POEMA DO TRABALHADOR

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ADELINO BORGES 
 .
Hoje, Maio, surges em flor
Hoje já a tantos deixas pena
E a custo te vão esquecendo o amor
Por isso eu te escrevo este poema.

Porque d’um poema se modifica a alma
Neste Maio, florido e incerto
O poema aconselha que se mantenha a calma
E é assim que do meu sentir isso desperto.

Sei que por aqui não se vê amor
Neste Maio de Maria iniciado
Mas poderemos respirar da melhor flor
Vendo o trabalhador com este dia festejado.

Assim, sentiremos a nossa  paixão
No poema que apazígua a dor encontrada
Teremos a força que outros nos trarão
Para reforçar o que na alma está abalada.

Por promessas e outras promoções
Hoje desvirtuaram de maior atenção
Porque o dia de hoje é de todas as Nações
E se festeja com alegria e oração.

Assim o povo vai ficando parado
A ver os centros de portas abertas
Esquecendo como ele fora conquistado
E se entusiasma com míseras ofertas.

Mas este dia é o único do Povo
Do povo trabalhador arduamente
E nunca poderá ser destruído pelo lobo
Que continua atacando ferozmente.

Mas o poema vai crescendo até longe
Como nos atormenta o descontentamento
Porque de tão perto se  esconde o monje
Esperando-nos um maior sofrimento.

E assim se vai esquecendo a caminhada
De tudo quanto é Mundo operário
Nas  ruas já a maior parte vai calada
Não se vendo o movimento contestatário.

Então  manifestando o meu grande amor
Estou escrevendo para tantos este poema
Leva a esperança e recorda o valor
De  quem lutou para viver se  valeu a pena.
  Barreiro, 01-05-2012
REFLEXÃO:
Este poema irá despertar a alma de um qualquer trabalhador, pois é o seu dia… Porque um poema poderá aliviar a dor a quem se estende, e cada vez com menos espaço para seguir os seus objetivos no trabalho… Porque um poema poderá inundar-lhe a alma, e restituir a esperança que vai perdendo.
Ainda que reine alguma confusão momentânea pela perca da liberdade, no poema vai ânimo, dedicação, carinho e, acima de tudo, a esperança de se continuar firme a lutar!

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