atentar para a verdade da vida nessa teia de arengas entre os Três Poderes da República. “Além, muito além daquela serra que azula no horizonte nasceu Iracema”. Por que o pensamento romanceado de José de Alencar? Vã tentativa de harmonizar ideias. O romance narra sempre uma bela história. São arabescos que vão além da nossa imaginação. Ousamos redesenhar os aspectos da vida burlando a onda de pessimismo que assola a Nação como um todo protetor da sociedade.
Buscar no além o estudo para compreender o Cristo e o nosso desejo de viver em paz. Entender que sem o pensamento religioso não adianta querer transformar o mundo. Nada de doutrinar. Vamos além dessa ideia a fim de transcrever o grito da alma para alertar o leitor em torno da realidade política de tanto esquecimento da dor alheia.
Senado verso Judiciário não tem razão de ser. A independência dos poderes não justifica a postura de “dizer desaforo” tentando afastar crises.
Hoje, estamos profundamente ligados à literatura e, mais uma vez, lembrando José de Alencar na sua alocução de afirmar: “O cidadão é o poeta do direito e da justiça, o poeta é o cidadão do belo e da arte”. Tentamos traduzir o preceito de harmonia na busca incessante pela paz que começa de casa! Não adianta ir além sem conhecer o caminho de volta.
Vamos concluir nossa divagação além da súplica por orações repetindo em coro com Charles Chaplin a seguinte máxima: “Estou sempre alegre; essa é a maneira de resolver os problemas da vida”. É preciso acrescentar mais detalhes! Estamos além, muito além da vontade de ser poeta como no dizer de Fernando Pessoa: “Ser poeta não é minha ambição, é minha maneira de estar sozinho”.
A taxa de câmbio é um indicador econômico extremamente relevante para a fixação de políticas, principalmente nesta época de globalização. Define-se como o preço da moeda estrangeira em termos de moeda nacional. Por exemplo, real e dólar (R$/ US$). Assim, para raciocinar, atualmente, no Brasil, US$ 1 custa em torno de R$ 4. Um exportador brasileiro ao vender mercadorias equivalentes a US$ 1 mil no mercado dos Estados Unidos, deveria receber, internamente, cerca de R$4 mil; ou então, o importador brasileiro ao desejar comprar um produto americano por US$ 1 mil deveria dispor de R$ 4 mil.
Por isso, as desvalorizações do real em comparação com o dólar estimulam as exportações do Brasil e desestimulam as importações. Todavia, quem elabora a política econômica precisa ficar atento aos efeitos colaterais negativos (inflação, crescimento instável, redução de produtividade, desemprego, indicadores sociais, dentre outros).
Cremos ser a política cambial, em razão de variáveis endógenas e exógenas, uma das vertentes mais complexas na formulação de diretrizes para o desenvolvimento de um país. Por sua vez, por trás da demanda de divisas, fluxo representativo da saída de recursos para o exterior, citam-se: importação de bens e serviços, pagamentos financeiros, empréstimos concedidos, amortizações pagas, etc. Já a oferta de divisas, fluxo referente à entrada de recursos evidenciado por operações como exportação de bens e serviços, empréstimos obtidos no exterior, amortizações recebidas, etc.
A taxa de câmbio pode ser analisada em três casos básicos: 1. Taxa flutuante, determinada pelas forças de procura e oferta no mercado de divisas; 2. Taxa fixa, tendo-se em conta o compromisso do Governo de estabilizar o câmbio e 3. Taxa intermediária, entre a flutuante e a fixa, ou seja, as chamadas bandas cambiais (cotações mínima e máxima para a taxa).
Momento se realizará no Museu da Fotografia Fortaleza a partir das 15h, com sessão de autógrafos
Uma das vozes mais potentes da literatura contemporânea, Tércia Montenegro retorna ao romance em nova empreitadaFoto: Renato Parada
O aguardado novo livro de Tércia Montenegro ganha lançamento em Fortaleza neste sábado (28), às 15h, no Museu da Fotografia. "Em Plena Luz", segundo romance da escritora cearense, está disponível desde o dia 16 nas livrarias de todo o País, com trama sobre fugas e tentativas de salvação.
