Livros incentivam a interação e a interpretação

Quixadá. Dois livros didáticos digitais já estão à disposição dos estudantes de Quixadá e de todo o País. O material foi produzido por dois professores desta cidade, Ronaldo Soares, Cícero de Freitas e o jornalista Leônidas Macêdo. Os livros, "Bebê Moinho" e "Dione Juno Juno" podem ser baixados por meio do Google Play. Foi a forma encontrada por eles para demonstrarem a viabilidade pedagógica focada na regionalização. Apesar dos projetos terem sido iniciados há cinco anos, é possível produzir um livro em 30 dias.
Além do conteúdo literário destinado ao público infantil, a didática é itinerante, cheia de opções, desafios. "Bebê Moinho" é um exemplo. Conta a história de uma menina, Rebeca, apaixonada por peões, um brinquedo muito simples, que gira sobre o seu próprio eixo. No livro digital, é possível apreender a fazer o seu próprio peão e também entender o que é um moinho, daí entender o porquê do nome da personagem principal. O material virtual também aborda temas transversais, a igualdade de gêneros, o meio ambiente, saúde e prevenção e até a ética.
O outro livro digital, "Dione Juno Juno", aborda o ciclo de vida da borboleta juno, típica dos maracujazeiros. A história infantil interativa para crianças a partir do 1º Ano é narrada por um dos editores, Leônidas Macêdo, e Jaqueline Barbosa. O material tem até trilha sonora, com música de Ronaldo Soares e Leônidas Macêdo. O conto, sobre a metamorfose de uma borboletinha muito simpática, estimula a criatividade, a imaginação, a socialização, além de despertar o interesse pela leitura.
Eles têm outros três livros em processo de digitalização e mais 14 escritos. Mas agora precisam de recursos para a continuidade. Após a disponibilização das duas edições, demonstrando a capacidade de produções ao nível de grandes editoras, pretendem comercializar com as redes públicas de educação dos municípios e escolas particulares. Uma editora já demonstrou interesse nos dois livros. O material foi pesquisado e desenvolvido atendendo os parâmetros orientados pelo Ministério da Educação. A pedagoga Luiza de Marilac é a responsável pela revisão do conteúdo aplicado.
Inclusão social
O técnico em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) - alfabeto de comunicação com surdos-mudos - Fábio Márcio de Almeida, produziu um curso digital de Libras. Ele pretende disponibilizar o material em DVD para distribuição nas escolas, públicas e privadas. Por meio da arte-animação, uma garota ensina todas as letras do alfabeto especial. A metodologia é útil para os professores e alunos aprenderem Libras com mais facilidade. Após se formar em Assistência Social e se especializar em Libras, ele também aprendeu as técnicas de Animação 2D e 3D. O interesse surgiu porque pretendia se tornar um arte-educador, após perceber as mudanças com a expansão e popularização das tecnologias digitais. O material funciona como um dicionário de bolso.
Diário do Nordeste

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