Morre o músico, produtor e compositor Sérgio Sá


Sergio Sá
Amigos, familiares e colegas lamentaram a partida precoce do artista, que ao longo da carreira acumulou cerca de 350 composições ( Foto: Reprodução/Facebook )
Compositor, músico e arranjador, Sérgio Sá faleceu vítima de infarto na madrugada desta terça-feira (3), aos 64 anos, em Fortaleza. Amigos, familiares e colegas lamentaram a partida precoce do artista, que ao longo da carreira acumulou cerca de 350 composições, mutas delas gravadas por medalhões da MPB, como Roberto Carlos, Tim Maia e Vanusa -, além de ter atuado ao lado de nomes importantes como Gilberto Gil, Ivan Lins e Zizi Possi.
Na década de 1970, ele próprio atuou como cantor, e lançou várias baladas românticassob o pseudônimo Paul Bryan, aproveitando a então tendência do mercado fonográfico brasileiro de valorizar artistas norteamericanos. Algumas ficaram conhecidas em trilhas sonoras de novelas, como “Listen”, em “O Bem Amado” (Rede Globo).
Nascido com catarata congênita, Sérgio Sá era cego de nascença, mas a deficiência não o limitou em nada ao longo da carreira. Paralelamente à música, também atuou como escritor. Sua bibliografia inclui lançou “Aos olhos de um cego” (Sá Editora), em que propõe uma propõe aos que convivem com uma pessoa com deficiência visual – e mais especialmente aos pais e educadores – “uma abordagem sinestésica do mundo, na qual cada sentido tem o seu papel e seu grau de importância para uma educação integral”.
Publicou ainda “Fábrica de Sons” (Globo, 1994), “Feche os olhos para ver melhor” (Sá Editora, 2003) e “Ecos do amanhã” (Sá Editora, 2005).
Segundo relatos, Sérgio Sá estava morando em São Paulo e havia decidido voltar a Fortaleza para passar uma temporada e articular novos projetos. “Ele havia me mandado uma mensagem no último dia 29, informando que estava embarcando dia 30 para Fortaleza, a esposa (Cris Reis) viria na sequência, quando terminasse um curso em São Paulo. Pediu-me para articular possibilidades de trabalhos, projetos”, disse, com voz abatida, o colega e amigo Marcus Caffé.
O último álbum, “Sérgio S/A”, foi editado de maneira independente, por meio de campanha de financiamento coletivo, em fevereiro deste ano, com participações de Elba Ramalho, Gilberto Gil, Jorge Vercillo e Zeca Baleiro.
“No começo do ano passado ele fez apresentações aqui, uma no Cantinho do Frango, lotada, outra no Ideal Clube, também com um público bacana. Estava nesse movimento de reconhecer a cidade, as pessoas, para voltar em uma temporada”, continuou Caffé.

Diário do Nordeste

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