Na ocasião do lançamento, Tércia realizará uma fala sobre o processo de escrita do material, focando na temática “como a vida gera a ficção”.
“Existem muitas experiências pessoais em torno dos acontecimentos históricos que o livro relata, que eu, de fato, tive de primeira mão. O que há, então, de verdade e o que há de invenção na obra? Falarei sobre como aconteceu a construção disso”, explica.
A autora adianta ainda que algumas figuras integrantes do enredo também ganharão foco em seu relato.
Além disso, ela estará disponível para sessão de autógrafos logo após o diálogo com os presentes. A entrada no evento é franca.
SINTONIA
Até o momento, Tércia conta que recebeu alguns feedbacks de leitores quanto ao conteúdo do novo livro. Todos sugerem uma sintonia entre ele e “Turismo para Cegos”, seu romance anterior.
“De fato, ele realmente nasce com um diálogo implícito com o ‘Turismo’, embora possa ser lido sem entrar numa parceria. Um livro não depende do outro”, resume.
A escritora, durante lançamento em Fortaleza, falará sobre como a vida gera a ficção
Foto: Renato Parada
A bem da verdade, “Em Plena Luz” abraça simbologia avessa àquela de “Turismo para Cegos”. Enquanto este assume tom pessimista, aquele tem tons positivos, esperançosos, narrando a história da fotógrafa Lu. Ela parte da Capital cearense em direção a Paris fugindo de um relacionamento abusivo.
Lá, depara-se com um tipo de violência diferente da cidade natal – sobretudo a hostilidade cultural por ser estrangeira e os atentados terroristas de novembro de 2015, que assolam a metrópole francesa –, que a faz retornar de onde saiu e enfrentar novos dilemas.
Para Tércia, as discussões que o livro levanta devem servir de trampolim para fomentar novos debates e olhares.
“Espero que a conversa que teremos no lançamento seja a primeira de muitas”, torce.
Serviço
Lançamento do livro “Em Plena Luz” em Fortaleza
Dia 28 de setembro, às 15h, no Museu da Fotografia Fortaleza (Rua Frederico Borges, 545 - Varjota). Contato: (85) 3017-3661. Entrada franca.
Cantor mantém instituição social em Orós e Fortaleza
Para comemorar os 70 anos de Raimundo Fagner, os jovens atendidos pela fundação do cantor preparam um musical com os principais sucessos do cearense. O espetáculo será apresentado no Cineteatro São Luiz, e contará com participação especial do cantor, que apresentará algumas canções ao violão. O evento acontece no próximo dia 13 de outubro, data em que se comemora o aniversário do artista.
A entrada será gratuita. Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria do cineteatro a partir do dia 8 de outubro. Cada participante deverá levar uma lata de leite em pó no dia da apresentação.
O show é uma realização da Fundação Raimundo Fagner, entidade criada pelo cantor que assiste crianças e adolescentes com idade entre 7 e 17 anos em condição de vulnerabilidade social. Na instituição, com sede em Fortaleza e em Orós, eles têm acesso a atividades esportivas e culturais.
O espetáculo é uma das ações da fundação em homenagem aos 70 anos do cantor cearense. Em abril, também por intermédio da instituição, Fagner lançou sua biografia, resgatando a trajetória de sucesso do cearense na música popular brasileira.
Livro inédito de São João Paulo II. Foto: ACI Prensa
(ACI).- "Cristo, a Igreja e o Mundo" é o título de um livro de catequeses inéditas do Papa São João Paulo II, escritas quando era Arcebispo de Cracóvia e cuja tradução para o italiano acaba de ser apresentada pela Livraria Editora Vaticana, em Roma.
Trata-se de uma série de 13 catequeses escritas em 1965, em polonês, nas quais o bispo Karol Wojtyla reflete sobre a essência do cristianismo a partir do discurso de São Paulo no Areópago.
