Sítios históricos no Ceará guardam a memória dos séculos XVIII a XX

Foto: Marcelino Júnior
Dentre os sítios históricos cearenses visitados pela reportagem, quatro - Aracati, Icó, Viçosa do Ceará e Sobral- foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Em Icó, a primeira cidade reconhecida, em 1998, cerca de 320 imóveis antigos formam o conjunto arquitetônico e urbanístico tombado. Os demais reúnem outras centenas de casarões, sobrados, igrejas, mercados e teatros cujas memórias abrangem do século XVIII até o século XX.
Aracati tem um importante casario, de 270 imóveis, tombado pelo Iphan em 2000. A maioria deles está localizada na Rua Coronel Alexanzito, a antiga Rua Grande, construída nos séculos XVIII e XIX, no auge da economia do charque.
O patrimônio arquitetônico colonial de Viçosa do Ceará, construído a partir de 1695, ainda segue de pé, em boa parte, como o testemunho vivo de três séculos de história, uma das mais importantes vilas de índios do Brasil do século XVIII, tombado pelo Iphan em 2003.
Segunda cidade do Ceará que teve seu Sítio Histórico tombado, em 1999, pelo Iphan, ficando atrás apenas de Icó, Sobral, passou a ter todos os bens imóveis sujeitos à vigilância e a outros meios de preservação.
A história do Cariri começa pelos índios que dão nome à região. Passa pelos colonizadores, os escravos, as missões, a cana-de-açúcar, as casas de farinha, os cangaceiros e personagens. Mas esta pode ser a região do Ceará que menos preserva seu patrimônio material ou sua memória. Leiam mais sobre os casarios do Interior do Ceará ao longo deste DOC.
Diário do Nordeste

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