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João XXIII: Emília Nadal destaca a importância ecuménica do futuro santo

Pintora recorda o momento em que privou com o Papa italiano

D.R.
Lisboa, 22 abr 2014 (Ecclesia) - A pintora Emília Nadal recorda o Papa João XXIII (1881-1963) como “uma figura muito importante no que diz respeito ao ecumenismo” e lembra o momento em que o conheceu pessoalmente.
“O Papa João XXIII teve uma grande importância na questão ecuménica e isso comprova-se com vários exemplos como quando ele na Turquia depois de um terramoto vai viver para as tendas juntamente com muçulmanos ou ainda quando, na II Guerra Mundial, ele pessoalmente e através do seu cargo ajudou muitos judeus”, enaltece Emília Nadal em declarações à Agência ECCLESIA.
A pintora portuguesa recorda o momento em que conheceu o Papa João XXIII numa audiência privada em que este recebeu no Vaticano “cerca de 15 pessoas” e entre elas estava a pintora e um grupo de jovens portugueses.
“Acolheu-nos com aquela bondade e humanidade que ele tinha e dizemos-lhe: Santo Padre há uma Igreja nova em Portugal que não é aquela que se vê de fora e se imagina com uma certa tonalidade política mas sim esperançosa por isso pode contar connosco”, relembra Emília Nadal.
Desde então o Papa pediu ao seu secretário, o agora cardeal Loris Francesco Capovilla, para “recolher os endereços daqueles jovens portugueses e que até ao fim da sua vida mantiveram contacto”.
A pintora portuguesa revela que por onde passou João XXIII fez de tudo, “foi enfermeiro e capelão hospitalar na I Guerra Mundial, trabalhou nas paróquias e era um homem rural, filho de uma família camponesa muito pobre, trabalhou sempre nas questões sociais em todo o lado onde esteve”.
“Quando ele morreu viveu-se uma comoção geral, era um homem muito querido”, sublinha.
O Papa Francisco presidiu no dia 30 de setembro de 2013 a um consistório ordinário público no Vaticano para aprovar as causas de canonização de João Paulo II e João XXIII, marcando a cerimónia para o próximo domingo.
A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação, por parte da Igreja, de que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
HM/MD

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