Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unifor disponibiliza e-book gratuitamente

REDEPara o professor Humberto Cunha, em tempos de intensa difusão de preconceitos, faz-se cada vez mais necessário reforçar o uso da internet como ferramenta de compartilhamento para o crescimento científico e humano. E é por isso que o Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unifor, do qual ele é coordenador, acaba de disponibilizar um e-book, gratuitamente, trazendo o debate de pesquisadores de diferentes estados do Brasil cujos trabalhos dialogam com essa questão dos Direitos Culturais.
O material, intitulado "Diálogos culturais em rede - Inquietações teóricas e práticas" foi lançado na primeira semana de outubro, dentro da programação do VI Encontro Internacional de Direitos Culturais. O período de elaboração, no entanto, começou bem antes, entre 2015 e 2016. A proposta da edição foi representar o diálogo que houve entre os autores, que se reuniram para um bate-papo virtual, à distância.
Dessa conversa online participaram, além de Humberto Cunha, Fábio Cesnik, Eline R Oliveira, Ricardo Oriá, Mário Pragmácio, Marisa Damas, Marcos Wachowicz, Rodrigo Vieira, Gyl Giffony, Inês Virgínia, Marcelo Ikeda, Frederico Barbosa e Gonzaga Adolfo.
Ao todo, são apresentados oito diálogos, pontuados a partir dos temas: Teoria dos direitos culturais, Incentivos fiscais à cultura, Sistema nacional de cultura, Direito ao (do) patrimônio cultural, Direitos culturais como direitos humanos, Direito e arte, Patrimônio cultural material e Função social do direito de autor.
Projeto
De acordo com Cunha, 12 temas foram detectados num projeto básico inicial. "A proposta era de que os diálogos se desenvolvessem quando encontrassem campo fértil. Nós compartilhamos arquivos na internet, de acesso a todos os participantes, e iniciamos com uma sequência pré- definida. Acabou prevalecendo a sequência animada pelo diálogo", explica o professor.
O resultado final incluiu apenas oito temas, o que, segundo Cunha "não foge completamente do planejamento, pois deu espaço a demandas da realidade, seguindo a própria sequência lógica".
Os recursos visuais utilizados na edição são um ponto alto. Os diálogos estabelecidos na internet são transpostos para o e-book de modo a remeter imediatamente ao bate-papo virtual. A disposição do texto corre em duas colunas paralelas, transmitindo a sensação de simultaneidade. Ao nome de cada autor é atribuída uma cor, que se repete todas as vezes em que cada um deles faz uma contribuição.
"A ideia é reforçar a continuidade da interação, acentuar a fluência do texto, mas também ajudar o leitor a lembrar, ao longo da passagem, quem está interagindo naquele diálogo, a quem está se dirigindo o escrevente-falante, quem fez a pergunta que está sendo respondida", explica o editor. Humberto reforça que esse formato dialoga com a ideia de horizontalidade que ele adotou para sua atividade acadêmica, além de ter referência explícita dos simpósios da antiguidade ou os torneios medievais, com a diferença de se preocupar com o porvir dos temas tratados.
O professor incentiva que outros pesquisadores participem do diálogo, tecendo considerações a respeito da leitura no site do Grupo, no qual o download do e-book está disponível (direitosculturais.Com.Br/index.Php). Ele alerta ainda para a possibilidade de novas edições muito em breve. "O diálogo está permanentemente aberto. Vamos oficializar canais para novas recepções. Temos esse foco inicial para direitos culturais, e que pode ter uma segunda edição melhorada, ampliada, mas temos também outros focos que podem gerar livros mais densos sobre cada um desses tópicos. Um livro sobre Direito e Arte, por exemplo, a realidade pede. Outro planejamento mais imediato é sobre Direito e Políticas Culturais. Algumas pessoas já estão convidadas", adianta.
Os recursos visuais utilizados na edição são um ponto alto. Os diálogos estabelecidos na internet são transpostos para o e-book
Diário do Nordeste

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