MEC restringe Ciência sem Fronteiras para pós-graduação

O Ministério da Educação (MEC) decidiu restringir o Ciência sem Fronteiras (CsF) para estudantes de pós-graduação. Lançado em julho de 2011, o programa de intercâmbio que bancava estudantes em cursos no exterior se tornou uma das principais bandeiras da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo a avaliação do MEC, o CsF não trouxe resultados devido à deficiência em inglês dos brasileiros e à falta de diretrizes claras sobre que perfil de aluno deveria ser financiado. A informação circulou ontem a partir de postagem no blog Lauro Jardim.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) mantém editais para bolsas de pós-graduação e pós-doutorado e estágio sênior no exterior. Em 2017, informou o MEC, serão cerca de 5 mil bolsas nestas categorias.

Segundo nota divulgada ontem, 2, no site do ministério, o CsF está funcionando plenamente como programa de internacionalização para pós-graduação (mestrado, doutorado, pós-doutorado e atração de jovens cientistas). “O CsF para graduação encerrou com o último edital de 2014, no Governo Dilma. Há bolsistas remanescentes deste edital no exterior e visitantes no Brasil. O número chega a 4 mil. A atual gestão encontrou o programa com dívidas elevadas deixadas pelo governo anterior. Estudantes estavam no exterior sem recursos. A primeira e imediata providência da atual gestão foi garantir recursos financeiros para honrar os compromissos assumidos com os bolsistas no exterior, a fim de não prejudicá-los”, diz o MEC.

A nota ainda informa que, em julho de 2016, após uma avaliação criteriosa da modalidade graduação, o ministério chegou à conclusão de que era alto o custo para manter os alunos estudando fora do País: “eram 35 mil bolsistas de graduação a um custo médio no exterior de R$ 100 mil por ano, enquanto o custo anual da merenda escolar, por aluno, é de R$ 94”.

“Durante 2015, o MEC destinou R$ 3,7 bilhões para manter o Programa Ciência sem Fronteiras - o mesmo valor investido na merenda escolar de 39 milhões de alunos da Educação Básica no País. Diante desse quadro, o Ciência sem Fronteiras permaneceu com foco na pós-graduação. Atualmente, a Capes discute novas estratégias de internacionalização e apoio à excelência nas universidades”, completa o texto. (das agências)

O Povo

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