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Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou nesta terça-feira (15) uma série de mudanças para o Prêmio Jabuti

Silviano Santiago, um dos vencedores do Jabuti em 2017 na categoria romance, com o livro "Machado", editado pela Companhia das Letras
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou nesta terça-feira (15) uma série de mudanças para o Prêmio Jabuti. Agora a premiação tem 18 categorias (eram 29 no ano passado), premia apenas o primeiro colocado de cada uma delas, e escolhe um vencedor como Livro do Ano, que vai receber R$ 100 mil - o vencedor de cada categoria recebe agora R$ 5 mil (eram R$ 3,5 mil em 2017).
Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de entrega do Prêmio, no dia 8 de novembro, às 19h, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Antes disso, a CBL anuncia 10 finalistas de cada categoria.
Duas novas categorias foram criadas: formação de novos leitores e impressão. A primeira vai selecionar iniciativas que despertem interesse pela leitura; a segunda; prestigiar processos de impressão (o livro e a editora serão premiados, e quem recebe o prêmio em dinheiro é a gráfica responsável).
"O Jabuti é uma edificação pronta, só estamos fazendo a reestruturação", disse o curador Luiz Armando Bagolin em coletiva de imprensa na sede da CBL. "Ele foi criado como um prêmio para celebrar o mercado editorial e se tornou um ativo cultural da sociedade brasileira, as mudanças são uma homenagem do mercado ao leitor".
Eixos
O Prêmio agora se divide em quatro eixos, cada um com subcategorias. Literatura (Romance, Poesia, Conto, Crônica, Infantil e Juvenil, Tradução, HQ); Ensaios (Biografia, Humanidades, Ciências, Artes, Economia Criativa); Livro (Capa, Projeto Gráfico, Ilustração, Impressão); Inovação (Formação de Novos Leitores, Livro Brasileiro Publicado no Exterior). Cada uma das 18 categorias terá apenas um vencedor, e não três, como ocorria no passado. Todos os livros vencedores no eixos Literatura e Ensaios concorrem ao prêmio de Livro do Ano.
O recebimento das obras (exceto daquelas inscritas no eixo Livro) agora passa a ser digital, em formato PDF, e não mais com os livros enviados.
Autores independentes, sem vínculos com editoras, também passam a ter desconto no valor de inscrição (R$ 327 contra R$ 430 para não associados da CBL; associados pagam R$ 285 por inscrição).
De qualquer forma, respeitando a Lei do Livro, o regulamento exige que os livros tenham ISBN e ficha catalográfica (que não precisa ser feita por uma editora). O júri de cada categoria será formado por nomes indicados à CBL e referendados pelo conselho curador do Jabuti (como ocorreu ano passado). As inscrições das indicações ao júri abriram nesta terça (15), e vão até o dia 15 de junho. Os jurados, três por categoria, terão um prazo para indicar 13 obras do universo de inscritos no Jabuti e dois meses para avaliação dos títulos.
"Sugestões podem vir de todos os envolvidos, e conflitos de interesse serão resolvidos pelo conselho", explica Bagolin. "A consequência de mudar esse processo é a de evitar só acadêmicos no júri, a tendência é democratizar".
O conselho curador é formado por Tarcila Lucena, Mariana Mendes, Pedro Almeida e Jair Marcatti. Todas as mudanças têm por objetivo aproximar o Jabuti dos leitores e também dar mais reconhecimento à promoção da leitura, segundo o curador. Para ele, a diminuição no número de categorias não representa necessariamente redução no número de contemplados.
Diário do Nordeste

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