Dois museus de Fortaleza recebem a circulação do Prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça Para as Artes Plásticas

O TRIÂNGULO, conforme diz o curador Marcus Lontra, é uma das mais significativas formas na obra de Sérvulo Esmeraldo. Um dos recortes das exposições mostra os usos e a importância dessa geometria em diversas fases da carreira do cearense Foto Fábio Lima
O TRIÂNGULO, conforme diz o curador Marcus Lontra, é uma das mais significativas formas na obra de Sérvulo Esmeraldo. Um dos recortes das exposições mostra os usos e a importância dessa geometria em diversas fases da carreira do cearense Foto Fábio Lima
Dois museus de Fortaleza recebem a circulação do Prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça Para as Artes Plásticas. Com homenagem ao artista cearense Sérvulo Esmeraldo (1929-2017), as atividades se dividem entre exposição com cinco artistas premiados, exposição de peças selecionadas por um curador premiado, exposição de 111 peças de Sérvulo e mostra de dez artistas que produzem obras em diálogo com a peças do cearense. É a sexta edição do prêmio e as visitações seguem abertas e gratuitas até domingo, 1º de julho.
“Foi uma avaliação para minha pesquisa. É difícil para quem faz o trabalho avaliar se está chegando naquilo que pretende. É importante saber que pessoas que estudam o assunto conseguem perceber um pouco do que estou fazendo”, pontua Fernando Lindote, um dos artistas premiados. O conjunto de exposições já passou por Brasília, São Paulo e Goiânia. Após Fortaleza, as peças seguem para Rio de Janeiro e Florianópolis - permitindo, assim, visibilidade para os trabalhos de todos os envolvidos.
Dodora Guimarães, viúva de Sérvulo e curadora de arte, explica que as exposições não têm caráter retrospectivo, mas prestam uma bonita homenagem e captam 111 peças produzidas ao longo de sete décadas. No Ceará, pontua o curador Marcus Lontra, o conjunto de exposições ganha reforço do acervo pessoal de Dodora e das peças existentes no Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar. “Sérvulo tem essa poesia e essa relação da geometria brasileira”, pontua.
No Museu da Indústria são encontradas algumas peças raras do acervo de Sérvulo Esmeraldo e obras produzidas pelos 11 artistas contemporâneos que mantêm diálogo com o cearense: Almandrade, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Delson Uchoa, Hildebrando de Castro, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jaildo Marinho, Raul Córdula e Paulo Pereira. Já no Museu de Arte Contemporânea, no Dragão do Mar, está um apanhado das peças de Sérvulo Esmeraldo, os conjuntos de obras dos cinco artistas agraciados pelo prêmio e uma exposição com obras de 17 artistas reunidas pelo curador premiado, Josué Mattos.
Exposição do 6º Prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça Para as Artes Plásticas
Museu da Indústria
Onde: rua Doutor João Moreira, 143 – Centro
Quando: até domingo, 1º, quinta, sexta e sábado, das 9h às 17h; domingo, das 9h às 13h
Museu de Arte Contemporânea do Ceará
Onde: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema) Quando: até domingo, 1º, quinta e sexta, das 9h às 19h (último acesso às 18h30); sábados e domingos, das 14h às 21h (último acesso às 20h30) Visitação gratuita
Outras informações: 3421 5435
DODORA GUIMARÃES fez uma visita guiada com a equipe do O POVO pelos dois museus onde há exposições do prêmio
CENTO E ONZE peças de Sérvulo Esmeraldo estão expostas nos espaços ocupados pelo Prêmio Marcantonio Vilaça. Os visitantes têm a oportunidade de conhecer diversas facetas do artista cearense, como a produção de joias em variados materiais.
CINCO ARTISTAS foram premiados pelo Marcantonio Vilaça: Rochelle Costi (SP), Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP) e Pedro Motta (MG). Na foto, registro das fotografias de Rochelle que estão expostas no Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar.
CALE A obra foi feita por Sérvulo Esmeraldo em 1967 e escolhida para abrir a exposição A Intenção e o Gesto, em cartaz no Museu da Indústria. O cearense, explica Dodora, pegou peças industriais usadas como “calços” de móveis e fez uma edição. “Editado como múltiplo e vendido até em supermercados”, diz a curadora. Os pedidos e vendas eram tantos que um representante da indústria, localizada na Alemanha, procurou Sérvulo para descobrir qual o destino de tantos “cales” encomendados pelo artista cearense. Apesar da capilaridade da peça, hoje há apenas notícia de um exemplar - pertencente a um coleção particular de São Paulo e gentilmente cedido para compor o conjunto de mostras do prêmio.
 O Povo

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