Sucesso da literatura mundial, a obra "A Cabana" agora chega aos cinemas

Lançado pelo escritor canadense William P. Young em 2007, o livro "A Cabana" foi um fenômeno mundial, ultrapassando 22 milhões de cópias vendidas. O romance estreou e permaneceu na Lista de Best-Sellers do New York Times em 1º lugar por mais de 70 semanas, sendo publicado em cerca de 40 idiomas.

Para transpor a sensível história para as telonas, a produção contratou os roteiristas John Fusco, da aventura "O Reino Proibido" (2008), e a dupla pouco conhecida Andrew Lanham e Destin Daniel Cretton. A direção ficou a cargo do cineasta inglês Stuart Hazeldine, responsável por "Exame" (2009), seu único longa-metragem até então.

A trama mostra uma viagem de elevação espiritual de um pai. Depois de sofrer uma tragédia familiar, Mack Phillips, interpretado por Sam Worthington, entra em uma depressão profunda, que o faz questionar suas crenças mais íntimas.

Enfrentando uma crise de fé, ele recebe uma carta misteriosa que o convida a ir até uma cabana abandonada no coração de uma floresta do Oregon. Apesar de suas dúvidas, Mack viaja até a cabana e encontra um trio enigmático de estranhos liderados por uma mulher chamada Papai, papel de Octavia Spencer.

Por meio deste encontro, Mack descobre importantes verdades que transformarão sua compreensão de sua tragédia e mudarão sua vida para sempre.

Elenco

A escolha do elenco foi essencial para dar a cara hollywoodiana para "A Cabana". Sam Worthington ficou interessado pelo projeto por discutir algumas questões enigmáticas da vida. "Tive uma reação visceral ao roteiro e essa reação me compeliu a ler o livro", diz o ator.

"Me conectei emocionalmente com esta história, especialmente porque tenho uma família jovem e percebi o que aconteceria se minha família, se meu filho me fosse arrancado. Queria usar o Mack para explorar estes temas de vida e morte e questionar: quem é o culpado por partir seu coração? Quem é o culpado por destruir sua fé? Estas são perguntas muito importantes que acho que todo mundo acaba fazendo em algum momento de suas vidas", completa.

Octavia Spencer, vencedora do Oscar por "Histórias Cruzadas" (2011), já era fã do livro, por isso não teve como recusar o convite. "Fiquei profundamente comovida, porque ele (o livro) passa uma percepção orgânica. As perguntas colocadas a Deus de alguma forma parecem a jornada de cada ser humano, inclusive a minha própria. Passei por perdas na minha vida, mas a coisa que traz você de volta é sua fé, portanto entendo a jornada do Mack de muitas maneiras", conta.

A atriz brasileira Alice Braga já havia ouvido falar do livro por meio de amigos e estava curiosa para ver como o roteiro abordaria o material sem pontificar ou ser exageradamente religioso. "Interpreto a Sabedoria... Adoro falar isso porque nunca tive o papel de uma personagem como ela",revela.

"Estava realmente interessada em ver como você pode falar de julgamento e de Deus sem que pareça um sermão. A Sophia é realista e se conecta com o Mack de uma maneira muito humana, ela está tentando levá-lo para um lugar de compreensão para que ele consiga se desencarcerar e ficar livre, no sentido de abrir mão do passado - e para que entenda que a vida segue, mesmo quando você sofre uma perda terrível", finaliza a atriz.

Diário do Nordeste

Comentários

Mais Visitadas

O Irmão Carlos de Foucauld

Há 50 anos, primeira mulher negra era eleita ao Congresso nos EUA

MASP completa 50 anos de histórias

Memorial do Holocausto lembra 80 anos da Noite dos Cristais em SP

Escreve Pe. Jocy - Dom Delgado