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Biografia de Belchior tem lançamento hoje em Fortaleza

Uma nova biografia de Belchior vem sendo escrita pela irmã do cantor FERNANDO SÁ, EM 22/12/1992
Uma nova biografia de Belchior vem sendo escrita pela irmã do cantor FERNANDO SÁ, EM 22/12/1992
Muito se fala sobre Antônio Carlos Belchior desde o último 30 de abril, quando o artista saiu de cena. Assim como muitas são as (merecidas) homenagens em shows, camisas, quadros, ilustrações, bares, programas de televisão, ruas e, agora, livros. A primeira biografia veio quatro meses depois que o sobralense morreu, então com 70 anos e muita história a ser contada. Quem primeiro se aprumou para lançar obra narrando episódios destas sete décadas de vida foi o jornalista Jotabê Medeiros, que publicou a biografia Belchior – Apenas um rapaz latino-americano (editora Todavia) no dia 26 de agosto. Pouco mais de um mês depois, as 240 páginas seguem repercutindo entre fãs, críticos, parceiros musicais e familiares.
O livro ganha, hoje, lançamento no Teatro Dragão do Mar, às 19 horas, com a presença do autor. Jotabê irá conversar com o urbanista e letrista Fausto Nilo. Após o bate-papo, haverá uma leitura poética entoada por Ricardo Guilherme, seguida por pocket show, em que a Orquestra Popular do Nordeste (OPN) se une a Rodger Rogério, Lorena Nunes, Nayra Costa, Fausto Nilo e Lúcia Menezes para dar voz ao repertório de Belchior.
Com a publicação desta primeira biografia, muitas histórias sobre Antônio Carlos vieram à tona. Não apenas nas páginas da biografia, mas estimuladas a partir da obra. Um destes causos é sobre a música Vício Elegante, parceria com o músico e advogado Ricardo Bacelar, que deu nome ao álbum homônimo, de 1996.
Surgiram duas versões sobre a composição. Uma delas, publicada no livro, foi relatada ao autor pela ex-namorada de Belchior, Vilédia Bezerra de Souza, que revela: a composição foi feita para ela, segundo o então companheiro. Já Bacelar rebateu em texto escrito depois de ler o livro. “Vício Elegante não foi composta para ninguém em especial. Fizemos essa música no estúdio, para colocar algo inédito”, simplifica.
O músico entrou em contato com o escritor e fez a correção, que Jotabê garante que irá entrar na segunda edição do livro. As duas versões irão entrar, na verdade. “Ele tem razão, mas não vai ser corrigido totalmente”, adianta o biógrafo. “Eu não vou subestimar as memórias da mulher que viveu com ele. Todo mundo tem o direito a sua memória sobre o Belchior. Estas duas podem ser verdadeiras, acredito que Vilédia tenha a razão dela”, aposta.
Esta foi uma das imprecisões que saltaram da biografia, ao lado de data de lançamento de disco e outras informações. A irmã do biografado, Ângela Belchior, também escreve livro sobre a vida do rapaz latino-americano, dividindo a autoria com Estevão Zizzi. A dupla, contudo, rejeita algumas histórias trazidas por Jotabê. “Quando Belchior ganhou o Troféu Bandolim de Ouro, ele não o perdeu numa mesa de bar por estar bêbado”, escreveu Zizzi em sua página no Facebook, no fim de setembro, referindo-se a história relatada por Medeiros em seu livro. “O Troféu foi dado a seu irmão no Ceará. Quero deixar claro que a biografia escrita por mim e Angela Belchior não toma emprestado o clássico A Sangue Frio (1966), de Truman Capote”, desabafou cintando livro conhecido pelo sensacionalismo.
Entre imprecisões e acertos, Jotabê pondera. “Ocorre que é um biografia pioneira. Eu confiei muito na memória das pessoas. Só que a memória pode trair. Eu tô fazendo esse monitoramento, para que na segunda edição o que, porventura, tenha outra visão, eu consiga incluir”, adianta. Para além das interpretações, das lembranças e de acontecimentos ainda não descobertos, o fato é que, mesmo aparentemente prematuro, o trabalho de Jotabê inicia uma série de investigações mais aprofundadas sobre a obra do cearense que se perdeu e se achou pelas veredas do mundo.
SERVIÇO
Lançamento da biografia de Belchior
Quando: hoje, às 19h30min
Onde: Teatro do Dragão do Mar (rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema)
Acesso gratuito.
CAMILA HOLANDA
O Povo

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