Festival de Circo do Ceará começa nesta sexta-feira (18), na praça do Ferreira, com espetáculo Ch@furdo

A arte circense e suas vertentes - como o circo tradicional, o de rua e o contemporâneo - ganham espaço em Fortaleza a partir de hoje (18), por meio do Festival de Circo do Ceará - Festival Internacional de Artes Circenses. A programação está marcada para começar às 17h na Praça do Ferreira, com a apresentação gratuita do espetáculo "Ch@furdo", da companhia Dona Zefinha.
"O festival na verdade é para promoção, formação e incentivo ao artista circense", revela Ângelo Márcio, diretor artístico e coordenador do festival.
O Festival de Circo do Ceará acontece durante quatro meses, tendo início nesta sexta-feira, (18), e segue até novembro com apresentações e oficinas. Os três espetáculos que dão pontapé inicial ao festival são, além de "Ch@furdo", "Cabaré da Dezgraça", do Grupo As 10 Graças de Palhaçaria, no próximo dia 25, às 18h, e "Quintal", da Companhia CLE - Circo Lúdico Experimental, logo em seguida, no dia 26, também às 18h.
As apresentações acontecem inicialmente na Praça do Ferreira, totalmente gratuitas e ao ar livre - isso porque o festival "tem um caráter que busca ocupar o espaço público", esclarece Ângelo Márcio.
Os três espetáculos circenses deste mês são todos projetos cearenses, escolhidos por meio de edital. No total, entre montagens artísticos e oficinas, foram inscritos 270 projetos de todo o Brasil e do exterior.
Em "Ch@furdo", três irmãos se reúnem para realizar uma apresentação musical improvisada com a maioria dos instrumentos feitos de materiais alternativos. Ao longo do espetáculo, vão descobrindo, junto do público, diversas formas de composição musical.
O irmão mais velho tenta a todo o momento reger e organizar a apresentação, façanha que se torna difícil uma vez que o irmão mais novo sempre se desconcentra atrapalhando os números e deixando o irmão do meio entre a obrigação e a brincadeira.
Chafurdo - que significa caos, descontrole, algazarra e festa - é o que proporcionam os musicômicos Orlângelo Leal, Ângelo Márcio e Paulo Orlando, provocando o público com música excêntrica e outras surpresas. O espetáculo é livre para todos os públicos.
Já em "Cabaré da Dezgraça", São Crisóstomo declara de saída que "as burlas e o riso não provêm de Deus, mas são uma emanação do Diabo e nós, humanos, somos tonéis mal ajustados prestes a explodir, pois estamos sempre na incessante fermentação da piedade e do temor divino".
Para os realizadores, o espetáculo é um "convite a libertinagem e aos excessos", a partir de uma variedade de números e absurdos.
Por fim, "Quintal" é um espetáculo de acrobacia cênica inspirado na obra de Manoel de Barros, que celebra as pequenas coisas - pés descalços, um balanço, um brinquedo.
Circo em festejo
O festival "é o único deste porte, um dos maiores do Nordeste, tanto pelo número de atrações quanto pelo de programações e o que ele consegue atingir de público", disse Ângelo Márcio.
O evento conta com o apoio cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), da companhia energética Enel, em parceria do Centro Cultural do Banco do Nordeste (CCBNB).
Com realização da Iluminura Produtora Cultural, o festejo "congrega a linguagem circense em um único evento. Ele tem a parte de mostra do espetáculo e de caráter de formação de artistas que trabalham com essa linguagem, com essa técnica", ressaltou Ângelo.
"A influência dele é poder fazer o intercâmbio de grupos, de artistas, de famílias circenses que estão no Ceará com outros artistas que vêm de fora, de outros estados, de outras capitais brasileiras, como também de outros países", destacou o diretor artístico.
A estrutura do festival é toda planejada para que os grupos participantes tenham a mesma visibilidade, onde todos possam se relacionar.
Festival no interior
O evento, de caráter internacional, está em sua quarta edição e não tem apenas Fortaleza em seu circuito de apresentações. Cidades como Itapipoca, Canoa Quebrada, Paracuru e São Gonçalo do Amarante estão na rota do festival que visa disseminar a arte do circo.
"Aqui em Fortaleza a gente tem realizado, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), apresentações artísticas, mas elas também aconteceram nas redes Cuca e no Passeio Público. No Interior, também são realizadas em espaços abertos", observa Ângelo Márcio.
No mês de setembro acontece o programa Luz no Picadeiro, que visa ofertar oficinas de técnicas circenses, em Paracuru. Em outubro, é a vez de São Gonçalo do Amarante, na Taíba, em comemoração ao mês da criança. Canoa Quebrada também recebe programação neste mesmo mês.
Em novembro, o festival volta para Fortaleza, com nova mostra de espetáculo nos dias 10,11 e 12. O roteiro se encerra nas cidades de Paracuru e Itapipoca.
"Em Paracuru, por exemplo, os espetáculos acontecem no anfiteatro do Farol, em São Gonçalo do Amarante, na praça da Taíba", adianta Ângelo. Além dos espetáculos há parcerias com escolas de circo - como o Circo Escola de Canoa Quebrada e de Itapipoca e o Centro Escola do Ceará, por meio do projeto Luz do Picadeiro. Resta ao respeitável público comparecer.
Mais informações
Festival de Circo do Ceará - Festival Internacional de Artes Circenses. Nesta sexta-feira (18), às 17h, na Praça do Ferreira (Rua Floriano Peixoto, Centro). Gratuito. Contato: (85) 3464.3108

Diário do Nordeste

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