O conhecido como Discurso do Areópago "é um fragmento do Livro dos Atos dos Apóstolos, no qual São Paulo proclama a verdade sobre Cristo, sobre sua Ressurreição dos mortos e sua ascensão ao céu", explica-se no epílogo do livro.
Além disso, na introdução ao texto, o Arcebispo Emérito de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, destaca o fato de que “a Divina Providência quis que este texto esquecido fosse redescoberto recentemente e fosse publicado precisamente neste momento histórico particular no qual novamente necessitamos de uma catequese profunda e geral sobre a verdade da fé”.
Os responsáveis da edição explicam que "não se sabe a quem essas catequeses estão dirigidas, não se sabe se chegaram a ser pronunciadas e, se sim, quando, e também não se sabe se elas foram publicadas em algum momento".
"O fato é que foram preservadas na forma de manuscrito composto por 39 fólios escritos em ambos os lados em tinta preta e com uma bela caligrafia sem rasuras". Cada meditação está encabeçada por uma breve oração em latim.
Uma nova luz
Em declarações exclusivas a ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, o Cardeal Luis Francisco Ladaria, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, enfatizou que essas catequeses "trazem uma nova luz".
“Não digo que seja uma luz completamente nova, mas é um aprofundamento neste discurso tão bonito de São Paulo no Areópago. Qualquer aproximação a esses grandes textos sempre nos enriquece e, quando essa aproximação é feita por uma pessoa que não tinha nada de banal ou insignificante, mas era Karol Wojtyla, é obviamente uma aproximação muito interessante”, afirmou.
Em sua opinião, não se trata de um texto "revolucionário", mas fornece uma boa explicação e um aprofundamento da ideia expressa por São Paulo do deus desconhecido "que é o Deus revelado em Cristo".
Ensinamentos do Concílio Vaticano II
Durante a apresentação do livro em Roma, o Prefeito Emérito da Congregação para os Bispos, Cardeal Giovanni Battista Re, destacou que nessas catequeses, São João Paulo II "tenta refletir os ensinamentos do Concílio Vaticano II", do qual havia participado como Arcebispo de Cracóvia. "Enfatiza que, sem Cristo, não se compreende o mundo, não se compreende o mistério do homem”.
Além disso, destacou o fato de que “cada catequese esteja precedida por uma frase em latim, uma oração. Uma frase que não está relacionada com o texto que encabeça”.
Trata-se, explicou, de um costume do Santo Papa que reflete sua profunda espiritualidade. Cada frase "é uma pequena invocação que João Paulo II costumava escrever antes de começar um texto".
Dessa maneira, "queria que cada página fosse um ato de oração, para que, antes de começar a leitura, um pensamento fosse direcionado a Deus".
Por meio de um número de WhatsApp, cidadãos poderão encaminhar dúvidas ou conteúdos para verificar a veracidade das informações
Por Agência Brasil
Para a ferramenta, foi criada uma página própria dentro do portal da Câmara dos Deputados
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados lançou ontem (25) uma ferramenta para checagem de notícias falsas. O projeto, batizado de Comprove, vai receber demandas de cidadãos e parlamentares, apurar e apresentar uma versão sobre fatos relacionados à Casa e seus integrantes. O recurso foi apresentado no seminário Fake News, Redes Sociais e Democracia, realizado em parceria com os institutos E se fosse você? e Palavra Aberta.
Por meio de um número de WhatsApp, cidadãos poderão encaminhar dúvidas ou conteúdos para verificar a veracidade das informações.
A equipe que abastece a ferramenta ficará encarregada de conferir a autenticidade e responder a demanda, classificando o material como fato, falso ou impreciso.
A iniciativa define fake news como informações com características noticiosas que não correspondem à realidade, amplamente compartilhadas por meios de comunicação com o objetivo de atrair a atenção das pessoas, na medida em que provocam reações inflamadas e irrefletidas – em geral, contra uma pessoa, uma instituição, um fato ou uma ideia.
