2ª edição do Festival Literatura-Mundo no Sal arranca no dia 21

Sal aguarda a edição 2018 do Festival de Literatura-Mundo
Sal aguarda a edição 2018 do Festival de Literatura-Mundo
A ilha cabo-verdiana do Sal, conhecida pelas suas lindas praias, que atraem todos os anos milhares de turistas, quer agora ser também um polo literário para Cabo Verde, a África, o mundo. Vai acolher, de 21 a 24 de junho, pela segunda vez, o Festival Literatura-Mundo.
Dulce Araújo – Cidade do Vaticano
Iniciado o ano passado, o Festival Literatura-Mundo do Sal vai ter a sua segunda edição de 21 a 24 de junho na ilha das salinas.  Escritores da Alemanha, Argentina, Brasil, Portugal e Tailândia se juntarão a uma dezena de colegas cabo-verdianos para dar continuidade à construção dessa plataforma de diálogo sobre o conceito de literatura-mundo. Uma sementeira que visa ter como frutos a elevação das várias literaturas locais de qualidade ao patamar mundial – explicam Márcia Souto e Filinto Elísio da Casa Editora Rosa de Porcelana que tem a seu cargo a organização do Festival. Nesta caminhada com eles estão também a Câmara Municipal do Sal como promotora do evento,  e o renomado escritor português José Luís Peixoto na curadoria.

Primeiro Festival de Literatura-Mundo em África

Embora tendo como local de referencia o Sal, este primeiro Festival de Literatura-Mundo em África quer ser itinerante e, já a partir desta segunda Edição, terá uma sessão no mês de setembro em Lisboa, também com uma homenagem aos “Camões Cabo-verdianos”, os dois escritores de Cabo Verde que já venceram o prestigioso Prémio literário, Camões: Arménio Vieira (2009) e Germano Almeida (2018). Para o ano a itinerância aponta para uma sessão em Ouro Preto, no Brasil.

Ilha do Sal, Janela literária para a África e o mundo

Os grandes eventos literários em Cabo Verde acontecem geralmente nas cidades da Praia e Mindelo. Com a escolha do Sal para o Festival Literatura-Mundo, os organizadores querem também descentralizar a cultura em Cabo Verde e fazer com que a oferta turística não seja só de sol e praias, mas também de fortes atracções culturais. Isto contribuirá para dar maior visibilidade à ilha, a Cabo Verde e à África, constituindo o Sal uma porta de entrada e de saída cultural da para o mundo.
Na primeira edição participaram países do continente africano como Angola, São Tomé e Príncipe, mas este ano o continente está representado sobretudo por escritores e professores cabo-verdianos, frisa Filinto Elísio, confiante de que esta sementeira trará frutos bons para Cabo Verde, a África, a humanidade.

Morna e Literatura

O festival que se abrirá com momentos poéticos em homenagens aos escritores  Jorge Luís Borges e Mário Fonseca, terá por entre a sua riqueza de conferências e leituras, também o acompanhamento da morna, género musical típico de Cabo Verde, candidata a património imaterial mundial da UNESCO. É que literatura e música se alimentam reciprocamente  em Cabo Verde, refere Márcia Souto.

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