1º de maio: Organizações católicas unem-se em defesa da dignidade laboral

Propostas apresentadas em novo documento, subscrito por empresários e trabalhadores

Lisboa, 01 mai 2017 (Ecclesia) – A Plataforma ‘Compromisso Social Cristão’, que congrega sete instituições da Igreja Católica em Portugal, acaba de lançar uma proposta de reflexão para a celebração o 1.º de maio, sublinhando a “dignidade” de quem trabalha ou procura emprego.
“Queremos em conjunto procurar ações concretas que nos façam ser parte ativa neste olhar de uma ecologia integral que crie a mudança, promova a criação de valor para todos, promova uma cultura de inclusão, em vez de exclusão, promova a dignidade de todos e de cada um dos trabalhadores, em vez de uma cultura utilitarista e de descarte”, explica o documento, intitulado ‘Ser Cristão no Trabalho: um desafio’.
Os signatários identificam questões que geram preocupação, como “o elevado nível de desemprego” existente, a “fragilidade e precariedade” dos vínculos laborais, a “falta de escala e produtividade” de muitas empresas e a existência de “um Estado frágil que anualmente gasta mais do que recebe”.
A Plataforma ‘Compromisso Social Cristão’ refere que se aspira “a promover a transformação cultural” de que o mundo necessita é preciso “procurar caminhos e percorrê-los em conjunto”, porque “todos” são responsáveis por todos, “embora cada um tenha um papel a desempenhar”.
A iniciativa congrega a ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores, a Ação Católica Rural (ACR -), a Cáritas Portuguesa, a JOC -Juventude Operária Católica e a LOC - Liga Operária Católica, e ainda a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) e Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP).
O contributo para a celebração do 1.º de maio dos organismos católicos reafirma que a “pessoa humana é protagonista, centro e fim de toda a vida económica”, que o trabalho para todos é um elemento essencial da justiça social e “fonte de dignidade, de desenvolvimento pessoal e de afirmação da individualidade”.
O ‘Compromisso Social Cristão’ propõe a “conversão pessoal de cada um ao Amor de Deus” e a vivência do trabalho de cada um “em nome de Cristo”.
É proposta também a procura da unidade de vida e de uma ecologia do trabalho e o aumento do “diálogo e a cooperação nas empresas”, sendo incentivada a formação e acompanhamento dos líderes empresariais, das novas gerações de trabalhadores.
As instituições defendem a opção pelos mais pobres, “especialmente aqueles que não têm emprego ou têm um emprego precário” e constatam que todos são “responsáveis pelo consumismo”.
O documento ‘Ser Cristão no Trabalho - um desafio!’ pode ser descarregado (formato pdf) ou consultado online no Semanário ECCLESIA.
CB/OC

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