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A FALTA QUE O ESTADO FAZ

Grecianny Carvalho Cordeiro*

Vivemos num país em que o Estado, em todos os níveis, federal, estadual e municipal, não cumpre com seu papel, nem mesmo no grau mínimo da máxima responsabilidade que lhe é atribuída pela Constituição e pelas leis.
E a ausência de um Estado atuante e eficaz faz muita falta. E não é à toa que vivemos o descalabro atual, em que nada funciona ou quando funciona, nunca é a contento.
Na educação, a ausência do Estado se mostra na baixa qualidade do ensino, na precária estrutura material das escolas públicas, na falta de incentivo aos professores e na ausência dos repasses das verbas federais destinadas à educação , embolsada pelos governantes, verbas essas provavelmente utilizadas em gastos de campanhas e outros de interesse próprio.
Na saúde, a ausência do Estado se mostra na precariedade dos hospitais públicos, sem leitos para tantos doentes, médicos com sobrecarga de responsabilidade, falta de materiais, de medicamentos e maquinário para prestar um adequado serviço de saúde.
Na segurança pública, a ausência do Estado se mostra na inexistência de políticas preventivas e repressivas para a diminuição da violência, no reduzido efetivo policial, na falta de armas e coletes adequados para a melhor atuação policial, que trabalha em péssimas condições.
Na segurança pública, a ausência do Estado se mostra nos presídios superlotados, dominados por facções criminosas, porque simplesmente o Estado não sabe o que fazer com aqueles que encarcera.
Mas o Estado não se mostra ausente ao cobrar uma elevada carga tributária; ao investir pesado em equipamentos e pessoas para aplicar multas de trânsito; ao fiscalizar avidamente pequenos e médios empresários, fazendo exigências mil, com o único propósito de arrecadar; ao votar leis para retirar direitos dos trabalhadores; ao vender a alma ao diabo para votar uma reforma da previdência para cobrir um rombo que ele mesmo criou...
E assim vamos suportando um Estado incompetente, inoperante, ineficaz, administrado por políticos que têm os olhos voltados apenas para a próxima eleição, cuja maioria se encontra envolvida com algum mal feito ou escândalo de corrupção.
O Estado falta onde deveria ser presente e se fazer presente onde deveria apenas desaparecer.
Esse mesmo Estado não olha para si e cruza os braços para as reformas necessárias, dentre as quais, a reforma política.
Mas seria esperar demais de líderes tão medíocres, hipócritas e corruptos, salvo as poucas exceções.

*Promotora de Justiça

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