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Índios guarani usam o rap para denunciar problemas sociais

Falta de saneamento básico e acesso à saúde são um dos assuntos abordados pelo grupo.
Indígenas mostram o cotidiano das aldeias nas letras das músicas.
Indígenas mostram o cotidiano das aldeias nas letras das músicas. (Divulgação)

Com versos que misturam português e a língua guarani, o jovem Jefinho Karai Xondaro, de 17 anos – que mora em uma aldeia na região do Jaraguá, zona oeste da capital paulista – usa o rap para chamar a atenção para problemas enfrentados pelos povos indígenas. “É protesto, é grito de guerra”, diz Jefinho sobre o tema das músicas que canta com o grupo Oz Guarani.
Em uma das letras, o jovem denuncia uma das lutas mais importantes dos indígenas, a demarcação de terras. “Carrego na mente conflitos do passado. Povos e mais povos sendo massacrados. Tentando proteger suas terras. Perderam suas vidas e também os seus direitos. Cadê nosso respeito?”
Apesar do reconhecimento pelo governo federal, que demarcou, há três anos, a área ocupada pelos guaranis no Jaraguá, o conflito ainda não acabou. Segundo Karai Ryapua, de 52 anos, um dos coordenadores da tribo, existe uma ação que tenta reverter a portaria que determinou a demarcação.
“É muito complicado quando não se tem o reconhecimento”, disse Ryapua. Os guaranis estão divididos em três aldeias na região, sendo que uma delas, com 1,7 hectare, fica numa área bastante urbanizada, que praticamente descaracteriza uma terra indígena. “Somos 700 guaranis em uma área de 1,7 hectare, que é uma terra muita pequena”, lamentou.
Problemas sociais
Os problemas na aldeia são assunto das músicas de Jefinho. Falta de saneamento básico, acesso à saúde e até mesmo o grande número de gatos e cachorros abandonados e doentes no local. “As pessoas passam de carro e deixam os animais, que acabam ficando na nossa aldeia. Nós, como indígenas, não conseguimos entender como as pessoas podem abandonar esses animais assim”, criticou.
Jefinho também canta sobre a perda de amigos guaranis, que morreram ainda na adolescência. “Tem que ser forte, senão, aqui já é morte. Salva a sua vida, sou guerreiro, aqui fica. O amigo meu não teve o mesmo dia. O munda dá volta e nós 'tem' que vencer”, diz a letra de sua música.

Agência Brasil

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