Livro e filme tratam do mito de Maria Madalena

A atriz Rooney Mara, no filme centrado na figura de Maria Madalena, que chega aos cinemas na quinta, 15
Rooney Mara é a mais recente intérprete, nos cinemas, de Maria Madalena. A personagem bíblica é uma das mais controversas do Novo Testamento. Se sua existência histórica é incerta, sua vida como ícone cultural já dura dois milênios e é uma das mais ricas, entre aqueles que figuram nos Evangelhos.
A atriz norte-americana é a protagonista do filme "Maria Madalena", de Garth Davis, que chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 15. Na mesma data, chega às livrarias uma obra que se propõe a lançar luzes sobre o mito: "Maria Madalena - Da Bíblia ao Código Da Vinci: companheira de Jesus, deusa, prostituta, ícone feminista".
Lançamento da editora Zahar, a obra é de autoria do historiador Michael Haag. O inglês não é exatamente uma autoridade no mundo acadêmico, mas fez seu nome escrevendo livros sobre períodos, episódios e personagens históricos, de olho no público leigo, mas sem desagradar os especialistas. É autor de obras sobre temas tão diversos quanto os templários e o Egito antigo, incluindo guias para as referências históricas dos romances do norte-americano Dan Brown ("O Código da Vinci" e "Inferno").

Transformações
Interessa a Michael Haag, em seu novo livro, acompanhar as transformações das perspectivas sobre a figura de Maria Madalena. Ele recorre, claro, aos texto bíblicos e aos apócrifos (não reconhecidos pelas igrejas cristãs) - e o contraste que se costuma fazer entre ela e outra Maria, a mãe do Cristo. Passa pelo Renascimento, quando ela é investida de qualidades de deusas da antiguidade; e chega à contemporaneidade, quando chega a ser reinterpretada como um ícone feminista.

Diário do Nordeste

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