Fortaleza recebe, a partir de hoje, uma seleção das obras que integraram a 32º Bienal de Arte de São Paulo

Tela Capacete, de Antonio Malta Campos e Antonia Baudouin DIVULGAÇÃO
Tela Capacete, de Antonio Malta Campos e Antonia Baudouin DIVULGAÇÃO
Realizada em 2016, a última Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em sua 32º edição, escolheu a “Incerteza viva” como tema. A proposta era refletir sobre as atuais condições de vida e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher nossas dúvidas.
Entre setembro e dezembro daquele ano, mais de 900 mil pessoas passaram pelo pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. Foi a a maior visitação da Bienal de Arte na última década. No total, 81 artistas participaram do evento - e pela primeira vez o número de artistas mulheres foi maior que o de homens.
Parte da Bienal está circulando pelo País, em uma mostra itinerante que deve passar por doze cidades no Brasil e duas no exterior. Em Fortaleza, obras de 15 artistas e coletivos estarão expostas a partir de hoje, 7, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), no Centro Dragão do Mar. Além da exposição, também serão realizadas algumas ações educativas, parceria com o Porto Iracema das Artes.
Obra da artista sul-africana Mmkgabo Helen Sebidi
Obra da artista sul-africana Mmkgabo Helen Sebidi
“A Bienal tem como uma de suas principais diretrizes a democratização do acesso à arte e à cultura, por isso acreditamos na importância da ampliação de seu impacto para além do eixo Rio-São Paulo. Um programa como este possibilita ações educativas e intercâmbio profissional junto a museus, centros culturais e fundações em diversos lugares do Brasil e do mundo. Ao entrar em contato com outros públicos, a Bienal também assume novos significados atuando como articuladora da cultura, economia e a educação em arranjos locais”, afirma Eduardo Saron, Diretor da Fundação Bienal de São Paulo.
O historiador de arte alemão Jochen Volz, que foi curador da última edição da Bienal e atualmente é diretor geral da Pinacoteca de São Paulo, também cuidou da seleção que agora viaja pelo Brasil. São artistas de várias regiões do País e de lugares como Suécia, Chile, Bélgica, Turquia, Portugal, Israel, Zimbábue, África do Sul, França e Estados Unidos.
“A lista incluiu alguns nomes históricos, com atualidade expressiva, que representam uma matriz conceitual e metodológica para a mostra como um todo e para os temas propostos. Mas a maioria dos artistas nasceu a partir dos anos 1970 ou 1980, numa seleção propositalmente jovem. A seleção se destaca por incluir uma larga diversidade de linguagens e, ao mesmo tempo, algumas das vozes mais articuladas em relação aos temas principais da 32ª Bienal”, explica Jochen.
SAIBA MAIS
Ações educativas
Dois laboratórios serão realizados nos próximos dias, no Porto Iracema das Artes, como parte da Bienal itinerante. Hoje, 7, das 14 às 17 horas, a relação entre narrativas pessoais e a multiplicidade de existências possíveis, com base nas obras expostas, são o foco do laboratório “Narrativas que constroem mundos”. No encontro de amanhã, “Processos criativos em educação”, a ideia é aproximar artistas e professores, relacionando possíveis ações educativas com as obras selecionadas. Ao longo do período da exposição, o Núcleo Educativo do MAC-CE realiza ainda uma série de oficinas gratuitas, aos finais de semana. As inscrições podem ser realizadas no seguinte endereço: https://goo.gl/saEgTH
SERVIÇO
32ª Bienal de São Paulo em Fortaleza
Quando: de 7/11 a 28/1/2018
Onde: MAC, no Dragão do Mar (rua Dragão do Mar, 81) Gratuito
JÁDER SANTANA
O Povo

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