Para a ferramenta, foi criada uma página própria dentro do portal da Câmara dos Deputados. Nela, serão disponibilizadas as checagens, que poderão ser replicadas por quem desejar. O serviço também apresenta dicas e orientações sobre como evitar, não acreditar ou reproduzir esse tipo de conteúdo.
“É um instrumento que a Câmara vai oferecer à sociedade em defesa da democracia e contra notícias falsas. Para enfrentar este fenômeno é necessário redobrar a confiança na liberdade de expressão e ter mais educação midiática para livrar este mal”, declarou o secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).
O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a importância do combate à conteúdos enganosos e ressaltou como a prática atinge a democracia e instituições democráticas, como o Parlamento. A disseminação desse tipo de mensagem, acrescentou Maia, prejudica a imagem dessas estruturas juntamente à população.
“Uma informação falsa em relação a uma votação gera ódio ao Parlamento e vontade de alguns de ir contra as instituições do Estado democrático de direito. Quando o Congresso derruba veto ao projeto de abuso de autoridade, vem a fake news: políticos vão julgar os juízes”, exemplificou, em referência à derrubada de parte dos vetos à Lei de Abuso de Autoridade.
Mostra ‘Libertas: leitura e literatura nas prisões’ está em cartaz na Biblioteca Parque Villa-Lobos
A biblioteca pública Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, recebe exposição de detentos. Foto: VALERIA GONCALEZ/ESTADAO
Os visitantes do Parque Villa-Lobos poderão conferir de perto, até o dia 20 de outubro, a exposição ‘Libertas: leitura e literatura nas prisões’, na biblioteca pública instalada dentro do local.
A mostra, aberta de terça a domingo, das 9h30 às 18h30, conta com trabalhos desenvolvidos por pessoas presas atualmente e também egressos do sistema prisional.
Ao todo, serão três ambientes para visitação: 'Cárcere e a Literatura', 'Literatura no Cárcere' e, por fim, as 'Políticas de Livro, Literatura e o Sistema Prisional'. Serão expostas obras literárias e resenhas feitas pelos detentos.
Durante a visitação, o público contará com o auxílio de monitores que são estudantes e pesquisadores universitários, além de pessoas presas no regime semiaberto e ex-detentos. A iniciativa é do Fórum Cultura, Trabalho e Cidadania e Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap), vinculada à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), por meio da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania.
Nos dias 28 de setembro e 6 de outubro, serão disponibilizadas visitas guiadas e rodas de conversa, às 14h, quando serão abordados aspectos sobre mediação de leitura voltada a grupos vulneráveis, diversidade na literatura e remição de pena pela leitura. Crianças a adultos poderão participar.
Serviço:
Exposição ‘Libertas: leitura e literatura nas prisões’
Quando: Até o dia 20 de outubro, de terça a domingo, das 9h30 às 18h30.
Onde: Biblioteca Parque Villa-Lobos
Endereço: Avenida Queiroz Filho, 1205, Alto de Pinheiros (mezanino)
Novidade vale para as empresas que já adotam o eSocial e estava prevista na Lei da Liberdade Econômica, sancionada na sexta (20)
Governo espera que a Carteira Digital desburocratize processos e "facilite o acesso ao mercado"
Foto: Thiago Gadelha
As empresas que já usam o eSocial poderão efetuar novas contrações sem exigir dos novos funcionários a Cateira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) física.
De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a nova Carteira de Trabalho Digital começou a valer hoje (24) e vai "facilitar o acesso ao mercado".
A novidade estava prevista na Lei da Liberdade Econômica, sancionada na última sexta-feira (20). A Carteira Digital é disciplinada pela Portaria nº 1.065, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, publicada na edição desta terça do Diário Oficial da União (DOU).
O documento digital está previamente emitido para todos os brasileiros e estrangeiros que estejam registrados no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Cada trabalhador terá de habilitar o documento, com a criação de uma conta de acesso no site do governo.
De acordo com o governo, a Carteira Digital vai resultar em simplificação e desburocratização.
