Campeão de indicações ao Oscar, 'A Forma da Água' é destaque nos cinemas

Com elementos de diversos gêneros, o filme embarca na fantasia com rigor técnico impecável.
'A Forma da Água', de Guillermo del Toro, retrata o romance inusitado entre a faxineira muda Elisa Esposito (Sally Hawkins) e um humanoide anfíbio (Doug Jones).
'A Forma da Água', de Guillermo del Toro, retrata o romance inusitado entre a faxineira muda Elisa Esposito (Sally Hawkins) e um humanoide anfíbio (Doug Jones). (Divulgação)

Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira
Veja um resumo dos principais filmes que estão em cartaz no país:
“A FORMA DA ÁGUA”

- Campeão de indicações (13) ao Oscar 2018, depois de vencer o Leão de Ouro em Veneza 2017, “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, retrata o romance inusitado entre a faxineira muda Elisa Esposito (Sally Hawkins) e um humanoide anfíbio (Doug Jones), capturado em águas da América do Sul no princípio dos anos 1960. Aprisionada num laboratório, a criatura é submetida a violência pelo funcionário do governo Strickland (Michael Shannon).

Devido à sua mudez, Elisa tem poucos amigos, o vizinho Giles (Richard Jenkins) e a colega Zelda (Octavia Spencer). É com eles que traça um plano mirabolante de resgatar o homem anfíbio de sua prisão, contando com a ajuda de um cientista (Michael Stuhlbarg) – que eles não sabem que é também um espião russo. Com elementos de diversos gêneros, o filme embarca na fantasia com rigor técnico impecável.
“TODO O DINHEIRO DO MUNDO”

- Realizando um filme sobre um dos mais famosos sequestros do século 20, o do herdeiro John Paul Getty III, o diretor Ridley Scott viu-se envolvido num dilema na vida real quando o astro Kevin Spacey, intérprete do bilionário John Paul Getty, foi cercado de acusações de assédio sexual.

A um mês da estreia internacional, prevista para dezembro de 2017, Scott tomou a decisão de refilmar todas as cenas com Spacey, o que acarretou no gasto de 10 milhões de dólares. A ousadia parece ter compensado, já que o substituto, o veterano Christopher Plummer, arrebatou a solitária indicação ao Oscar, a de melhor ator coadjuvante, para o filme.

Baseado em roteiro de David Scarpa e John Pearson, o enredo resgata o drama do jovem John Paul Getty III (Charlie Plummer), de 16 anos, que é sequestrado nas ruas de Roma, em 1973. Seus sequestradores esperam receber milhões de seu avô (Christopher Plummer), mas ele, desde o início, recusa qualquer negociação – exibindo, não se sabe se frieza ou um sangue-frio cínico, quando declara que tem 14 netos e não gostaria de estimular esse tipo de chantagem.
“PADDINGTON 2”

- A sequência de “As Aventuras de Paddington” consegue um feito raro: é melhor do que o original que, por si só, já era bastante bom. Agora que o pequeno urso já foi apresentado ao público, e sua vida em Londres está estabelecida, o filme pode começar direto com a ação.

A tia de Paddington, que o criou e mora na floresta, fará 100 anos, e ele quer dar-lhe de presente um livro raro e caríssimo sobre Londres. Mas este acaba sendo roubado por um ator egocêntrico e decadente (Hugh Grant), que, ao mesmo tempo, consegue incriminar o ursinho. A família Brown, que o adotou, tenta provar sua inocência. Enquanto isso, Paddington faz amizades com seus companheiros de presídio.

Novamente dirigido por Paul King, o longa, que estreia apenas em cópias dubladas – Bruno Gagliasso empresta a voz ao protagonista –, é o tipo de filme infantil com sagacidade e graça, que não menospreza a inteligência das crianças, nem entedia os adultos.
“A REPARTIÇÃO DO TEMPO”

- “A Repartição do Tempo” é um filme curioso dentro da cinematografia nacional: mistura de ficção científica com comédia numa embalagem que homenageia os clássicos dos anos de 1980. O problema é que no filme, dirigido por Santiago Dellape, nada disso funciona.

O cenário principal é um departamento de registro de patentes em Brasília, onde tudo é emperrado por causa da burocracia. Um inventor deixa lá sua máquina do tempo para registrar, mas os poderes dela são descobertos por Lisboa (Eucir de Souza), chefe do local, que a usa para aumentar a produtividade dos funcionários que, estranhamente, são clonados pelo equipamento.

Nada faz muito sentido na trama – como a máquina do tempo que clona – mas não seria lá um grande problema se tudo se conjugasse de maneira orgânica. Os elementos não se integram entre si e tudo parece meio gratuito – inclusive a pequena participação do eterno Trapalhão Dedé Santana.

Reuters

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