Apóstolo Paulo

Gonzaga Mota*
Paulo, anteriormente chamado Saulo, dotado de bom nível educacional, ia certa vez a caminho de Damasco, procurando e prendendo cristãos. No trajeto ouviu uma voz dizendo: "Saulo, Saulo, por quê me persegues"? No mesmo instante, uma forte luz brilhou e o cegou. A voz era de Jesus Cristo (At 9: 4-6). Ficou em Damasco, conforme estabelecido. Jesus enviou um homem chamado Ananias, para devolver-lhe a visão e batizá-lo (At 9: 17-19). Ocorreu a conversão de Saulo. De inimigo cruel, tornou-se um dos grandes teólogos do Cristianismo. Começou a pregar e a escrever sobre os fundamentos básicos anunciados por Cristo.
Suas Epístolas revelam, no Novo Testamento, a importância da palavra de Deus, ou seja, da Bíblia. Paulo, segundo os estudiosos, foi autor de 13 cartas, escritas a comunidades distintas. A coletânea "Corpus Paulino" é formada por sete Cartas "proto-paulinas (ele próprio as escreveu: Romanos, Gálatas, 1 Tessalonicenses, 1 e 2 Coríntios, Filipenses e Filémon) e seis "dêutero-paulinas" (escritas por seus discípulos: 1 e 2 Timóteo, Tito, Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses). Nas 13 Epístolas, estão evidentes o amor a Deus, ressaltando sobretudo a fé, bem como ao próximo, identificado nas propostas de solidariedade, de não corrupção e de justiça (vide Carta aos Romanos 12:9-10). Sua missão foi percorrer comunidades, anunciando o Evangelho. A incerteza, a ganância e a perplexidade generalizadas, hoje em dia, devem levar as populações a um processo de meditação, visando às soluções de paz e de justiça. Como disse São Francisco de Assis: "Não vos esforceis pelas honras do mundo, mas honrai o Senhor".

*Professor aposentado da UFC
 

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