Filme King Kong completa 85 anos

Anualmente o cinema norte-americano nos apresenta criaturas que são especialistas em destruir cidades. Para as próximas semanas, por exemplo, está marcada a continuação de Círculo de Fogo, filme de monstros que teve a primeira parte dirigida por Guillermo del Toro, e Rampage: Destruição Total, que conta com um gorila, um lobo e um crocodilo de tamanhos sobrenaturais destruindo Chicago. Entretenimento puro e simples, esses filmes se inspiraram em King Kong, longa de 1933, que revolucionou o gênero de aventura quando mostrou a personagem Ann Darrow sendo sequestrada pelo gorila de oito metros.
O longa, que completa hoje, 7, 85 anos de seu lançamento nos EUA, inspirou inúmeros fãs e admiradores da sétima arte, como Peter Jackson, diretor da refilmagem lançada em 2005, e o recente vencedor do Oscar, Guillermo del Toro, cineasta apaixonado por monstros. King Kong é um dos filmes mais famosos da cultura pop e é lembrado constantemente nos cinemas, jogos e séries animadas.
Uma das curiosidades mais comentadas da obra é a que o diretor Merian C. Cooper ficou tão envolvido com o projeto que chegou a considerar a ideia de ir até a África capturar um gorila para lutar contra dragões de komodo. Essa ideia, obviamente, foi considerada um erro, algo que permitiu a entrada de Willis O’Brien, pioneiro na técnica de stop-motion. Esse recurso trabalha com fotografias de bonecos em movimento. O de Kong só tinha 50 centímetros.
Outro artifício pensado pelos técnicos foi a criação do rugido do gorila, que foi tirado de um tigre e um leão. Os sons emitidos pelos animais foram combinados e reproduzidos de trás para frente.
Mais uma curiosidade de bastidores é a de que o filme teve cenas deletadas após ser lançado. Algumas delas envolviam nudez e o símio dilacerando pessoas. Para a mentalidade dos espectadores de 1933, isso foi um absurdo. Essas cenas são consideradas raras entre os fãs.
O filme garantiu US$ 90 mil em sua estreia, impediu que o estúdio RKO falisse e influenciou diversas outras produções, como os filmes Godzilla e Jurassic Park, e o jogo eletrônico Donkey Kong. Além disso, o longa também teve três refilmagens e inúmeras continuações, incluindo aquela em que o personagem encontra Godzilla para um combate épico.
Continuações e refilmagens
KING KONG VS GODZILLA (1962)
O filme não é tão bom. No entanto, vale tentar assistir, uma vez que serve como diversão e como uma inspiração para o próximo encontro que vai estrear em 2020. A refilmagem vai tirar inúmeros elementos dessa versão.
KING KONG (1976)
A primeira refilmagem mostra exatamente os mesmos passos deixados pelo diretor Merian C. Cooper no filme de 1933. A obra conta com Jeff Bridges e Jessica Lange no elenco. Um clássico da sessão da tarde, apesar de ser datado.
KING KONG (2005)
Lançado em 2005, o filme, dirigido por Peter Jackson, é considerado um marco para muitos fãs. Nessa versão, Kong foi interpretado por Andy Serkis, especialista na técnica de captura de movimento. O filme ganhou três Oscar.
KONG - ILHA DA CAVEIRA (2017)
O longa pertence ao mesmo universo de Godzilla, de 2014, dirigido por Gareth Edwards. Os monstros tiveram os seus filmes solos para, no futuro, lutarem um contra o outro em King Kong vs Godzilla, escrito por Terry Rossio.
GABRIEL AMORA

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