Museu Nacional de Belas Artes comemora 81 anos com duas novas exposições

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
 Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA, em comemoração aos 81 anos do Museu Nacional de Belas Artes (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Gravura mostra a Avenida Central, atual Avenida Brasil, inagurada em 1904  Fernando Frazão/Agência Brasil
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no centro do Rio de Janeiro, comemora neste sábado (13) 81 anos de fundação com a inauguração de duas novas exposições: A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA e O Espaço da Arte. A primeira traz pinturas, documentos, objetos, gravuras e fotografias que resgatam a história da instituição, que teve origem na Academia Imperial de Belas Artes, e a segunda é uma prévia do cenário da nova Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea do museu, que em breve será reformulada.
Os curadores dividiram a mostra A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA em três eixos. No primeiro, são enfocados a Academia Imperial de Belas Artes, fonte da coleção do MNBA, e os desenhos do arquiteto que concebeu a academia, o francês Grandjean de Montigny.
O segundo eixo, intitulado Avenida Central, trafega pela modernização do Rio de Janeiro. Dele faz parte a inauguração, em 1904, da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco. A terceira parte da exposição aborda a preservação do museu, mostrando a restauração do prédio, cuja inauguração completa 110 anos neste ano.
“A exposição coroa o final das comemorações dos 80 anos do museu e trata especificamente do prédio. A gente trata o prédio como se fosse a primeira obra de arte do museu”, disse uma das curadoras, Lúcia Ibrahim. “A gente conta a história dele inserida no contexto da criação da Avenida Central”.
O Espaço da Arte
 O Espaço da Arte, inaugurada pela comemoração dos 81 anos do Museu Nacional de Belas Artes (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O Espaço da Arte reúne obras diversas que fazem parre da coleção do museu  1Fernando Fraxzão/Agência Brasil
A outra mostra aberta neste sábado, O Espaço da Arte, constitui uma prévia do cenário da nova Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea do museu, que em breve será reformulada. A exposição reúne 51 obras da coleção do MNBA, incluindo nomes como Iberê Camargo, Guignard, Ivan Serpa, Cândido Portinari, Flávio de Carvalho, Djanira e Fayga Ostrower.
Segundo a diretora do MNBA, Monica Xexéu, a exposição busca refletir a noção do espaço e as transformações visuais na arte brasileira ao longo das últimas décadas.
“O objetivo foi trabalhar a espacialidade da obra de arte. A mostra foi dividida em três núcleos que mostram como o artista trabalhou o espaço da obra”, disse uma das curadoras, Laura Abreu. “No primeiro núcleo, a gente vê alguns artistas como Guignard, Portinari e Djanira. Nas obras selecionadas, ainda é possível identificarmos uma relação com a realidade”, ressaltou Laura.
No segundo núcleo, dizem os curadores, as obras assumem a postura investigativa de experimentar e entender as possibilidades e caminhos para a espacialidade num lugar entre a figuração e a abstração. É exemplo desse momento o quadro Cidade Iluminada, de Antonio Bandeira.
No terceiro núcleo, a abstração é assumida, informou o curador Daniel Barreto. “Em todas as salas, a gente colocou uma obra do Iberê Camargo, porque ele acompanha a transformação e vivencia todas essas espacialidades na sua obra. É muito didático porque você identifica todos esses momentos com muita clareza.”

Comentários

Mais Visitadas

Trinta Anos de Ordenação Sacerdotal do Pe. Geovane Saraiva

Parabéns, Padre Geovane!

Exposição traz obras do cearense José Ximenes

Para especialistas, pais devem acompanhar uso da internet por crianças

Michelle Bachelet será a nova chefe de direitos humanos da ONU