Filme sobre Watergate chega aos cinemas

Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país.
Cena do filme “Markk Felt – O homem que derrubou a Casa Branca
Cena do filme “Markk Felt – O homem que derrubou a Casa Branca" (Divulgação)

Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira
Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país.
“MARK FELT – O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA”

- A proposta do filme de Peter Landesman é contar um fato já conhecido, e tema de um filme famoso, sob outro prisma. Trata-se do escândalo de Watergate, que culminou com a renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon, em 1974, e já retratado no filme “Todos os Homens do Presidente”.

Aqui, conta-se mais ou menos a mesma história, sob o ponto de vista de Mark Felt (Liam Neeson) vice-presidente do FBI que revelou informações confidenciais a dois jornalistas usando o codinome “Garganta Profunda”.

Baseado num livro de memórias do próprio Felt, que morreu em 2008, o longa transita entre o trabalho e a vida pessoal do personagem, sem nunca encontrar uma dimensão real desta figura tão complexa quanto emblemática. O resultado é uma tentativa de suspense político morno que nunca convence – tal como a peruca que Neeson usa ao longo do filme.
“PELÉ – O NASCIMENTO DE UMA LENDA”

- A infância e adolescência de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, são a inspiração do filme dos norte-americanos Jeff e Michael Zimbalist – que, apesar do fascínio da história de um menino pobre que se tornou o maior jogador de futebol do mundo, termina refém de uma fórmula com evidente apelo “macumba para turista”.

A distribuidora Europa garante que a maior parte das cópias do lançamento brasileiro serão as dubladas em português, o que atenua mas não resolve o artificialismo de filmagens feitas em inglês (a imprensa assistiu a essa cópia original em inglês, em que todo mundo tem sotaque, inclusive o ator-norte americano Vincent D’Onofrio, que interpreta o técnico Feola).

O enredo acompanha o Pelé menino (Leonardo Lima) quando ele começa a despontar, até mais tarde, já adolescente (agora Kevin de Paula), ser apadrinhado pelo olheiro Waldemar de Brito (Milton Gonçalves). Um episódio central é a convocação de Pelé, com apenas 17 anos, para a Copa do Mundo de 1958 na Suécia, onde, como todos sabem, sua estrela começou a brilhar. No elenco, Seu Jorge e Mariana Nunes, como seus pais, Dondinho e Celeste.
“MANIFESTO”

- Uma série de manifestos de arte, como o futurista, o dadaísta, da Pop Art, do Fluxus e o Dogma, entre outros, são as fontes de inspiração deste peculiar filme do diretor Julian Rosefeldt, oferecendo à talentosa atriz Cate Blanchett a oportunidade de interpretar 13 papéis.

Ela é vista, por exemplo, como uma mendiga arrastando seu carrinho e um cachorro por entre ruínas de um complexo industrial, defendendo em altos brados a arte revolucionária. Num outro quadro, dos mais divertidos, ela é uma mãe de família cuja oração antes da refeição à mesa discorre sobre a necessidade da liberdade de expressão da arte – uma prece longa demais, para desespero dos filhos, loucos para devorar sua comida.

Noutra sequência, ela é uma operária vestida de branco, num ambiente antisséptico onde se desenvolve arte de alta tecnologia. Mas o segmento mais engraçado é mesmo aquele em que Cate interpreta uma professora primária, apontando aos pequenos alunos cada um dos postulados do Dogma 95, que tornou famosos diretores como Lars von Trier e Thomas Vinterberg.
“O FORMIDÁVEL”

- Oscarizado por “O Artista”, o francês Michel Hazanavicius novamente volta suas câmeras para um momento da história do cinema. Agora, para os anos de 1960, quando o diretor Jean-Luc Godard (Louis Garrel) finaliza seu “A Chinesa” e acaba se casando com a atriz do filme, Anne Wiazemsky (Stacy Martin).

“O Formidável” é uma comédia um tanto mal-resolvida sobre o bifurcamento entre a vida e a arte engajada. O que salva o filme é a performance de Garrel. Com o fracasso comercial de seu longa, Godard começa a questionar o seu papel como artista e o alcance da arte enquanto ferramenta de transformação.

Baseado na autobiografia de Anne, que morreu no último dia 5, o filme tem como cenário um momento de efervescência política e cultural. Mas Hazanavicius se contenta em explorar os clichês sobre maio de 1968, desperdiçando um bom tema e personagem que teriam muito a dizer.

Reuters

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