Igreja na Venezuela faz dia de jejum e oração pelo país nesta sexta

Arcebispo de Caracas destaca que a oração é forte e poderosa e convida fiéis a rezar pela situação da Venezuela

Da Redação, com Rádio Vaticano
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“Somente o Senhor pode nos ajudar a resolver a crise venezuelana”. Essas são palavras do arcebispo de Caracas, Cardeal Jorge Urosa Savino, que convoca os fiéis para o Dia de oração e de jejum pelo país nesta sexta-feira, 21.
“Estamos convencidos de que a oração é muito forte e muito poderosa. Devemos rezar ao Senhor para a solução dos nossos problemas e isso se aplica também à questão política. Temos uma crise muito forte, uma crise política, econômica e social na Venezuela. Somente o Senhor pode nos ajudar a resolvê-la”.
O arcebispo de Caracas acrescenta que os católicos irão pedir a Deus o dom da paz e do diálogo para buscar uma solução negociada a fim de resolver o que definiu como “gravíssimos problemas” da nação.
Quanto à consulta popular do último domingo, em que mais de 98% da população rejeitou a proposta do presidente Nicolás Maduro para reescrever a Constituição do país, o Cardeal Urosa Savino a definiu como uma “demonstração democrática de rejeição” a um instrumento político negativo, que seria a Assembleia Constituinte. “Se levada adiante, será gravíssimo e trágico para a nação venezuelana”, adverte o Cardeal.
Esta semana, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, manifestou mais uma vez sua solidariedade ao país. “Rezei muito para que Nossa Senhora do Carmo, tão amada e venerada na Venezuela, interceda junto ao seu Filho Divino por uma solução pacífica e democrática para o país. E para que as autoridades escutem o clamor do povo, que pede liberdade, reconciliação, paz e bem estar material e espiritual para todos, sobretudo para os mais pobres e desfavorecidos”.
De acordo com dados do Observatório da Cáritas Venezuelana, com uma inflação acumulada em 700%, a pobreza já afetou 82% da população. Em 2016, mais de 11 mil crianças morreram por falta de remédios e a mortalidade materna aumentou cerca de 70%. Mais de 90 pessoas foram assassinadas na Venezuela desde abril, no âmbito de protestos a favor e contra o Governo do presidente Maduro.

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