Efeitos das mudanças climáticas no mundo são tema de mostra no Museu do Amanhã

Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil
 Ameaçados Planeta em Transformação é aberta ao público no Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Exposição: Ameaçados – Planeta em Transformação é aberta ao público no Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio -Tomaz Silva/Agência Brasil
Na exposição principal do Museu do Amanhã, os efeitos das ações humanas sobre o planeta Terra têm lugar de destaque, o que é chamado de antropoceno, termo formulado pelo cientista Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995. Esse é o tema da nova exposição temporáriaAmeaçados – Planeta em Transformação, aberta nessa terça-feira (23) no museu. A mostra reúne 30 imagens do fotógrafo brasileiro Érico Hiller, que há dez anos percorre o mundo registrando as transformações no meio ambiente resultantes das modificações climáticas.
Os efeitos dessas mudanças nas Ilhas Maldivas, pequeno país arquipélago localizado no Oceano Índico, e os poucos caminhos ainda exuberantes da Mata Atlântica brasileira são algumas das realidades documentadas pelo olhar do fotógrafo. Outra imagem de destaque é a progressiva redução do “manto branco” do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, ponto culminante do Continente Africano, com 5.895 metros.
Além do gelo da montanha estar derretendo, por causa do aquecimento global, o clima e a biodiversidade ao redor começam a mudar. No extremo norte do planeta, as consequências de maior emissão de poluentes na atmosfera aceleram o derretimento da calota de gelo da Groenlândia, aumentando o nível dos oceanos em todo o planeta.
 Ameaçados Planeta em Transformação é aberta ao público no Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Obras da Exposição: Ameaçados – Planeta em Transformação, no Museu do Amanhã -Tomaz Silva/Agência Brasil
“O meu trabalho é voltado para a ciência e a pesquisa social e ambiental, combinando com as diretrizes do Museu do Amanhã, que encara a fotografia como uma ferramenta de transformação, com viés educacional”, definiu Hiller. Desde 2010 atuando como fotógrafo independente, ele já colaborou para publicações como National Geographic Brasil, Rolling Stone e Marie Claire.
Além de mostrar os ambientes naturais ameaçados, a exposição também exibe parte de A Jornada do Rinoceronte, trabalho de Hiller que se transformou em livro no ano passado. A obra denuncia práticas criminosas e superstições que podem levar, nos próximos anos, à extinção desses mamíferos de chifres cobiçados. “É a primeira vez que vejo todos os meus projetos juntos em um único espaço, e isso é motivo de muito orgulho”, disse o fotógrafo.
A exposição Ameaçados – Planeta em Transformação fica em cartaz até abril e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Os ingressos (que valem para todo o museu) custam R$ 20 a inteira e R$ 10, a meia entrada. O Museu do Amanhã fica na Praça Mauá, no centro do Rio.

Comentários

Mais Visitadas

Principal nome da literatura feita para crianças no Ceará, Horácio Dídimo, morto em 2018, pode ser homenageado em Dia Estadual da Literatura Infantil

Literatura e cinema ajudaram a tornar Notre-Dame conhecida no mundo

Alagoano que dirigiu filme que teve cenas gravadas em Penedo toma posse na ABL

Herança do governo golpista