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Luís Augusto Fischer: Adote um escritor

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O assunto tomou conta do mundo literário da cidade e do Estado: a manchete dizia que o programa Adote um Escritor ia ser cortado, ia acabar. Repulsa geral. Porque o Adote é um projeto muito, mas muito bem concebido, numa trama do bem que une a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre com a Câmara Rio-grandense do Livro (órgão de classe de editores e livreiros do Estado) e, naturalmente, os escritores.
A cada ano, autores são convidados a participar de uma carteira de possibilidades, levada às escolas, que conforme suas peculiaridades (idade dos alunos, presença do imprescindível EJA etc.) escolhem cada uma um escritor, cuja obra será lida e trabalhada nas várias etapas escolares, que terá exemplares de sua obra comprados para a biblioteca da escola e que, finalmente, visitará a escola e verá o que fizeram com o que leram e vai conversar com os alunos. Cara a cara, coração a coração.
(É falacioso o argumento usado pela diretora pedagógica da Smed expresso na Zero do dia 27 passado, confrontando o projeto com fracos índices de proficiência em leitura. Noves fora a discussão sobre o índice em si, é justamente o contato com textos de interesse do aluno que podem aumentar a proficiência de leitura.)
Posso atestar o valor do projeto porque já participei dele. É das coisas mais bem concebidas e administradas em literatura, no Estado e no país. Nada de improvisação, apadrinhamento, vício de qualquer tipo: apenas mérito, profundidade, beleza, engajamento. Agora vem da Smed a notícia de que o projeto não será abandonado, mas haverá alguma diminuição de seu volume, nas compras. Será inevitável, agora?
Talvez. Mas conjuntura passa. O que não se pode perder de vista é que se trata de coisa realmente superior, por tudo isso e mais isto: favorece a diversidade cultural e chega perto dos interesses e vivências dos alunos. Dando às escolas o direito de escolha entre os vários escritores, muitos dos quais gaúchos como os alunos, o programa contribui para barrar a oligopolização, que também no mundo editorial faz estragos de monta.
Zero Hora

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