Mulheres dominam o júri do Festival de Cannes

Cate Blanchett, que sucede como presidente do júri o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, será a 12ª mulher a comandar o júri em 71 edições do festival.
O anúncio dos vencedores do festival está previsto para 19 de maio.
O anúncio dos vencedores do festival está previsto para 19 de maio. (Alberto Pizzoli/AFP/Getty Images)

Um júri majoritariamente feminino, presididido pela atriz australiana Cate Blanchett e com as presenças das atrizes Kristen Stewart e Léa Seydoux, definirá o vencedor da Palma de Ouro, na primeira edição do Festival de Cannes desde as revelações de assédio sexual no mundo do cinema e do escândalo Weinstein.
"Diante de uma competição com um perfil renovado, que apresenta cineastas que comparecem pela primeira vez, o júri da próxima edição do Festival de Cannes convida cinco mulheres, quatro homens, sete nacionalidades e cinco continentes", anunciou o festival em um comunicado.
No júri, a atriz americana Kristen Stewart ("Crepúsculo") e a francesa Léa Seydoux ("Azul é a Cor Mais Quente") estarão ao lado do diretor canadense Denis Villeneuve ("Blade Runner 2049"), do francês Robert Guédiguian ("A Cidade Está Tranquila)" e da diretora americana Ava DuVernay ("Selma"), além do ator taiwanês Chang Chen, da cantora Khadja Nin (Burundi) e do diretor russo Andrei Zviaguintsev, vencedor do Prêmio do Júri no ano passado por "Sem Amor".
Cate Blanchett, que sucede como presidente do júri o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, será a 12ª mulher a comandar o júri em 71 edições do festival e a primeira desde Jane Campion, em 2014.
A atriz de 48 anos, vencedora do Oscar, foi uma das primeiras celebridades a tomar posição contra o produtor Harvey Weinstein, acusado desde outubro do ano passado por agressão e estupro por várias mulheres, sobretudo atrizes.
"Após o escândalo Weinstein, o mundo não será o mesmo, o Festival de Cannes não será o mesmo", afirmou na semana passada o diretor geral do evento, Thierry Frémaux, ao anunciar a seleção oficial de filmes. Ele prometeu ainda a presença de organizações de apoio às mulheres.
A competição oficial terá três diretoras (contra 15 homens): a francesa Eva Husson, a italiana Alice Rohrwacher e a libanesa Nadine Labaki, um número menor que o registrado em 2011, por exemplo, quando quatro mulheres disputaram a Palma de Ouro.
Lars von Trier?
Após o anúncio dos filmes que disputarão a Palma de Ouro na semana passada, das produções da Semana da Crítica na segunda-feira e da Quinzena do Realizadores na terça-feira, a revelação dos integrantes do júri era o último passo para o festival, que começará em 8 de maio.
O filme de abertura do festival será "Todos lo saben", do iraniano Asghar Farhadi, rodado em espanhol e protagonizado por Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín.
A mostra oficial ainda pode receber mais filmes, como "The House that Jack Built", de Lars von Trier, com Uma Thurman e Matt Dillon, afirmou Thierry Frémaux.
O presidente do Festival, Pierre Lescure, "trabalhou nos últimos dias para retirar o status de persona non grata" do cineasta dinamarquês, que em 2011 causou polêmica em Cannes ao afirmar "entender Hitler". Depois o diretor pediu desculpas.
A imprensa especializada também cita a possibilidade de "High Life", da francesa Claire Denis, com Robert Pattinson, Patricia Arquette e Juliette Binoche, ser incluído na disputa pela Palma de Ouro.
O Festival de Cannes também tenta atrair a Netflix, que se recusa a participar do evento porque seus filmes não podem participar das mostras competitivas.
O anúncio dos vencedores do festival está previsto para 19 de maio.

AFP

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