Batgirl vira ícone de força e coragem entre o público feminino

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A luta por mais representatividade feminina nos quadrinhos já atravessa algumas décadas. Dentre as poucas personagens mulheres destacamos a Batgirl, que foi criada inicialmente para ser coadjuvante do Batman. Entretanto, sua trajetória ganhou fôlego e ela se tornou uma das super-heroínas mais aclamadas pelo público teen, rendendo um bom faturamento a editora norte-americana DC Comics.
No universo das HQs, ela teve a sua primeira aparição na Detective Comics 359, em 1967, com The Million Dollar Debut de Batgirl!, escrita por Gardner Fox e desenhada por Carmine Infantino. Durante o dia, ela é Barbara Gordon, filha do comissário de polícia de Gotham City, Jim Gordon. Ao colocar a máscara, Batgirl tem um arsenal de habilidades, é especialista em computação gráfica, possui alto intelecto, memória fotográfica e pratica artes marciais. Com um público fiel de leitores, ela já viveu muitas aventuras e, quando não está combatendo o crime, é estudante e bibliotecária.
Dentro das narrativas apresentadas pela personagem, existe uma que marcou tragicamente sua performance. A Piada Mortal, de Alan Moore, conta a origem do Coringa. Na trama, o vilão atira em Barbara deixando-a paralisada da cintura para baixo. “É uma história muito pesada e debatida até hoje. Além de deixá-la paraplégica, existem indícios de que houve um abuso”, revela o quadrinista Daniel Brandão.
Mesmo limitada fisicamente, Batgirl é um verdadeiro símbolo “girl power”. Resistente, ela volta na HQ Esquadrão Suicida como uma hacker super poderosa. “Ela vem mostrando sua força e coragem em acreditar no propósito de defender a cidade. Ela vira a Oráculo, usando computação e tecnologia para isso”, conta a redatora Vitória Salviano, leitora voraz de HQs. A personagem se tornou uma das principais forças femininas nos quadrinhos. Ela deu voz a uma legião de novas leitoras que se sentem representadas nesse universo. Com isso, acabou surgindo a possibilidade de um filme estrelado pela personagem.
Em 2017, sites especializados chegaram a noticiar que a personagem ganharia um filme solo, dirigido por Joss Whedon, mesmo diretor de Os Vingadores. “Sempre tivemos heróis e vilões consagrados nos cinemas. Porém, ainda sofremos pela falta de personagens femininas atuantes. Dessa forma, a Batgirl nada mais é do que um meio para diminuir essa diferença e mostrar boas histórias através do olhar feminino”, afirma o jornalista Daniel Costa.Mas recentemente, segundo a revista Hollywood Reporter, Joss Whedon decidiu abandonar a ideia do filme alegando não ter história para contar. “Batgirl é um projeto também animador e Warner/DC são parceiros tão colaborativos e compreensivos, que demorei meses para perceber que não tinha história. Sou muito grato a Geoff (Johns, presidente do DC), Toby (Emmerich, presidente da Warners Picture Group) e todo mundo que me recebeu quando cheguei e que me entenderam quando... tem uma palavra mais sexy para ‘falhei’?”, disse Whedon em nota. Apesar disso, a revista americana Variety revelou que, caso fosse rodado, o filme seria baseado em The Million Dollar Debut of Batgirl!.
Para os fãs, levar Batgirl aos cinemas daria mais força à icônica personagem e voz à uma legião de novas leitoras que se sentem representadas pela heroína mascarada.
O Povo

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