NY batiza esquina em homenagem a Prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel

 
Elie Wiesel (Foto: GloboNews)
A cidade de Nova York batizou uma esquina de Manhattan, nesta terça-feira (13), com o nome de Elie Wiesel, um sobrevivente do Holocausto e Prêmio Nobel da Paz falecido em 2016.
O prefeito Bill de Blasio, a viúva de Wiesel, Marion, e seu filho, Elisha, participaram da cerimônia, sob um sol arrasador na esquina sudoeste da rua 84 e Central Park West, no Upper West Side, bairro onde Wiesel morava.
Considerado principal porta-voz do Holocausto, Wiesel foi homenageado por dedicar sua vida a manter viva a memória do genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Nascido na Romênia, tornou-se cidadão americano em 1963. Faleceu em sua casa, em Manhattan, em 2 de julho do ano passado, aos 87 anos.
Nesse dia, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, ordenou que o topo do One World Trade Center se iluminasse de azul e branco, cores da bandeira israelense, em homenagem a Wiesel.
Ele também é conhecido por seu primeiro livro, "A noite", que detalha suas experiências em campos de concentração nazistas. Publicado em 1956, foi traduzido para mais de 30 idiomas e vendeu mais de 10 milhões de cópias. Também publicou três obras de teatro e vários ensaios.
Ganhou o Nobel da paz em 1986, por ter "dedicado sua vida a dar testemunho do genocídio cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial".
Quando Wiesel faleceu, o então presidente americano, o democrata Barack Obama, considerou-o "uma das grandes vozes morais do nosso tempo e, em muitas maneiras, a consciência do mundo".
Cresceu na Romênia, até ser preso e levado para Auschwitz durante o Holocausto. Tinha 15 anos. Sua mãe e sua irmã morreram nas câmaras de gás, em Auschwitz. Seu pai faleceu diante de seus olhos, em Buchenwald, para onde ele e Elie Wiesel haviam sido transferidos.
Foi libertado por soldados americanos aos 17 anos e conseguiu se reencontrar com suas duas irmãs mais velhas na França. Mais tarde, estudou na Universidade de Sorbonne, em Paris.
Após ser agraciado com o Nobel, Wiesel e sua mulher criaram a Fundação para a Humanidade Elie Wiesel, com a missão de "combater a indiferença, a intolerância e a injustiça, por meio do diálogo internacional e programas dedicados à juventude".

Do G1

Comentários

Mais Visitadas

O Irmão Carlos de Foucauld

Há 50 anos, primeira mulher negra era eleita ao Congresso nos EUA

Memorial do Holocausto lembra 80 anos da Noite dos Cristais em SP

MASP completa 50 anos de histórias

Escreve Pe. Jocy - Dom Delgado