Internet ajuda alunos da Maré a recuperar aulas perdidas por causa da violência

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Três professores que trabalham no Complexo da Maré tentam contornar o problema da ausência dos estudantes na escola por causa de tiroteios com a ajuda de um aplicativo. Por ele, os alunos podem recuperar as aulas perdidas por meio da internet, seja no celular ou no computador.
“Somente no ano de 2017, já foram 12 dias perdidos, 12 dias letivos. Sem contar com os dias de ameaça de conflito, em que a frequência não é normal. Independentemente de acontecer o conflito, seja por guerra entre facções ou operação policial, os alunos sempre têm uma perda”, explicou Alex de Souza, coordenador pedagógico.
Mesmo quando as aulas sofrem interrupções, os alunos manifestam o interesse de aprender e mandam mensagens para os professores.
“Toda vez que acontece uma interrupção, a gente fica sendo questionado pela internet sobre a necessidade de fechar a escola, porque eles querem estar lá, explicou Alex.
A vontade de estudar dos alunos foi um dos motivos para a criação do site e do aplicativo da escola. Lá eles podem encontrar a matéria do dia perdido, as provas e um chat para tirar dúvidas.
“Nosso trabalho é para que, justamente essas interrupções, inclusive as que ainda acontecerão, tenham um impacto menor na vida desses alunos. A ideia é que quando tiver o horário que o professor estiver online, o aluno poderá fazer perguntas em tempo real. Quando ele não estiver online, essas perguntas serão enviadas para a escola, que irá redirecionar a questão”, explicou Jorge da Costa Silva, professor de matemática.
Na semana passada, o projeto foi apresentado para a Prefeitura do Rio. Está em fase de testes e ajustes, mas os alunos já começaram a usar. O aplicativo também é usado em casos de alunos hospitalizados, para ter acesso ao conteúdo ao qual não podem ter acesso presencial.
Os envolvidos sabem que o projeto não é a solução do problema da violência
“Esses alunos não podem esperar que esse problema da violência seja resolvido. A gente precisa que as aulas tenham continuidade. A partir do momento que ele tem essa oportunidade, a gente garante que o acesso que ele tem a informação, às experiências pedagógicas não sejam interrompidos. É um instrumento de luta, de resistência, para tudo o que eles vivem”, explicou Ana Flávia Teixeira Veras, diretora-geral da escola.

Do G1

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