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Festival do Rio busca apoio no 'crowdfunding'

As dificuldades devem-se aos cortes de patrocínio da Petrobras e da Ancine, que alocava recursos por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, ambas decisões do Governo Federal.
Festival de Cinema do Rio de Janeiro.
Festival de Cinema do Rio de Janeiro. (Divulgação)

Ameaçado pela falta de patrocinadores para realizar sua 21ª edição, o Festival do Rio adiou quanto pôde a decisão de abrir "crowdfunding" para levantar recursos. Na semana passada, e chegando ao limite para conseguir realizar o evento nas datas anunciadas - 7 a 17 de novembro -, o festival rendeu-se e abriu a campanha no site Benfeitoria. Como informa sua diretora artística, Ilda Santiago, o objetivo é alcançar três metas - R$ 500 mil, R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão. Nenhuma delas cobre o custo do festival. Mantido o orçamento do ano passado, que já foi apertado, o festival consome R$ 4,5 milhões.
"Temos um acordo com o Governo do Estado, que garante isenção de ICMS a empresas que quiserem colocar dinheiro no festival. Mas precisamos da subscrição do público para alavancar esses patrocínios. Está sendo uma experiência muito forte e até emocionante. Não é só a questão econômica, é a resposta das pessoas que nos permite avaliar o quanto o festival é importante para elas. O público tem postado coisas lindas, verdadeiras declarações de amor. Tem gente que oferece a própria casa para abrigar os convidados. Mas os R$ 500 mil de que dispomos não nos garante nada. Precisamos de muito mais. Felizmente, com a arrecadação via subscrição já surgiram empresas interessadas. Como não fechamos nada, é preciso manter o sigilo." Ilda não fornece nomes.
Uma equipe segue trabalhando na seleção. "Mas é um núcleo muito pequeno, que tem trabalhado no amor. A questão é que viabilizar um festival é complicado. Tem as datas, a logística, o transporte. Nada disso se resolve de um momento para outro. Já estamos no limite para conseguir manter as datas de novembro", ela anuncia. Ilda não descarta o encolhimento do festival, mas diz que, se isso ocorrer, só a seleção internacional será atingida. "O festival sempre foi uma janela para trazer ao Brasil o que de mais avançado se produz no mundo. E o Rio tem uma mística, a Cidade Maravilhosa, que atrai artistas e o público de todo o mundo. Essa cidade tem sofrido tanto que realizar o festival é fundamental para a gente. O Rio merece, O Rio precisa para melhorar sua autoestima".
A preocupação é com a Première Brasil. "Ela sempre foi a menina dos olhos. Converteu-se na grande vitrine nacional e internacional do cinema brasileiro. Tudo o que a gente quer é manter a Première integralmente", garante. Entre documentários e ficções, inscreveram-se 300 títulos. Todo mundo sonhando com o Redentor, o troféu do festival. As dificuldades devem-se aos cortes de patrocínio da Petrobras e da Ancine, que alocava recursos por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, ambas decisões do Governo Federal.

Agência Estado

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