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IGREJA/FAMÍLIA: CONSELHO EUROPEU DO ENCONTRO MATRIMONIAL PROJETA FUTURO EM FÁTIMA

Agência Ecclesia 18 de Maio de 2016, às 09:20       

«Comunicação» é o segredo do movimento destinado a casais, padres e religiosos

Lisboa, 19 mai 2016 (Ecclesia) – O Conselho Europeu do Movimento Encontro Matrimonial (EM), que tem como objetivo aprofundar a relação dos casais e acolhe também religiosos e sacerdotes, vai reunir-se entre quarta-feira e domingo, em Fátima.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, António Marques de Carvalho, da equipa coordenadora europeia do EM, explica que “uma das prioridades” do movimento com a reunião é “aprofundar a sua forma de estar no mundo, ser atraente” e que outros possam “beneficiar” o seu carisma próprio, a partir desta quinta-feira.

“Uma das características é a troca de boas práticas a partir do diagnóstico das realidades nos diferentes países”, observa o responsável, acrescentando que no Conselho Europeu depois das análises locais e sua apresentação “procurar-se que todos vivam as preocupações e entreajudem-se”.

De 19 a 22 de maio, Fátima vai receber elementos de 12 países que representam 13 comunidades, uma vez que a Bélgica está dividida na parte flamenga e francófona, e do programa constam momentos de partilha e reflexão, oração e convívio.

António Marques de Carvalho refere que o Movimento Encontro Matrimonial pretende ser um exemplo para os casais e para os sacerdotes e religiosos na possibilidade de “ser feliz, de comprometer-se para a vida”, na entreajuda e no aprofundando da comunicação.

“Podemos ser fiéis ao sacramento que celebramos e que queremos ser sinal para o mundo”, acrescentou.

A comunicação é um dos objetivos e segredos do Encontro Matrimonial que “nasceu” para “melhorar a comunicação instituindo o diálogo”, aprofundando técnicas de “diálogo profundo, de sentimentos”.

Luísa Marques de Carvalho recorda que foram convidados a fazer o “fim de semana” do EM em 1983, um ano depois do movimento chegar a Portugal, e diferencia que se pode conversar mas não é o mesmo que “dialogar”.

“Esta descoberta (dialogar) ligada aos sentimentos vai fazer-nos namorar novamente e é um desafio constante, nunca está completo. O diálogo diário é muito importante”, assinala a entrevistada.

O EM não é apenas para casais e integra também sacerdotes e religiosos, como é o caso de Manuel Rocha que revela que “é melhor padre” desde que fez o “fim de semana” porque aprendeu “a comunicar”, a revelar-se e “a deixar de ter medo” dos seus medos.

“Sou capaz de fazer um trabalho completamente diferente com os paroquianos e com toda a gente com que me cruzo”, observa o sacerdote.

Segundo o padre Manuel Rocha, o Movimento Encontro Matrimonial é ‘sui generis’ porque o sacerdote “não é o conselheiro, o assistente, mas equipa” e “é fundamental que o casal da sua partilha “faça partilha, o sacerdote faça as suas” uma vez que é nessa interligação que “ambos enriquecem”.

O “fim de semana” do EM começa normalmente sexta-feira à noite e termina no domingo seguinte à tarde e durante esse período os participantes têm um conjunto de 14 temas – como comunicação, diálogo profundo, sentimentos - que vão sendo trabalhados e partilhados pelos casais, por isso, o padre Manuel Rocha considera que é “diferente” de outros encontros da Pastoral Familiar porque o trabalho “é feito pelo casal, há pistas que se dão, técnicas que se avançam” mas eles analisam “a sua vida” e refletem sobre o que podem “melhorar”.

No seu sítio na internet, o Encontro Matrimonial - Worldwide Marriage Encounter (em inglês) explica que é um movimento mundial, nasceu nos Estados Unidos da América, e com meio século de existência está presente em cerca de 90 países dos cinco continentes.

PR/CB

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