As anotações serão realizadas eletronicamente e poderão ser acompanhadas por meio de aplicativo disponível para Android e iOS ou ainda pelo site do governo.
Cadastro Pessoa Física
Com isso, a identificação da Carteira Digital será o número do CPF do trabalhador, que segundo o Ministério da Economia passa a ser o número válido para fins de registro trabalhista. "Diante disso, é importante que os empregadores que utilizam o eSocial observem, no momento da contratação, critérios como a idade mínima dos brasileiros e estrangeiros e o amparo legal dos estrangeiros com relação ao direito a atividade remunerada no país", diz o governo.
Dividida em três categorias, ao valor da premiação total é de R$280 mil
A premiação é uma homenagem ao fotógrafo brasileiro, nascido no Ceará
Divulgação
Nesta terça-feira (24), foi divulgado o resultado final do Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia. O concurso foi dividido em três categorias, Narrativas Brasileiras, Descobertas e Outras Visões, e recebeu mais de 170 propostas inscritas de 20 estados. O prêmio total é de R$280 mil.
Em breve, serão divulgadas as informações acerca da solenidade de entrega do prêmio.
Na categoria Narrativas Brasileiras, o vencedor foi Luiz Otávio Salameh Braga (PA). Foram recebidos 29 inscrições, sendo 24 de outros estados.
Já na Descobertas, das 79 propostas as vencedoras foram as de André de Sampaio Penteado (SP) e Mauricio Soares Gomes de Oliveira (PI). A Outras Visões contou com 44 inscrições e teve como vencedoras as de Claudia Barbosa Vieira Tavares (RJ) e Letícia Lampert (RS).
O Edital da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) tem como objetivo fomentar a fotografia brasileira, além de ampliar a reflexão e a experiência artística.
"Avaliamos o prêmio e tomamos um caminho de que ele pudesse ganhar uma abrangência nacional. A própria figura do Chico Albuquerque é uma referência nacional, merece esse destaque”, afirma Fabiano Piúba, secretário da Cultura do Ceará.
O Sesc (Serviço Social do Comércio) de Campo Mourão começa nesta terça-feira (24), a 38ª Semana Literária e Feira do Livro, que também aconteceu em outras 24 unidades da entidade no Estado. A programação, que inclui espetáculos de contação de histórias, encontros com escritores, mesa-redonda, oficinas infantis e juvenis, exposição, exibição de curtas infantis, vai até sexta-feira (27).
O tema desta edição é “Literatura: vozes para (re)criar o mundo” e propõe A Semana Literária reflexão sobre a relação da literatura e os tempos atuais, as diferentes gerações de leitores e as possibilidades de leitura por meio de novas mídias.
A programação será aberta nesta terça-feira, às 9h30min, na salão social da unidade do Sesc, com contação “Histórias de Afeto”, com Fernanda Munhão (de São Paulo). Às 14h30, o espetáculo será reapresentado no mesmo local. Para às 15h15, está programado encontro com a escritora.
No dia 25, a programação será aberta com a contação de histórias “Contos de sabedoria africana”, com a Cia. Tricotando. Apresentações estão marcadas para às 9h30 e às 14h30. Às será realizado encontro com a escritora Rosana Rios (SP) e para as 20h está agendada a mesa-redonda “Literatura e Liberdades”, com os escritores Daniel Galera e Rodrigo Garcia Lopes.
Para o dia 26, está marcado espetáculo de histórias com a Cia. Mapinguary (às 9h30 e às 14h30) e às 20h haverá encontro com Lia de Itamaracá (de Pernambuco). Já para o dia 27 está programado espetáculo de contação de história com Vanessa Meriqui (SP), às 9h30 e 14h30. Às 15h15 será realizado encontro com a escritora Vanessa Meriqui.
