Pular para o conteúdo principal

I Mostra Literária Professora Glorinha Sá Rosa fez Campo Grande afirmar-se na paisagem brasileira

A I Mostra Literária Professora Glorinha Sá Rosa fez Campo Grande afirmar-se na paisagem brasileira em suas mais autênticas e legítimas manifestações artístico-culturais. Em princípio, um evento de sugestão literária, inspirado na trajetória da cearense que fez desta cidade o seu lar e o seu abraço na alma poética de seus contemporâneos de ontem e dos dias que viriam: Glorinha, que tinha 88 anos quando foi prosear nas alturas com os anjos de sua inesgotável inspiração, fez da Literatura um entremeio dinâmico e generoso com as diversas formas de expressão cultural: música, dança, pintura, teatro. Enfim, era raiz e reflexo das inventivas maneiras humanas de respirar em suas dores, prazeres e sonhos, dos mais prosaicos aos de distantes utopias.
Não por acaso, a iniciativa da União Brasileira de Escritores (UBE-MS) e Quiquiô Produções, com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Cultura, propôs de 10 a 13 deste mês um rasgo de acessibilidade popular aos vários espaços e expressões. No Sesc Morada dos Baís, um desfile de nobres e simples excelências da música, da representação e do pensamento: Grupo Casa, Slam Campão, Iara Rennó, Ninfa Parreiras, Cida Moreira, Grupo Guavira, Estrela Leminski e Alice Ruiz (filha e viúva de Paulo Leminski), Alzira Espídola, Albana Xavier, Lucilene Machado, Moema Vilela, raquel Naveira, Pietro Lara e Américo Calheiros.
Na composição da Mostra, outros programas foram cupridos, entre os quais uma gincana escolar (na agenda Ângela Colognesi, Sylvia Cesco e Mara Calvis), a Oficina Livre de Tradução, com Chsristian Schwartz e as Oficinas de Literatura nas Escolas, com os escritores Elias Borgfes, Edson Moraes e Rubênio Marcelo.
NOVA LIMA – Coube ao jornalista e poeta Edson Moraes dirigir a oficina “Dê Palavra, a estudantes da Escola Municipal Hércules Maymone, no Bairro Nova Lima. O espaço da Biblioteca Ramão Cabral foi ocupado por pré-adolescentes e adolescentes curiosos, inquietos, mas interessados e revelando que entre aqueles muros respira-se – e inspira-se – um ajuntamento de almas sedentas de conhecimento, de alargamento de convivências, de criação de alternativas aos risos e sonhos, de vontade de crescer.
Para Edson Moraes, a presença marcante dos alunos e o empenho de toda a comunidade escolar foram para ele um rico aprendizado e confirmou: alguns paradigmas que cercam e estigmatizam a periferia das cidades estão sendo quebrados. O interesse pela literatura estava aceso no olhar de crianças cujo mundo é dominado pela magia da comunicação eletrônica. Meninos e meninas que foram à oficina para dizer, na palavra oral e na palavra gestual, que querem caminhar em territórios muito mais amplos e libertários, territórios em que a literatura, o ler, o escrever, o declamar, a biblioteca sejam elementos conceituais e formadores de seu processo de crescimento e busca da cidadania.
“Eu aplaudo essa moçada e rendo minhas homenagens a toda direção, mestres e administrativos da Hércules Maymone. E destaco aqui o apoio da diretora Maria Nimer, da coordenadora Adriana passos e do professor Nizael Almeida, que já haviam realizado ali mesmo outras experiências semelhantes para promover não a literatura em si, mas o que ela representa no universo de nossas possibilidades”, afirmou Edson Moraes.
REENCONTROS – No sábado, 11, segundo dia da Mostra Literária Glorinha Sá Rosa, encontros e reencontros emocionantes. Edson Moraes e Geraldo Espíndola se incensaram mutuamente e o jornalista e poeta não segurou o choro ao rever a esposa do compositor e intérprete, Dalila Saldanha. Passaram-se 47 anos até chegar esse instante. A amizade entre Edson e Dalila começou em 1971, quando foram colegas de classe na Escola São José, em Ponta Porã. Um reencontro que vinha sendo acalentado há tempos e virou letra de música.
Também prazerosos foram os encontros com os notáveis literatos Augusto César Proença, Lucinele Machado, André Luiz Alvez (presidente da UBE-MS), Sylvia Cesco e outras figuras de proa das artes e da literatura.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

O Natal em Natal (RN), a capital potiguar fundada em 25 de dezembro de 1599

Neste mês, a cidade se reveste de enfeites e de festas culturais, através do projeto 'O Natal em Natal'.
Considerada uma das maiores e mais bonitas do Brasil, a Árvore de Natal instalada no bairro de Mirassol encanta a natalenses e turistas. (Alex Regis/ Secom Natal)
Os moradores da capital do Rio Grande do Norte têm um motivo a mais para se alegrar e vivenciar esta época do ano. Afinal, eles celebram o “Natal em Natal”. Aliás, a capital potiguar recebeu este nome devido a data da sua fundação: 25 de dezembro de 1599. Neste mês, a cidade se reveste de enfeites e de festas culturais, através do projeto “O Natal em Natal”, promovido pela prefeitura municipal. Ao todo, segundo a prefeitura, são mais de 40 eventos que contemplam dança, música, teatro, audiovisual, artesanato, gastronomia e outras manifestações culturais.
Na zona sul da capital, foi acessa, no dia 3 de dezembro,  a tradicional “árvore de Mirassol”, com 112 metros de altura, ornamentada com enfeites nos formatos de …

POPE FRANCIS GENERAL AUDIENCE 2016.06.08