Conversão de Paulo

Geovane Saraiva*

A solenidade da conversão de São Paulo, neste 25 de janeiro, fez crescer em nós o sonho da feliz alegria e da verdadeira esperança. No mundo, no qual está inserida a criatura humana, não dá para viver como se tudo estivesse muito bom. Deus quer entrar e pedir a colaboração de seus amigos, clamando um novo modo de pensar e de agir. A mudança que Deus quer não é imposição, mas que as pessoas se sintam encantadas a abraçar o projeto do nosso Mestre e Senhor, no anúncio: "O tempo já se completou e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho". Pelo fato de o chamado à conversão ter acontecido ao meio-dia, recordo-me de Dom Helder Câmara, ao externar sua enorme alma e ternura de místico, a partir do dom e graça de Deus, o Sol da Justiça: "Há pessoas que, independentemente de idade, pelo que são, pelo que dizem e pelo que fazem, são sempre meio-dia". Nesse sentido, recordando o Apóstolo dos Gentios, seja no anúncio do Evangelho e nos carismas, seja na missão e nas viagens, não esquecendo o Artesão da Paz, na sua enorme disposição e sabedoria interior, no constante esforço de imitá-lo. Paulo, com sua conversão, continua a ensinar que temos que encontrar, nas solicitudes do mundo, disposição e força para viver, na doação e na renúncia, por causa do Evangelho: "Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado, e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei minha corrida e guardei a fé". Com ele, somos chamados a não só reconhecer a soberania de Deus mas, a partir dos simples e carentes de esperança, lograr êxito no seu projeto de amor à humanidade.

*Padre e jornalista
 

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