Serão realizadas oficinas infantis e juvenis de criação literária nos dias às 10h30, 14h e 15h30. A programação inclui programação audiovisual de coletânea de curtas de animação (nos dias 24 e 27, às 11h e 16h), exposição de livros (até o dia 27, das 8h às 21h), Espaços de Leitura (das 8h às 22h) e a exposição Literatura – Vozes para (re)criar o mundo (com os artistas visuais Henrique Moura e Kemmy Fukita).
Objetivo da ação é alertar para a necessidade de preservar a memória e ampliar o acesso da população aos museus brasileiros
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) coordena a 13ª Primavera dos Museus. Até 29 de setembro, 848 instituições de todo o Brasil protagonizam um total de 2.650 eventos. Entre outras atividades, o público pode conferir uma agenda marcada por seminários, exposições, oficinas, visitas mediadas, exibições de filmes e palestras.
Em 2019, a programação é norteada pelo tema “Museus por dentro, por dentro dos museus”. A proposta é aproximar público e museus do debate em torno da preservação destes espaços. Engajar a comunidade a abraçar e defender o cotidiano museológico.
Fortaleza também está no mapa do evento e reúne os esforços conjuntos do Museu de Arte da UFC (Mauc) e Museu da Fotografia Fortaleza (MFF). As duas instituições realizam o “Seminário Interinstitucional Por dentro e para além dos museus: arte, educação e patrimônio”. O evento é aberto ao público e as inscrições são presenciais. Acontece nos dias 25 e 26 (Mauc) e no dia 27 no Museu da Fotografia, nos turnos da manhã e tarde.
Amanhã, às 9h, o Mauc protagoniza a abertura do Primavera dos Museus na capital cearense. A parceria com o Laboratório de Arte Contemporânea (LAC) e Laboratório de Investigação em Corpo, Comunicação e Arte (Licca – UFC) investe na reflexão do tema “Arte e decolonialidade”. Após abertura com as presenças da diretora do Mauc, Graciele Karine Siqueira e do coordenador geral do MFF, Pedro Sergio Lima Ortale, a manhã de quarta-feira prossegue com a conferência “Colonialidade e resistência nas artes de dizer”, com participação de Fatima Vasconcelos (Ludice Grupo de Pesquisa/UFC) e mediação de Claudiana Alencar (Uece – Universidade Estadual do Ceará).
Em seguida, o painel “Decolonizando o olhar: arte e política na periferia” recebe Karine Araújo (Coletivo Doisvetin), Leon Reis (Negritude Infinita). Rômulo Silva (Laboratório Conflitualidade e Violência – Covio – Uece) e Nágila Gonçalves (Museu da Cultura Cearense). No turno da tarde, às 13h, Iago Barreto Soares (Caravana do Museu Indígena Tremembé de Almofala) e Leandro Santos Bulhões de Jesus (UFC) iluminam “Artes e Museus Indígenas no Ceará”.
Por volta de 15h, “Processos criativos afro-indígenas: curadorias decoloniais” reúne Aline Furtado, Clébson Oscar, Izabelle Louise Tremembé (Licca/UFC) e Eduardo Moreira (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE)
Proteção dos museus e inclusão destes espaços no dia a dia dos brasileiros é um desafio, argumenta Pedro Sergio Lima Ortale. Para o representante do MFF, o Brasil é dono de um patrimônio cultural significativo. A discussão da preservação e acesso a este acervo é significativo. “O debate é rico e questiona como os educadores podem potencializar a ação dos museus como equipamentos culturais vivos e que dialogam com a sociedade”, pontua o entrevistado. É uma demanda que exige atenção tanto da comunidade como de gestores.
“Os museus são equipamentos que salvaguardam a memória, a discussão sobre cultura. Falamos muito da nossa diversidade e observamos pouco que ela está não só nos museus, como teatros e outros locais onde se realiza a arte. Isso é pouco valorizado. 10% do PIB da França advêm do turismo de espaços e equipamentos culturais”, alerta Ortale.
Coletividade
A perda irreparável causada pelo incêndio no Museu Nacional, em setembro de 2018, ainda repercute no meio acadêmico. Em nota de divulgação do Primavera dos Museus, o Ibram reconhece que a crise do setor museológico nacional exige de instituições, profissionais e sociedade novas formas de prevenção, gestão e manutenção.
