DISCURSO DO ÓDIO

Grecianny Carvalho Cordeiro*
Observando as postagens nas redes sociais, uma coisa é clara: os discursos de ódio e de intolerância imperam.
Posta-se uma mensagem de amizade, de solidariedade, trechos de um poema, uma música tocante, fotos de momentos inebriantes, viagens, encontros com amigos e, de repente, não mais que de repente, a revelação:
Posts e frases: bandido bom é bandido morto; se a mulher apanhou é porque merecia; fulano deveria morrer; sicrano mereceu ser torturado e morto; beltrano deveria ser exterminado... E por aí vai.
Isso, sem falar nos posts sobre política, onde o ódio e a intolerância contra quem pensa diferente chega a níveis absurdos.
Logo em seguida, vêm posts e frases de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Luther King, Cora Coralina, Drummond.
Tenhamos cuidado com o que postamos e com o que compartilhamos, pois, embora desejemos apenas expressar nossa “sincera” opinião, podemos mostrar exatamente o que somos e como pensamos.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
E tenhamos cuidado, porque hoje você diz exatamente o que quer, amanhã, você ouvirá o que não quer.
Porque as palavras podem ser traiçoeiras. Sempre o são.
Porque a vida se encarrega. Cedo ou tarde.
Porque nada que parece ser é o que é.
E nada do que é parece ser.
Tudo não passa de uma ilusão.

*Promotora de Justiça

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