Confiança no homem e no mundo

Padre Geovane Saraiva*
A confiança em Jesus, ao lançar na terra a semente do reino de Deus, faz-nos pessoas da esperança cristã, encontrando, desse modo, o sentido último do homem individual em Cristo, na História e em todo o Universo, inserido no futuro de Deus. Convidados sempre mais a pensar no acabamento do Universo, na Jerusalém celeste, que tem sua origem em Deus agindo na História de homens e mulheres de boa vontade, somos levados a abandonar-nos em Deus, entregando nosso destino ao seu destino, colocando nossa fé, na proporção mais elevada possível, em uma vida integrada e com verdadeiro encanto.

Pensar na vinda definitiva de Deus significa ter diante dos olhos a revelação do Seu senhorio, que se traduz em paz, luminosidade, justiça e reconciliação entre as pessoas, na conquista da salvação eterna, com Jesus Cristo sendo, evidentemente, o sentido verdadeiro e definitivo. Que fique claro que não é outro mundo, mas o nosso mundo transfigurado e restaurado no amor, no mesmo rigor: o de que o homem não será outro homem, mas um homem novo. É a esperança cristã no homem e no mundo dizendo-nos que, em Cristo Jesus, o futuro proclamado como absoluto tornou-se presente.

A missão do Filho de Deus passa de geração em geração e é ininterrupta, propondo, aos seus seguidores, uma distinção na revelação dos mistérios do reino, na comparação com a pequena, porém, misteriosa semente, a qual germina, cresce e se torna uma grande árvore, na metáfora de Ezequiel, o "Cedro majestoso" (Ez 17, 23), faz-nos antever a imagem celestial, no potencial sobre-humano e fantástico. Pensemos no nosso benevolente Deus, que deseja de nós distinção no nosso modo de proceder, mesmo que seja pequeno, mas verdadeiramente diferenciado e transformador.

O Deus que se revela na História, a partir do íntimo do coração humano, requer mudança e postura, tanto no modo de ser quanto no relacionamento com Deus salvador. Urge uma fé sólida, que nos faz compreender a graça da revelação como confiança absoluta no Deus da vida, na sua morte e ressurreição, como nos assegura o apóstolo Paulo: "Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor" (2 Cor 5, 6). Por isso mesmo não nos esqueçamos a estreita relação que torna a pessoa livre diante de Deus, concreta, no serviço e na caridade para com o próximo. Amém!

*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza geovanesaraiva@gmail.com

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