ONG lança serviço que checa notícias falsas sobre câncer

O serviço é essencial no processo contra os casos de boatos ( Foto: Divulgação )
O tratamento do câncer pode ser prejudicado pelo fenômeno da disseminação de notícias falsas. A fim de combater essa divulgação errada nas redes sociais, o Instituto Oncoguia, organização que dá apoio a pacientes com câncer, lançou um serviço de checagem de informações onde os internautas podem saber a procedência antes de compartilhar uma informação.
"A circulação de notícias falsas sobre o câncer provoca confusão e pode levar a impactos graves no tratamento de um paciente e até fazê-lo consumir produtos que podem interagir com o medicamento oficial", explica a psicóloga e presidenta do Oncoguia, Luciana Holtz. 
O funcionamento é simples. A pessoa interessada pode encaminhar para o instituto, as notícias sobre um novo tratamento ou uma nova forma de prevenção contra o câncer que lhe parecerem falsas. Basta apenas enviar o link da notícia ou uma imagem que esteja anexada ao texto descrevendo o possível tratamento, por meio do WhatsApp do instituto no número (11) 987900241.
O Oncoguia vai, então, encaminhar aquela dúvida para médicos associados e, em até 48 horas, o resultado é enviado ao solicitador. Se a notícia vier a ser verdadeira, o internauta pode compartilhá-la com a hashtag #oncoguiaconfirma. Se for falsa, poderá evisar a quem publicou a matéria que aquilo não procede.
O serviço é essencial no processo contra os casos de boatos. Como o que circulou por WhatsApp e pelo Facebook dizendo que casos de câncer de tireoide em mulheres estariam aumentando por causa da realização de mamografias e radiografias odontológicas. A informação falsa foi divulgada em um vídeo, inclusive atribuída ao médico Drauzio Varella.

Diário do Nordeste

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