A ideia de que os museus são guardiões da história é uma situação que envolve esforços da coletividade. “O ato de produzir processos, guardar artefatos e expor memoráveis coleções, sem abrir mão da segurança, demanda batalha diária contra os mais variados agentes de riscos que ameaçam de maneira incessante a integridade física e química dos museus e seus acervos, pois existir é correr riscos e resistir é combater riscos”, diz o Instituto.
Acessibilidade aos muitos públicos é um dos temas do evento
Sula Bassi
A participação do Museu da Fotografia nesta 13ª edição reafirma a atuação do equipamento na divulgação da cultura e ensino. “O MMF se reafirma como espaço relevante para o Ceará e Brasil. É reconhecido como espaço que dialoga com a produção e a ciência fotográfica, a partir de outros ambientes ou dimensões da cultura. A partir de um olhar sobre a produção estética, dialoga fortemente com a sociedade, realiza projetos na comunidade e a traz para conhecer o museu”, arremata o gestor.
Na quinta (26), a conferência “Por que um museu pode ser perigoso?” traz o debate de Francisco Régis Lopes Ramos (UFC) e Saulo Moreno Rocha (Mauc/UFC). Outras abordagens como “Dia de visitar o Museu: qual o papel do professor?” (Berenice Abreu - Uece) , “Educando o olhar: patrimônio, cultura e cidade” (Edilberto Florêncio - UVA) e “Museu, educação e patrimônio industrial” (Patricia Xavier - Museu da Indústria) são destaques.
Na sexta (27), o temano MFF será “Por dentro dos museus: estratégias de salvaguarda e comunicação do patrimônio”. Outras discussões envolvem “Documentação e conservação do patrimônio musealizado”, que aproxima do público a Casa de José de Alencar e os seus múltiplos acervos.
O painel “Acessibilidade e inclusão: democratização do acesso e fruição do patrimônio cultural” evidenciam o processo de contínuas políticas de contato da sociedade com as peças dispostas nos museus. Keli Pereira, Larissa Sales (MFF), Marcia Bitu Moreno, Lara Lima e Carlos Viana (Museu da Cultura Cearense) são alguns dos convidados do dia.
A Primavera dos Museus busca a reflexão dos brasileiros em torno da sua história. Conhecer estes espaços por dentro simboliza identificar raízes, saberes e demandas sociais que ainda carecem de informação. Assim, preservar o passado é um ato de constante reflexão.
Serviço
13ª Primavera dos Museus
De 25 e 27 de setembro, no Museu da Fotografia Fortaleza (Rua Frederico Borges, 545, Varjota) e Museu de Arte da UFC (Av. da Universidade, 2854, Benfica). Gratuito.
Programação
Quarta-feira (25)
Local: Museu de Arte da UFC (MAUC)
Tema: Arte e decolonialidade – parceria com o Laboratório de Arte Contemporânea (LAC) e Laboratório de Investigação em Corpo, Comunicação e Arte (LICCA) – UFC
09h: Abertura – Graciele Karine Siqueira (diretora do Museu de Arte da UFC) e Pedro Sergio Lima Ortale (Coordenador geral do Museu da Fotografia Fortaleza)
09h30: Conferência: Colonialidade e resistência nas artes de dizer
Fatima Vasconcelos (Ludice Grupo de Pesquisa/UFC). Mediação: Claudiana Alencar (UECE – Universidade Estadual do Ceará)
10h30: Painel 1: Decolonizando o olhar: arte e política na periferia
Karine Araújo (Coletivo Doisvetin); Leon Reis (Negritude Infinita); Rômulo Silva (Laboratório Conflitualidade e Violência – COVIO – UECE)
Mediação: Nágila Gonçalves (Museu da Cultura Cearense)
13h: Conferência: Artes e Museus Indígenas no Ceará
Iago Barreto Soares (Caravana do Museu Indígena Tremembé de Almofala)