Manifestações e homenagens marcam cerimônia da Inconfidência em Ouro Preto

Cerimônia teve como principal homenageado, in memoriam, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela (Veronica Manevy/Imprensa MG)
A defesa da luta incessante pela liberdade, pela justiça social, a democracia e a igualdade de direitos marcaram o discurso do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, nesta sexta-feira (21/4), durante a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto, Território Metropolitano. A cerimônia teve como principal homenageado, in memoriam, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. 
A professora Valdênia Geralda de Carvalho, Diretora Administrativo-Financeira da Dom Helder, foi uma das agraciadas com a Medalha da Inconfidência Foi a segunda vez que ela recebeu a condecoração. Em 2012, Valdênia foi uma das homenageadas pelo então governador Antônio Anastasia. 
Cerca de 130 dos 171 homenageados participaram da solenidade. Celebridades da Globo como Wagner Moura, Camila Pitanga, Letícia Sabatella e Marieta Severo não compareceram para receber a condecoração.O ato foi marcado pela falta de participação popular. Professores da Rede Estadual de Minas protestaram contra as reformas propostas pelo Governo Federal. Aplausos só ocorreram quando foram chamados o técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, e a cantora Fernanda Takai.
Lava Jato
Dos cinco políticos denunciados nas delações premiadas da Lava Jato e que seriam homenageados hoje com a medalha, apenas um compareceu: Renan Filho, governador de Alagoas e filho do senador Renan Calheiros.
Os ausentes foram os governadores Flávio Dino (do Maranhão), Rui Costa (da Bahia), Tião Viana (do Acre) e Ricardo Vieira (da Paraíba), além do deputado federal mineiro Fábio Ramalho.
Discurso
Durante discurso, Pimentel destacou os exemplos de Mandela e Tiradentes como dois dos principais líderes a serem seguidos para “superar as dificuldades e os impasses surgidos na sociedade”.
“Estamos hoje aqui reunidos para celebrar a memória de dois homens, dois heróis, dois símbolos.  Tiradentes, nosso patrono, e Nelson Mandela, nosso homenageado. Ambos são personagens que permanecem no Panteão da História representando o ideal mais sublime da cidadania, o valor mais sagrado de qualquer Nação: a liberdade”, disse.
O governador afirmou ser dever histórico relembrar o suplício a que Tiradentes foi submetido em 21 de abril de 1789, assim como os 27 anos de prisão arbitrária e injusta impostos à Nelson Mandela.
“Nesta marcha tormentosa do século 21, vamos encontrar, na personalidade singular de Nelson Mandela, uma referência que, trazendo o drama existencial de Tiradentes para o nosso tempo, sintetiza a saga daqueles que lutam pela dignidade humana e se sacrificam pela liberdade e pela paz”.

Redação Dom Total

Comentários

Mais Visitadas

As dores da humanidade

Tudo começa com o caderno de caligrafia

Missão da Unesco faz primeira visita ao Museu Nacional

14 etnias não têm seu idioma original preservado no Estado do Ceará

Adjetivando a vida