Aplicativo conecta hemocentros a doadores usando Facebook


Em caso de necessidade de doação do seu tipo de sangue, o doador recebe uma notificação pelo Facebook ( Foto: Divulgação )
Alunos de engenharia da Universidade Federal de Santa Maria (RS) em outubro de 2016, criaram uma plataforma que conecta possíveis doadores de sangue aos hemocentros de suas cidades. Por meio de notificações via redes sociais, o aplicativo (que funciona em celulares, PCs e tablets), está cadastrado em 11 locais do país, como Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
Como funciona
Ao fazer o cadastro no Hemotify, o doador fica sabendo das necessidades de cada hemocentro baseado em seu tipo sanguíneo. Em caso de necessidade de doação do seu tipo de sangue, o doador recebe uma notificação pelo Facebook. Os hemocentros contam com um painel de controle dos cadastros, por meio do qual são selecionados os doadores de acordo com a demanda do momento.  
"A plataforma vem para tentar solucionar o problema de falta de estoques de sangue e tenta manter constante a frequência de doações, visto que existem períodos em que existe muita doação (e parte do estoque é jogado fora devido à validade), e poucas doações, como nos dias que ocorre o carnaval”, disse um dos criadores do Hemofity, Gabriel Branco.
Cadastro dos hemocentros 
No site do Hemotify há uma aba por meio da qual os hemocentros de todo o Brasil podem fazer o cadastro para receberem doadores de sangue, sem nenhum pré-requisito.
Além do ato solidário de doar sangue, é possível contribuir para o desenvolvimento da plataforma na “vaquinha virtual". Para realiza-lo, basta entrar no site (catarse.me/projetohemotify) e contribuir com a quantia desejada.
Para doar sangue as recomendações são: estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos e pesar no mínimo 50kg. É preciso ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas) e evitado alimentação gordurosa quatro horas antes. 
Ao chegar ao local da doação de sangue é necessário apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).
Segundo a Organização Mundial da Saúde, no ano de 2016, apenas 1,8 % da população do país doou sangue.

Diário do Nordeste

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